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18 de dezembro de 2010

Raul Rock Club 30 anos (1981 - 2011)

Pessoal

Sylvio lançou e o Raul Rock Club tá de volta à ativa. Comemorando 30 anos de uma existência pra lá de produtiva. A todos que fizeram parte dessa história de alguma forma PARABÉNS.

16 de dezembro de 2010

um oi rápido

Estou tentando zerar tudo para começar o ano que vem bem tranqüilo. Ontem foi a entrega do meu tcc e dos meus relatórios de estágio, ainda bem que ainda tenho boas pessoas comigo. Aqui na livraria tudo anda bem, muito melhor do que eu poderia supor. A carreira se prepara para um novo momento e sei que será legal.
O motivo pelo qual eu escrevi pouco aqui foi que meu pc resolveu dar pau com menos de uma semana para o fim do prazo da entrega do trabalho, sorte que teve um “bônus” para todo o terceiro ano. Agora estou aqui sentado e vendo o movimento na esquina da Caetés com a Caingangs, vez em quando um conhecido passa. Bem, vim só dar um oi. Depois falo mais sobre o meu fim de ano. O ano da libertação ...

Festa de final de ano marca reativação do fã-clube oficial de Raul Seixas.

Acontece amanhã, sexta-feira, 17 de dezembro de 2010, às 22:00hs, no Rocker Club, rua Augusta, 901 (uma nova casa que se propõe a ser o novo abrigo do Rock bem no coração da noite paulistana), o encontro de fãs e músicos para homenagear Raul Seixas e os 30 anos da fundação do Raul Rock Club, fã-clube oficial de Raul Seixas, que foi desativado em setembro de 2009.


A festa, com o sugestivo título de "Expo Raul Rock Club - Uma Noite Raul Seixas na Rua Augusta", marcará a reativação do fã-clube mais antigo e atuante de Raul Seixas, fundado em 1981 por Sylvio Passos, amigo pessoal e confidente do Maluco Beleza e também detentor do maior acervo sobre o ídolo do rock tupiniquim.


Uma Jam Session, denominada Jam Seixas, composta por 20 músicos, apresentará músicas de Raul Seixas e dos ídolos do roqueiro como Elvis Presley, Bob Dylan, Beatles, Rolling Stones, Chuck Berry, Frank Zappa, Eddie Cochran, Gene Vincent, Buddy Holly, Leonard Cohen, Muddy Waters entre outros. Completando a noite raulseixisticka, Sylvio Passos montará uma pequena exposição com alguns itens de seu precioso acervo pessoal. Tudo para fazer com que a memória e a obra de Raul Seixas se perpetuem ainda mais.


Com produção e organização de Juliano Gauche e Sylvio Passos e realização da Ordem da Introspecção Mística e Cúpula do Relâmpago Dourado, conta ainda com apoio de Maurício Barone, Bar do Kaká, Professor Ed Torres e Sonho Mágicko Festas.


Toca Raulllll!!!!


Serviço:
17 dezembro 2010 - Sexta-feira
22:00hs
Rocker Club
Rua Augusta, 901
www.rockerclub.com.br

10 de dezembro de 2010

para quem se fez de amigo e só tentou prejudicar.

Você Roubou Meu Videocassete
Raul Seixas
Composição: Raul Seixas/Marcelo Nova

Você roubou meu vídeo cassete

Pensando que eu fosse o controle remoto

Pra frente e pra trás só na sua cabeça
E antes que eu me esqueça
"honey darling"
É melhor desligar

Você não quis sair lá de casa
Tal quadro queria ficar na parede

Xingou, reclamou e chamou ambulância
Mas hoje na distância foi você quem sumiu

Você é tão possessiva
Guardou minha imagem na sua televisão
Você é tão abusiva

Me prende e não muda pra outra estação

Você quebrou a minha guitarra
Pois eu a tocava mais que em você
Queria que eu comesse calado
Mas tá rebocado
Nem vem que não tem

Você roubou meu vídeo cassete

Pensando que eu fosse o controle remoto
Pra frente e pra trás só na sua cabeça
E antes que eu me esqueça
É melhor desligar
É melhor desligar

É melhor desligar...

24 de novembro de 2010

fica a dica

Blog do Confrade Ângelo em que foi publicado um poema meu.


http://www.cachimbaria.com/2010/11/poesia-e-cachimbo.html

23 de novembro de 2010

Um século sem Leon Tolstói


Há poucos dias, fez 100 anos que Leon Tolstói morreu. Foi em 20 de novembro de 1910 que o mundo inteiro chorou a perda do grande escritor russo, considerado (por muitos) o maior de todas as épocas. Tão impactante foi sua morte que, alguns anos depois, o escritor Thomas Mann disse que “se o moralista Leon Tolstói ainda estivesse vivo, teria sido possível evitar a Primeira Guerra Mundial”. Um século depois do seu falecimento, seu texto continua fascinando leitores de todos os cantos do planeta. E seu nome permanece na lista dos mais admirados. No Tolstoy Estate-Museum, localizado em Moscou, na casa em que o escritor viveu por quase duas décadas com a esposa Sophia e dez filhos, foi organizada uma exposição e eventos literários. Com um enorme jardim, o local preserva muitos dos objetos pessoais de Tolstói e os visitantes ficam com a impressão de que o escritor pode voltar para sua casa a qualquer momento. A preservação do mobiliário, fotos e porcelana sobre a mesa de jantar foi conservada mesmo depois da Revolução para que os russos pudessem ter a chance de ver como o aristocrata vivia. No amplo salão, entre 1882 e 1901, circularam celebridades como os compositores Skriabin, Rachmaninov e Rimsky-Korsakov, e os também escritores Anton Tchékhov e Máximo Gorki. Durante os 19 que a casa foi ocupada por Tolstói e sua família, ele escreveu quatro livros, entre eles, “A morte de Ivan Ilitch”. Mas esse não é o único museu em homenagem ao autor de “Guerra e paz”. O Museu Yasnaya Polyana, 210 quilômetros ao sul de Moscou, é uma propriedade de 1.600 hectares que o escritor herdou quando tinha 19 anos e que durante décadas foi usada pela família Tolstói. Neste museu, tudo também foi preservado e há uma exposição permanente que mostra como ele vivia, dormia e comia. Sem contar que em seu parque são apontados os caminhos que o escritor mais gostava de percorrer. Para completar, é em Yasnaya Polyana que está o túmulo de Tolstói, sepultado ali de acordo com seu próprio desejo.


vista da casa em Yasnaya Polyana

fonte: http://www.lpm-editores.com.br/blog/?p=4230

17 de novembro de 2010

Como se distrair num domingo!!!

video

Recado de Oswaldo Mendes

Amigo(a)s,
finalmente estreio nesta semana em "Doze homens e uma sentença" (vocês devem conhecer o filme de cor). Espero que possam vir. abraços
Oswaldo Mendes



"Por unanimidade, doze jurados devem decidir o destino de um jovem acusado de assassinar o próprio pai.
A pena em caso de condenação: a morte na cadeira elétrica.
Um clássico do cinema, lançado em 1957, com direção de Sidney Lumet e Henry Fonda à frente do elenco,
"Doze homens e uma sentença" chega ao teatro em São Paulo para uma breve temporada.
A peça de Reginald Rose é um desafiante embate de ideias e argumentos."


DOZE HOMENS E UMA SENTENÇA
direção de Eduardo Tolentino produção Ana Paz
com
André Garolli, Augusto César, Brian Penido, Eduardo Semerjian, Fernando Medeiros Genézio de Barros,
Ivo Müller, José Renato, Marcelo Pacífico, Norival Rizzo, Oswaldo Mendes, Riba Carlovich, Ricardo Dantas




quinta a sábado, 19h30 domingo, 18 horas
ingressos: R$ 15 e R$ 7
de 18 de novembro a 19 de dezembro

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL
Rua da Quitanda esquina com Rua Alvares Penteado



Ricardo Dantas, Genézio de Barros e Oswaldo Mendes em cena da peça

8 de novembro de 2010

para começar bem a semana

improviso
Pode ser estranho tudo o que digo
mas me desperta carinho
esse seu olhar de quem vai indo.
Me deixando sozinho nesse
canto do mundo.
Querendo manter suas mãos
entre as minhas
e te dar motivos
para um sorriso.
Um discreto e carinhoso
sorriso.

3 de novembro de 2010

Ruivas ocupam espaço

Surge de repente em minha mente,
Cabelos cor de entardecer,
Perfume de flor de laranjeira.
Olhar de quem quer mais disfarça,
Aninhe-se em meu verso
Por que minha cabeça e peito estão limitados
E ruivas ocupam espaço.
Vem ser meu sol, sem ser meu sol,
Que a noite da vida me cansa tanto.
Deixa que eu me perca em teus cabelos.
Todos sabem, nunca fiz segredo;
Nunca fiz questão de esconder
Que as ruivas são meus anjos de libertação,
As ruivas são meus seres de adoração
Sempre deixo ao mente aberta,
Liberta.
Sem trancas, mas com buracos por onde se possa espiar.
Sempre mantenho um suspiro guardado
Uma olhada mais gentil quando as vejo
E derrubo as paredes que tentam, em vão, aprisionar o que penso...
Ruivas ocupam espaço mesmo

2 de novembro de 2010

Programação 7ª Semana de Letras da FAP.


Venha Participar.

Programação

3/11/10 - QUARTA-FEIRA


19h 30 min Abertura: Vídeo Biografia de Mozart
Solo de Bateria: “Eine Kleine Nachtmusik”
Alexandre Rangel / 3º ano de Letras

19h 45 min Agradecimentos
José Marcos Espinosa / 2º ano de Letras

19h 50 min Palestra: “A Literatura do Exílio: Experiência e Memória.”
Prof. Dr. Márcio Roberto Pereira/ UNESP - Assis

20h 50 min Homenagem ao Prof. Dr. Márcio Roberto Pereira / UNESP – Assis

20h 55 min Intervalo

21h 10 min Sorteio de brindes
Danilo Seolin/ 3º ano de Letras

21h 20 min Sorteio de livros
Prof. Dr. Márcio Roberto Pereira/ UNESP - Assis

21h 30 min Recital Soneto: “Soneto de Fidelidade” Vinicius de Moraes
Elisângela P. da Silva / 2º ano de Letras


21h 45 min Música: “Era uma vez” em LIBRAS
3º Ano de Letras
Michelly Francielli B. Dal’Antoni
Adirce Helena Teixeira Sousa
Maria Aparecida Alves

21h 55 min Apresentação TCC: “A Ditadura Boliviana apresentada em alguns contos de Vitor Montoya”
Helena Cristina Oliveira Barrados de Souza / 2º ano Letras

22h 15 min Recital Poema: “Navio Negreiro” - Castro Alves
Eduardo Duran / 3º ano de Letras


22h 30 min Encerramento








4/11/10 QUINTA-FEIRA


19h 30 min Agradecimentos
José Marcos Espinosa / 2º ano de Letras

19h 45 min Apresentação: Crônica : “Eloqüência Singular” Fernando Sabino
Osenir Barros da Silva/ 2º ano de Letras

20h 00 min Palestra: “Educação e Tecnologia: Diminuindo Distâncias”
Profa. Alda Bezerra Cavalcante / Habilitação em Ciência da Informação


20h 30 min Apresentação Coral Edelwaiss – Regente: Dra. Maria Alzira Alves Barbosa

20h 40 min Apresentação Musical
Michelly Francielli B. Dal’Antoni/ 3º ano de Letras
Rosângela Dias da Silva Bulgarelli/ 3º ano de Letras
Fernando Fonseca/ 3º ano de Letras

20h 55 min Intervalo

21h 15 min Apresentação Musical
David Washington Módena Pardinho/ 3º ano de Letras
Diego Augusto da Silva/ 2º ano de Letras
Michelly Francielli B. Dal’Antoni/ 3º ano de Letras
Rosângela Dias da Silva Bulgarelli/ 3º ano de Letras

22h 30 min Encerramento




6/11/10 SEXTA-FEIRA


19h 30 min Agradecimentos
José Marcos Espinosa / 2º ano de Letras

19h 40 min Apresentação: Monólogo: “Dama da Noite” – Caio Fernando Abreu
Nathácia Akemi Motoki / 3º ano de Letras

20h 00 min Palestra: “O Conceito de Família no Século XXI Dentro do Conceito Escolar”
Profa. Esp.Talita Aparecida Ali Rodrigues / UEM - PR


20h 20 min Quiz


20h 55 min Intervalo

21h 10 min Apresentação Teatro Garalhufas


21h 40 min Apresentação: “Our Father” (Pai Nosso)
Natália Raymundo/ 3º ano de Letras
Nayara Úbeda/1º ano de Letras

21h 50 min Apresentação Musical
Adirce Helena Teixeira de Souza/ 3º ano de Letras


22h 15 min Encerramento




Local do Evento
Auditório da FAP
Faculdades da Alta Paulista
Rua Mandaguaris, 1010 Fone 14 3404-3862
Tupã – SP



Inscrições

Valor: R$ 7,00

Para alunos de Letras da FAP as inscrições devem ser feitas pessoalmente com as alunas Ana Paula do 2º ano ou Denise Talita do 3º ano.

Inscrições para os demais participantes:
Tesouraria da FAP

Certificado

Serão expedidos certificados com carga-horária de 18 horas aos participantes de todas as palestras.

Kit de participação

Os 50 primeiros alunos do curso de Letras da FAP que fizerem sua inscrição receberão um kit de participação composto de pasta, bloco de anotações, caneta e régua.

VAGAS LIMITADAS

29 de outubro de 2010

madrugada

Estou feliz. Amanhã a tarde meu sobrinho Alisson virá ficar o fim de semana aqui em casa conosco. O menino é super gente boa e educado. A mãe dele deu boa educação. Alías meus 5 sobrinhos são massa, adoro os 4 moleques e minha princesa Emily. Ela fez aniversário no dia 27. Caramba já tem 10 anos.



26 de outubro de 2010

gêmeo?

“Mas essa sensação péssima na qual me encontro, descabelado, barbudo, gordo, sem paciência com nada, dormindo mal, levando bronca por coisas pequenas do dia a dia, xingando deus e o mundo... nada disso deixa de existir. Mesmo que eu cale meus verbos, não consigo calar o coração. E isso não resolve. Depois que e terminar o mestrado, quero ver se ainda me sinto assim. Já há um mês que meu quadro nao muda. Fico bem até, por algumas horas, em alguns dias. Mas é tudo tão passageiro. Feliz e infeliz são condições transeuntes na nossa vida. Mas parece que eu deixei de lado essa ideia e chamei para morar em mim toda a revolta do mundo. A felicidade vem visitar, esporadicamente, como sempre [como sempre foi depois que eu comecei a virar adulto, porque antes disso, a felicidade é que morava aqui]. Mas tá, abrir mão de dar lar à felicidade é uma coisa. Agora, chamar a fúria para morar comigo, aí não! No entanto, cá estou, odiando digitar errado e ter de apagar, odiando a bomba do chimarrão que entope sempre, odiando a erva do chimarrão, que não é aquela mais verdinha. Odiando tatear no escuro, quanto à dissertação, odiando os prazos se engolindo e vomitando responsabilidades urgentes em cima da minha cabeça.

Isso não é ser adulto. Isso é ser mal humorado. Sorte minha eu ter a cabeça no lugar. Sei que não vou cometer loucuras, porque ODEIO prejuízos emocionais [mais ainda do que os materiais]. Mas a vontade que eu tenho é de mandar tudo à merda. Inclusive eu. Fui.”



O trecho que você leu acima poderia ter sido escrito por mim, afinal meu mal humor está aí latente e pujante. Mas para minha alegria e surpresa de alguns imbecis a autoria é de meu irmão caçula Guilherme. Está lá na íntegra publicado no blog dele (quem quiser conhecer é só pegar o link na coluna ao lado).
Madrugada de terça-feira, uma e quarenta e três da manhã e eu encho meu fornilho mais uma vez, irei fumar um pouco do meu cachimbo para acalmar a mente que me cobra soluções rápidas para esse texto que não nasce.
Agradeço a esse humor ríspido e “cruel” (como diz Nathácia), porque ele me protege dos chatos de plantão. É claro que tenho que conviver com alguns, mas esses são poucos. Mesmo assim eu não ligo muito. Gostaria de estar em Salvador agora.

25 de outubro de 2010

Um Bêbado no Beco.

Eu não existo.
Fui criado por um cara medroso,
fui imaginado para dar voz
a seu silêncio.
Eu surgi para que sua covardia
não o dominasse.
Que o medo da poesia
não o aprisionasse.
Fui criado porque ele não sabe
encarar a noite
e nem os exércitos de perdidos
que vagam.
Ele não berra e aceita tudo
calado como um cadáver.
Ama com medo
e com medo o amor morre.
Não vinga.
ele me criou para que
o trouxesse à tona
desse se afogar solitário.


Livraria & Café BelasArtes
24 de outubro de 2010

2h30 da manhã de segunda-feira e um poema para mim.

Meus caros o sarau de ontem foi uma delícia, estamos acertando o tempero dessa paeja cultural. Tivemos poemas, bons poemas, e boas músicas. Recitei novamente trechos de "O Navio Negreiro" de Castro Alves.
A noite foi em memória de Luiz Bertazzoni e, para variar, o que devia se curvar mais nem apareceu, sanguessuga sacana. Mas foi melhor assim.

Mas a surpresa veio quando Nelson anunciou que recitaria um poema de sua autoria. Pensei que seria um que ele havia lido para mim algumas semanas atrás. Mas não, esse era inédito e se chama "Decassílabos". O mais massa é que ele é dedicado a mim. Fiquei emocionado com esse símbolo de amizade que o Lorde me prestou. Bom saber que parcerias se tornam amizades. É claro que reproduzo aqui o poema como ele foi escrito.

"Decassílabos"

Nunca vi ninguém cercado por tantos decassílabos,
Ladeado por ditongos, que em crescentes versos,
Busca frases tão próprias,
Para os momentos mais impróprios.

Nunca vi ninguém com tamanha ousadia,
Arrisca-se em momentos e lugares incertos,
Cativa desconhecidos à revelia.

Nunca vi ninguém quem usasse chapéu com tanta autenticidade.
Pessoa singular, de pretérito imperfeito e modos subjetivos.

Nunca vi ninguém bêbado em um beco,
Com um cachimbo aceso, um livro de poesia, uma mente sã,
Senhoras e senhores, eu vi...
Eduardo Duran

Nelson Santana



em breve postarei algumas fotos e vídeos da noite de hoje.
em outro post eu explico melhor esse lance de "bêbado no beco".
Ah, também terminei um poema meu. Rolou durante o sarau mesmo.

24 de outubro de 2010

para a Rayssa e o Luiz.





Quem pode dizer que o amor não existe.
Não reparou em Luis esperando Rayssa,
do outro lado da rua da livraria.
Quem se esqueceu da pureza do seu amor primeiro,
jamais iria reparar que ele a aguardava com paciência e carinho
por longas horas, enquanto dizíamos poemas
cheios de saudades de termos um amor assim.
Abençoada inocência que protege os namorados na adolescência,
e nos faz espectadores das descobertas que nós também já vivemos.
Também já esperei amores
atravessei estados,
vivi meus dramas, colhi meus louros,
chorei minhas lágrimas...
Envelheci com poesia.
Mas reparei no carinho que
fez Luis esperar por Rayssa após sarau.
E ele se abaixou, pacientemente,
como faz aqueles que amam
sem o tempo como infortúnio.

23 de outubro de 2010

época de eleições é PHODA

A Rede Globo comunica ao público que um falso e-mail começou a circular recentemente, afirmando que Pedro Bial está envolvido em uma mensagem que faz propaganda política. O jornalista e a emissora informam que o texto não é de sua autoria.

Periodicamente circulam e-mails falsos envolvendo a Rede Globo ou da sua programação. Os emails são mentirosos e não devem ser respondidos, especialmente com o fornecimento de qualquer dado do usuário.

Para ajudar o telespectador a se prevenir contra esses atos mal-intencionados, a Rede Globo mantém permanentemente neste site uma área de boatos. Se você receber algum e-mail suspeito, cheque em nosso site se há alguma informação disponível ou entre em contato com o CAT - Fale com a Globo pela internet ou pelo telefone 400-22-884

19 de outubro de 2010

Deixe que o tempo trará certezas,
Todas feridas se fecham
E fica apenas a experiência.
Eu a vejo nesta tela
De pinturas modernas.
Teus olhos me encaram,
Firmes
Num olhar aprisionador
Que traz para mais perto
E convida.
Vamos caminhar pela silenciosa madrugada
Poder falar como está a vida
E os sonhos que não realizaremos
Mas insistimos em ter.

texto de Oswaldo Mendes


Farinha pouca, meu pirão primeiro


18/10/2010 - Opinião1


Oswaldo Mendes (publicação autorizada pelo autor)

Do coletivo teatral que conseguirá pagar o imóvel alugado graças ao programa de fomento da Prefeitura de São Paulo, ao grupo da pequena e longínqua cidade agraciado por um dos Pontos de Cultura do governo federal, sem esquecer os municípios que se agitam com as periódicas viradas culturais do governo paulista, estamos todos satisfeitos. Para quem se acostumou a viver, nos últimos tempos, da mão pra boca, não há do que reclamar. Talvez seja por isso que, na recente campanha eleitoral, a palavra Cultura sequer tenha sido pronunciada, menos ainda discutida, por nenhum candidato a qualquer cargo. E não faltaram pagodeiros, palhaços, atores, sambistas e outras celebridades de calibres diferentes apresentando-se aos eleitores.

Nem os candidatos que em sua biografia lembram, quando oportuno, terem alimentado veleidades artísticas na juventude e os que ainda hoje cometem versos apaixonados ousaram tocar no assunto. Por quê? Simples. Vai tudo muito bem e quem se queixa é porque ainda não chegou a sua vez de ouvir tilintar no pires as moedas redentoras. Basta um pouco de paciência. Quem sobreviver terá seus trocados. Alegrem-se, pois há bolsas para todos. Até para os entretenimentos chiques, ou megaeventos musicais, dançantes, circenses, visuais, plásticos, gráficos, cibernéticos, literários, cinematográficos e teatrais – sem esquecer as feiras de uva ou de gado – aos quais bancos, financeiras ou empresas de grande porte, nacionais ou multinacionais, destinam os seus patrocínios sob as bênçãos da Receita Federal e do bolso dos contribuintes. O pão para o circo, enfim, está garantido. Lamentar, quem há de? Talvez a Civilização e as gerações futuras, mas por enquanto elas não têm direito a voz nem voto, pois a barbárie fashion venceu e dá as cartas como nunca antes na história deste País, para recorrer à máxima irresistível dos nossos novos descobridores que singram suas caravelas neste deserto de ideias, à esquerda e à direita.

A ausência da Cultura (maiúscula, por favor) em todos os palanques reflete em primeira e última instância a ausência do Pensamento e, com ele, das ideias, que foram substituídas por receituários, apresentados pelos candidatos como panaceias (que mais parecem placebos) para as urgências cotidianas da população. Esse vazio de ideias se observa, e não só no período eleitoral, na maioria das organizações sociais e políticas, partidos à frente. Fala-se da despolitização dos cidadãos anônimos, como se ela não tivesse atingido a todos. Mesmo quando grupos de ilustres cidadãos se manifestam, o que está em pauta é o varejo da Política, seja o alerta encabeçado por D. Paulo Evaristo, sobre a ostensiva presença de Lula na campanha de sua candidata, seja a réplica de juristas liderada por Márcio Thomaz Bastos, considerando justo que o Presidente faça tudo o que faz. Cabeças coroadas que já estiveram juntas em outros e mais nobres embates, agora preferem divergir sobre circunstâncias, ainda que se reconheça a legitimidade de suas motivações atuais. Mas o que elas fizeram não foi senão reforçar a prática de caminhar olhando para a ponta dos pés, abdicando de um debate que exercite o Pensamento e seja capaz de refletir sobre ideias que possam apontar para além dos acertos e mazelas do momento. Esse é o resultado mais perverso do continuado processo de despolitização da vida brasileira, do qual nem artistas e intelectuais escaparam ao longo das últimas décadas. Também nos palcos e nas telas, sobra pouco espaço para ideias. Venceu ali, como no resto do país, o entretenimento. Eventuais exceções não contam. Há que sobreviver, argumentamos como desculpa acanhada. Como se a sobrevivência fosse o objetivo de quem acredita na Arte como valor a ser perseguido. Há formas menos envergonhadas e mais dignas de “sobreviver”.

Criou-se assim o círculo da barbárie. Se a Cultura esteve (e continua agora no segundo turno) ausente das eleições e dos discursos de todos os candidatos é porque, talvez, os que a representam também abdicaram de promovê-la. Preferem as políticas de resultado, que lhes garantam sobreviver com fomentos, viradas e pontos de cultura (em minúscula mesmo) e CEUs que apontam para lugar nenhum. Não há preocupação em refletir a respeito, nem mesmo na imprensa, que se limita a promover o nada, refém de uma invisível “indústria cultural” que pauta os seus interesses, ou, quando a consciência lhe pesa, encastela-se num iluminismo tardio. Ninguém, na imprensa ou fora dela, se espantou quando um secretário da Cultura recentemente proclamou aliviado que a sua pasta não tem nada a ver com a Educação. Não tem mesmo, na lógica dos nossos (des) governantes e dos seus sucessores. Nem a Educação tem coisa alguma a ver com a Cultura. Vigora a lei do cada um por si e o diabo para todos. Só nos resta esperar que haja Unidades de Polícias Pacificadoras para todos.


O autor, Oswaldo Mendes, é ator, diretor de teatro e dramaturgo, autor de “Bendito maldito – Uma biografia de Plínio Marcos” (Editora Leya), prêmio Jabuti 2010

artigo publicado no domingo, 17 de outubro, pelo Jornal da Cidade, de Bauru/SP

carta para a Lua

Oi, sei que sumi. Me recuperei da gripe uns 93%, melhor que isso creio que não fico. Depois que parei com o cigarro ando com uma preguiça danada. Algumas preocupações me tomam a madrugada que agora termina mais cedo, porcaria de horário de verão. É quase uma hora da madrugada e sei que você não virá hoje. Um dia repleto de momentos interessantes. Recebi um texto ótimo do Oswaldo Mendes publicado no Jonal da Cidade, lá de Bauru. Saudades de quando ia visitar os velhos e ficava lendo ali na casa da rua Santa Terezinha. Recebo por e-mail a autorização do Oswaldo para publicar o texto aqui no blog, gente fina é outra coisa.
Bem, talvez você queira saber que coloquei um toque em meu celular especialmente para você, The Space Between anunciará o seu desejo de falar comigo. Como será que andam as coisas com você? Será que devo te ligar? Talvez eu fume um pouco, meio fornilho, enquanto resolvo isso.
Chegou hoje, via BelasArtes, a biografia do Aleister Crowley escrito pelo Johann Heyss, li um tanto na faculdade antes de minha aula de linguística e mais um pouco enquanto ouvia pela tv o documentário sobre o pianista canadense Glenn Gloud. Será que você gosta de piano? Um dos fatos interessantes que eu encontrei logo no início do livro foi o nome de uma das tias do jovem Edward Alexander Crowley (ele ainda não tinha adotado o Aleister, que nada mais é do que Alexander escrito em gaélico) é Ada. Esse é o nome de minha mãe.
Recebi também alguns textos para correção e apreciação, creio que nunca darei aulas mas irei parar em uma editora como aconteceu com o Vanderlei Orso. Passa um pouco da uma da manhã e enchi o meu Paronelli 51 A - Rustic com um tabaco de café, ainda não é o que eu mesmo preparei, mas esse está próximo. Estou ouvindo um disco do Gould que baixei agora, "Bach, JS - Goldberg Variations Glenn Gould", muito bom mesmo. Ágil como um pássaro que se joga do ninho pela primeira vez.
O domingo se aproxima e com ele mais um sarau, esse é todo especial. Ao menos queria que fosse para os outros também. Saudades de Talita.

Bem irei para a cama ler um pouco mais.
Tinha tanta coisa

10 de outubro de 2010

25 anos sem Orson Welles


O gênio norte-americano Orson Welles deixou um legado indispensável para entender o cinema. Entre suas obras mais famosas, se destaca o clássico “Cidadão Kane”

Em quase todas as relações de críticos cinematográficos sobre os melhores filmes realizados em todos os tempos, o clássico “Cidadão Kane”, de Orson Welles (1915-1985), figura em primeiro lugar, em grande parte pelas inovações técnicas e a originalidade estilística, além do tema ousado que se inspirou na vida de Randolph Hearst, temido magnata da imprensa americana. O poderoso Hearst ainda tentou interromper a produção e fez tudo para boicotá-la depois de pronta, por considerá-la uma difamação sobre sua vida pessoal, camuflada sob personagens supostamente fictícios.

Orson Welles revelou muito cedo seu extraordinário talento. Foi uma criança superdotada e começou a carreira artística no teatro e no rádio dos Estados Unidos, onde causou pânico nacional ao levar ao ar um dramático programa, concebido como reportagem de intenso realismo, sobre a invasão da terra por seres extraterrenos. Mas tudo era apenas uma adaptação do livro “Guerra dos Mundos”, de H.G. Wells.

Pela comprovada criatividade, Welles teve chance de realizar seu primeiro filme, em 1941, cercado de condições excepcionais: a produtora R.K.O. lhe concedeu independência total para dirigir e interpretar “Cidadão Kane”, com a preciosa colaboração do inventivo fotógrafo e roteirista Gregg Toland, a quem é atribuída uma expressiva parcela de participação (para alguns tão importante quanto a de Orson) na elaboração da obra como um todo.
Na época, Toland declarou em entrevista: “Quando trabalhamos juntos no roteiro, imaginamos que, se possível, a fita deveria fazer com que os espectadores estivessem assistindo a uma realidade, e não meramente a um filme. Preparamos previamente nossos ângulos e composições, a fim de que a ação pudesse ocorrer simultaneamente em pontos distantes, situados em primeiro plano e no fundo do quadro”.

Estilo impactante

Filmada em preto-e-branco, com muitos planos escuros e fundo acinzentado, razão pela qual é considerada bastante influenciadora do então nascente cinema “noir”, com o qual também apresenta a analogia da narrativa em “off”, a impactante criação de Welles impôs um estilo visual bem particular, com grandes angulares deformando expressões faciais, monumentos e paisagens; cenários barrocos e incisivos primeiros planos sobre rostos geralmente amargurados. Até hoje, as principais técnicas de narrativa cinematográfica são quase todas calcadas nas inovações introduzidas por Welles há quase 70 anos.

Sob outros aspectos, “Cidadão Kane” é um filme de investigação e uma descrição ousada sobre as relações escusas entre o mundo político e certo tipo de imprensa, tema bastante atual e facilmente comprovado, a cada dia, inclusive na presente realidade brasileira.

O castelo de Xanadu, onde mora Kane, nada mais é do que a ainda tão presente materialização dos desejos de milionários megalomaníacos e de profundo mau gosto, assessorados por arquitetos servis, em verdadeiros monumentos consagrados ao que o “kitsch” tem de pior. Um dos únicos senões atribuídos ao filme seria certa falta de identificação emocional entre o espectador e os personagens, que não emocionam ao ponto de estabelecer uma relação de amor ou aversão, sendo mais conduzidos pela qualidade de composição das imagens do que por sua real empatia com o público.

Apesar de subestimado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que o ignorou na categoria de melhor filme e preferiu agraciar “Como Era Verde o Meu Vale”, uma obra menor do diretor John Ford, “Cidadão Kane” é hoje objeto de estudo constante nas mais importantes escolas de cinema, sobretudo no tocante ao emprego da profundidade de campo, das tomadas ampliadoras de ângulos e, também, quanto às transparências e iluminações.

O sucesso extraordinário de crítica obtido pela primeira realização de Orson Welles só fez despertar inveja e desconfiança a seu respeito, tendo o cineasta sido bastante descriminado por tentar filmar, a qualquer preço, algo que fosse bem além das banalidades então imperantes nas telas americanas. Depois de ter seu excepcional filme “Soberba” literalmente mutilado pelos produtores, viu-se obrigado a interromper as filmagens de “It’s All True”, um semidocumentário que ele realizaria no Brasil. Em Fortaleza, Welles chegou a filmar boa parte de um dos episódios da produção, tendo como tema a saga dos jangadeiros cearenses em sua épica viagem até o Rio de Janeiro. A falta de sorte do cineasta esteve presente até na inesperada morte do pescador Jacaré, vítima fatal de um acidente ocorrido em estranhas circunstâncias durante as filmagens.

Amado e incompreendido

Fã incondicional do teatro de Shakespeare, Orson Welles levou à tela as peças “Macbeth” e “Othello”, realizações internacionalmente premiadas em importantes festivais, apesar de realizadas em condições precárias e com baixíssimos orçamentos, penosamente conseguidos depois de muito empenho do cineasta, que muitas vezes teve de submeter-se a interpretar pequenos papéis em filmes insignificantes, só com o objetivo de obter capital para suas produções. Uma das exceções foi sua irretocável aparição em “O Terceiro Homem”, de Carol Reed, no qual ele se torna a mais impressionante presença de todo o filme interpretando um personagem que, apesar de mover o eixo da trama, aparece em cena apenas por poucos minutos.

Mesmo lutando com imensas dificuldades, Orson Welles conseguiu realizar filmes magníficos, entre eles “A Dama de Shangai”, ao lado de sua então mulher Rita Hayworth, onde ele, numa de suas falas, faz uma menção a supostos tubarões existentes nas praias de Fortaleza. Também muito marcantes, na história do cinema, são “A Marca da Maldade”, com Charlton Heston e Marlene Dietrich, um dos mais instigantes filmes no estilo “noir”, sobre um xerife desonesto que fabrica provas contra os que julga culpados, sob o pretexto de ajudar a Justiça, e “O Processo”, onde conseguiu reproduzir à perfeição a atmosfera deprimente e as imagens desconcertantes suscitadas pela obra do escritor Franz Kafka.

Mundialmente reconhecido como um dos maiores criadores da história da Sétima Arte, Orson Welles morreu deprimido, pobre e sem encontrar trabalho. Pouco antes de sua morte, concedeu à imprensa uma entrevista comovente e desesperada, na qual relatava as dificuldades para angariar uma mínima soma que o possibilitasse a realizar seu último filme, que ele nem mesmo conseguiu começar.

Filmografia:

1934 - Hearts of age (curta)
1938 - Too much Johnson (curta)
1941 - Cidadão Kane (Citizen Kane)
1942 - Soberba (The Magnificent Ambersons)
1942 - Jornada do pavor (Journey into fear)
1946 - O estranho (The Stranger)
1948 - A Dama de Shanghai (The Lady from Shanghai)
1948 - Reinado de sangue (Macbeth)
1949 - Memórias de um mágico (Black magic)
1952 - Othello (The Tragedy of Othello: The moor of Venice)
1955 - Grilhões do passado (Mr. Arkadin)
1955 - Moby Dick rehearsed (TV)
1956 - Orson Welles and people (TV)
1958 - A Marca da Maldade (Touch of Evil)
1958 - The Fountain of youth (TV)
1958 - Portrait of Gina (TV)
1960 - David e Golia
1962 - No exit
1962 - O Processo (Le Procès)
1965 - Campanadas a medianoche
1968 - História imortal(The Immortal story)
1968 - Vienna
1969 - The Merchant of Venice (TV)
1970 - The Deep
1971 - London
1972 - The Other side of the wind
1975 - Vérités et mensonges
1984 - The Spirit of Charles Lindbergh
1992 - Don Quixote

1 de outubro de 2010

IN MEMORIAM - LUIZ BERTAZZONI

video

Luto pela Morte de Luiz Bertazzoni

Conheci Luiz Bertazzoni em 1992 e esse fato mudou a minha vida. Através de seu andar quixotesco e corpo franzino ele me ensinou a trilhar os passos do universo teatral. Luiz Bertazzoni era um desses heróis que não deram certo. Sempre defendeu uma arte que nem sempre o defendeu. Foi acima de tudo um sonhador. Plantou sementes que germinaram fortes e, por mais que os galhos não se encontrem sempre do mesmo lado é impossível negar que são sementes dessa aroeira que foi o mestre.
Recebi um recado de Fábio Dias me pedindo que entrasse em contato com ele. Liguei e ele me deu a notícia de que o Luiz havia falecido durante a noite de 30 de setembro em Echaporã/SP onde ele morava com a irmã, Irene. Notícia não tinha nada para completar o quadro que todos nós supúnhamos e esperávamos. Mas ver que o que era possível se tornou real e irreversível foi demais doloroso.
É difícil pensar que ele não caminha mais entre a gente, ele está livre de toda a dor e sofrimento e isso nos deixa mais tranqüilos. Por outro lado temos esse lado egoísta de não querer que as pessoas por quem temos apreço seja tirada de nós, mas o que sabemos nós sobre tudo o que nos cerca? Não sabemos nada e desejamos errados. Luiz é como uma estrela que renasce no céu. Ficará sobre nós rindo de tudo e nos emocionando a cada passo no palco. A cada sombra boa ele estará mais presente. Imagino a festa no céu agora. Recebendo ao bom diretor com certeza está o Professor Altino, o Ramis Pedro, a tia Maria e o Sidney Santucci.
Luiz militou no teatro tupãense de meados da década de 40 até meados de 2008 quando se deu o ressurgimento do Grupo Fênix, que ele ajudou a fundar e foi um dos principais mentores. Ele também esteve presente na criação do Grupo Ágape. Todos nós, mais velhos, tivemos a honra de trabalhar com Luiz, seja atuando ou sendo dirigido por ele.
Não consigo escrever muita coisa agora, ainda ecoa na minha mente procurando a aceitação essa notícia. Deixo pra vcs a última foto que nos tiramos juntos. Fomos a Echaporã informá-lo de que iríamos prestar uma homenagem a ele na Mostra Cultural Estudantil Profº Altino Martinez. Fábio Dias, Luiz Bertazzoni e eu...

publico aqui também a oração do ator.

Oração do ator
José Expedito Marques (Ao Sadi Cabral, com a minha admiração.)
Extraída da SBAT Revista de Teatro


Ó meu Deus onipotente, criador do maior espetáculo - o
Universo - ouvi-me nesta prece de amor!
Dai-me a perseverança, a paciência, a dignidade e o amor ao
próximo, para que o meu espectador possa me suportar com
perseverança, paciência, dignidade e amor.
Fazei com que eu viva meu papel, sem me distanciar de Vós.
Fazei com que a minha personalidade não se deixe influenciar pelo
meu personagem, mas que eu possa colher dele toda a vivência,
todo o vigor, toda a força e toda a magnitude.
Que eu transforme a realidade em uma nova realidade, que eu interprete
a obra de arte com toda a força interior e que eu colha do meu trabalho
toda a justiça, toda a fortaleza, toda a grandeza e todo o amor.
Fazei com que as luzes dos refletores se tornem luzes divinas a iluminar
todos os atos da minha vida cênica, para que eu faça do palco um altar,
sempre na intenção de o respeitar, dignificar, amar e venerar.
Que cada representação seja para mim um ato de fé.
Que cada trabalho seja um sacrifício em busca do sucesso e da
glória para que eu envelheça, crescendo na representação, e
represente, crescendo na velhice; sempre trabalhando, sempre
emocionando o público e sempre glorificando a arte.
Enfim, para quando eu não mais existir (neste planeta), a minha
atuação aqui na Terra não tenha sido em vão, quando cair o
pano, no ato final, todos aqueles que conviveram comigo possam
aplaudir-me, gritando: bravo! bravo!
E, assim, eu possa agradar ao maior Diretor Universal: Deus!
Evoé!!!!!

EVOE MEU AMIGO E MESTRE, TE ENCONTRO NAS ESTRELAS!

30 de setembro de 2010

2 grandes perdas para o cinema mundial.

Morre Tony Curtis


Site da Rolling Stone Brasil / Da redação
Ator de Quanto Mais Quente Melhor e Spartacus estava com 85 anos

Morreu na última quarta, 29, o ator Tony Curtis, aos 85 anos. Ele sofreu uma parada cardíaca em sua casa no estado de Nevada, nos Estados Unidos, de acordo com nota publicada nesta quinta, 30, no site Deadline.

Curtis fez diversos programas de TV e filmes de sucesso nos anos 50 e 60 e contracenou com grandes estrelas da época, como Henry Fonda, Sidney Poitier, Kirk Douglas e Burt Lancaster. Alguns de seus papeis de maior destaque no cinema foram em Spartacus (1960), de Stanley Kubrick, e atuando ao lado de Marilyn Monroe e Jack Lemmon na comédia Quanto Mais Quente Melhor (1959), de Billy Wilder.

O astro foi indicado ao Oscar por sua performance no drama Acorrentados, de 1958. Na década seguinte, Tony foi bastante elogiado e recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de melhor ator pela sua interpretação de Albert DeSalvo em O Homem Que Odiava as Mulheres, que narrava a história real do serial killer conhecido como "The Boston Strangler".







Morre cineasta Arthur Penn, diretor de 'Bonnie e Clyde'



Casal de criminosos foi interpretado por Warren Beatty e Faye Dunaway.
Ele morreu aos 88 anos, na noite de terça-feira (28), segundo o 'NYT'.

Morreu na noite desta terça-feira (28) o cineasta Arthur Penn, aos 88 anos. Penn é conhecido, entre outros trabalhos, por ter dirigido "Bonnie e Clyde - Uma rajada de balas", sobre o famoso casal de criminosos, interpretado no filme por Warren Beatty e Faye Dunaway
De acordo com Molly Penn, sua filha, o diretor morreu em sua casa em Manhattan, após sofrer parada cardíaca. Segundo Evan Bell, amigo e empresário de Penn, o cineasta estava doente havia um ano.
Carreira
Um dos grandes nomes do cinema americano desde o fim dos anos 1950, Penn alcançou seu maior sucesso com "Bonnie e Clyde", de 1967, que conta a história de um casal de ladrões de bancos durante a depressão econômica nos Estados Unidos (1929-1930), com roteiro de David Newman e Robert Benton. Outra obra importante, "Pequeno grande homem", estrelada por Dustin Hoffman e Faye Dunaway, seria lançada três anos depois.

Nascido em 1922 na Filadélfia e filho de um relojoeiro, Penn começou a estudar literatura, mas teve que abandonar sua formação para lutar na Segunda Guerra Mundial. Depois, continuou estudando na Itália (Perugia e Florença, ambas no centro-norte), antes de entrar no famoso Actor's Studio de Nova York.
Ingmar Bergman foi seu cineasta mais admirado e em alguns de seus filmes, Arthur Penn lança mão da precisão psicoanalítica de seu mestre na descrição dos personagens, sobretudo de heróis frustrados.
Durante a guerra, montou espetáculos teatrais para entreter os soldados, e antes de fazer cinema, Penn trabalhou para a emissora de televisão NBC e estas origens ficaram impressas em seus três primeiros filmes.
Seu primeiro longa-metragem de ficção foi "Um de nós morrerá" (1958), filme "cabeça" sobre vaqueiros dedicado a Billy The Kid, escrito por Leslie Stevens e baseado na obra televisiva de Gore Vidal. Depois se seguiu "O milagre de Anne Sullivan" (1962), adaptação de uma peça de teatro de William Gibson sobre a educação de uma menina surda e cega, que já havia dirigido antes para a televisão. Por fim, "Mickey One" (1965), uma parábola anti-macarthista com forte influência europeia.
O cinema de Arthur Penn ganhou profundidade com "Caçada humana" (1966), filme encomendado pelo produtor Sam Spiegel, com roteiro de Lillian Hellman, sobre o clima de violência em um povoado do sul dos Estados Unidos.
Mas foi "Bonnie e Clyde" que o levou ao topo da carreira. Três anos depois, ele rodou "Pequeno grande homem", feito com Dustin Hoffman e novamente Faye Dunaway, que também teve boa recepção.
Entre vários filmes irregulares e fracassados, Penn filmou dois de seus melhores e menos conhecidos filmes: "Um lance no escuro" (1975), um policial tão pessoal quanto atraente, e "Amigos para sempre" (1981), um relato sobre a juventude a partir do roteiro de Steven Tesich com claros componentes autobiográficos.
Segundo o "New York Times", Penn pode ter tido participação decisiva na eleição do então senador John F. Kennedy durante o debate em que Kennedy enfrentou Richard M. Nixon em 1960. Ele instruiu o futuro presidente a olhar diretamente para as câmeras e fazer respostas curtas e sucintas, o que deu a Kennedy uma aura de confiança e calma, que contrastou com a presença de seu adversário. Além disso, Penn também dirigiu o terceiro debate entre os dois candidatos.
Mas o próprio jornal americano acredita que a maior influência de Penn se dá no campo cinematográfico. Muito dos agora considerados clássicos do cinema americano da década de 1970, como "Taxi driver", de Martin Scorsese, e "O poderoso chefão", de Francis Ford Coppola, seriam impensáveis sem "Bonnie e Clyde", que recebeu duas estatuetas entre as dez categorias a que concorreu no Oscar.

do site G1

27 de setembro de 2010

Clara Felicidade *

Felicidade
Você está nom eu tempo
Gravada com diamante
Clara tarde em que o adeus
Veio por um beijo
Que ainda sinto em minha boca.
Olhando antigas fotos e relendo cartas
Sigo construindo meu castelo de saudades
E rascunho um bilhete
Que não tenho como entregar.
Cinco anos é tempo suficiente para esquecer?
Não quando a felicidade foi maior que a amargura.
Nem toda a vida é capaz de fazer esquecer.
Eu troquei de musas, você trocou de poeta.
Mas nossos caminhos permanecem perto.
Próximos,
E procuro pela casa as marcas que você deixou
Eu sei que estas marcas também estão em mim.
Não deixo mais em segredo nossa história,
Não deixo mais em segredo teu nome
Escondido entre frases de um poema sem tempo.
Não deixo mais minhas mãos estendidas ao nada
Elas buscam as tuas, tua cumplicidade serena.
Clara felicidade
Que tempos habitamos hoje?
Quem somos nós?
Sempre musa de um poeta descabelado.

aniversário da Brenda


A minha querida Brenda Benetton fez aniversário recentemente. Ela que é minha conselheira sentimental completou 17 anos (AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE. O que me deixa orgulhoso é que nossa amizade tb completou seu primeiro aniversário (AEEEEEEEEEEE-2. para comemorar tudo isso eu publico aqui um post do blog da Brê (http://cebolasalsa.blogspot.com/).
Bem eu já disse tudo o que eu desejo pra essa menina, mas a luz que ela tem é maior que tudo. Paz e luta sempre BRÊ



Gosto ...

Gosto de tudo. Gosto de nada. Gosto do gosto de gostar. Gosto das cores escuras, negras. Gosto das cores claras, alvas. Gosto de chás. Gosto de músicas antigas. Gosto de MPB. Gosto de Djavan. Gosto de Ana Carolina. Gosto de Caetano Veloso. Gosto de Zélia Duncan. Gosto de Lenine. Gosto de rock. Gosto de Scorpions. Gosto de Capital Inicial. Gosto de Bon Jovi. Gosto de Janis Joplin. Gosto de Slipknot. Gosto de pop. Gosto de David Guetta. Gosto de Black Eyed Peas. Gosto Katy Perry. Gosto do bonito. Gosto do feio. Gosto de contos de fadas. Gosto de histórias. Gosto da curiosidade. Gosto do estranho. Gosto de esmaltes. Gosto de cruzadas diretas. Gosto de caça-palavras. Gosto de escrever. Gosto de cantar. Gosto de dançar. Gosto de interpretar. Gosto de ler. Gosto de ser compreendida. Gosto de compreender. Gosto de ser confiada. Gosto de ter idéias anormais. Gosto de ser diferente. Gosto do silêncio. Gosto do barulho. Gosto do escuro. Gosto do claro. Gosto de cozinhar. Gosto de apartamentos. Gosto de limpeza. Gosto de equilíbrio. Gosto de estabilidade. Gosto de cozinhas sofisticadas. Gosto de decorações. Gosto das filosofias do Renato Russo. Gosto de Cazuza. Gosto de maquiagem. Gosto de hospitais. Gosto de depilação a cera fria. Gosto de toalhas pretas. Gosto de espelhos. Gosto de pão de queijo. Gosto do Jim Carrey. Gosto de SMS. Gosto do Tim Maia. Gosto do miolo do pão. Gosto dos mortos. Gosto dos vivos. Gosto de abajures. Gosto de xícaras. Gosto de Ruffles de churrasco. Gosto de Fandangos de presunto. Gosto de leite desnatado. Gosto do aconchego. Gosto de intimidade. Gosto de ajudar as pessoas. Gosto de jalecos brancos. Gosto de sundae de maracujá. Gosto de picolé de limão. Gosto de sorvete de flocos. Gosto de dormir. Gosto de inventar. Gosto de ser. Gosto de falar. Gosto de estrelas. Gosto da lua. Gosto da noite. Gosto de livros. Gosto de cinema. Gosto de balada. Gosto de ficar sozinha. Gosto de estar acompanhada. Gosto de fotografias. Gosto de cartas. Gosto de textos. Gosto de poemas. Gosto do cantar dos pássaros. Gosto do pão quente. Gosto de viajar. Gosto do novo e experimentá-lo. Gosto de fantasias. Gosto do amor. Gosto de abraços. Gosto de mãos. Gosto de olhares. Gosto do bom humor. Gosto de sorrisos verdadeiros. Gosto do mar. Gosto de fazer as pessoas sorrirem. Gosto de fazer alguém feliz. Gosto de edredom. Gosto da imaginação. Gosto da criatividade. Gosto de borboletas. Gosto de caixas. Gosto de perfumes. Gosto de animais. Gosto de bichos de pelúcia. Gosto de carne. Gosto de biologia. Gosto da história. Gosto de teatro. Gosto de flores. Gosto de organização. Gosto de montanhas. Gosto do inverno. Gosto de ficar de meia. Gosto de Toddy. Gosto de molho branco. Gosto de negros. Gosto de brancos. Gosto de amarelos. Gosto de mudança. Gosto da verdade. Gosto da justiça. Gosto de “Jogos Mortais”. Gosto de cachoeiras. Gosto de vinhos. Gosto de praças. Gosto de paisagens. Gosto do inexplicável. Gosto da conclusão. Gosto de chuva. Gosto da infância. Gosto de bebês. Gosto de anjos. Gosto de suspense. Gosto de surpresas. Gosto de mim, enfim.
21/08/10

To Be Continued ...

poema para a BelasArtes

o poema que eu fiz em homenagem ao pessoal e ao clima em que se vive e cria na Livraria & Café BelasArtes!


BelasArtes

Arábico aroma
Apaixonante instante
Entre livros, amigos e calmaria.
Repouso o corpo
E abro o peito,
A alma flerta
Neste cafeínico espaço.
Palácio de sabores
Lugar de encontros e registros,
Palco das liberdades
Reino criativo em deserto vivo.
Verdadeira plantação de verbos
Histórias, poesias.
Espaço para experimentações
E novidades.
Plantemos nossos pés neste solo.
Aqui não seremos esquecidos
Permaneceremos etéreos
Como anjos que não se levam a sério.

26 de setembro de 2010

os respeitáveis

Confusão entre políticos no aeroporto de Tupã
Agressão entre secretários de governo de Tupã e candidato a deputado

TUPÃ – Um caso de agressão envolveu secretários de governo de Tupã e o candidato a deputado federal pelo PSC e ex-prefeito de Tupã, Manoel Gaspar, ontem (24) no aeroporto de Tupã.

Por volta das 10 horas vários políticos locais, entre eles o secretário Adriano Rigoldo (secretário atual de Governo) e o candidato Manoel Gaspar aguardavam a chegada da esposa do candidato a governador, Geraldo Alckmin, dona Maria Lúcia Alckmin.

De acordo com testemunhas, o secretário Adriano Rigoldo teria dito para Manoel Gaspar que “até que enfim” teria colocado adesivos de Alckmin no seu carro. Gaspar não teria gostado e partiu para cima de Rigoldo.

A secretária de Turismo e Cultura de Tupã, Araceles Góes Morales (que é namorada de Rigoldo) entrou no meio da confusão e o soco de Gaspar acertou a mulher.

Incontinente, Rigoldo teria se apoderado de um guarda-chuvas e quebrou o objeto na cabeça do ex-prefeito Gaspar. O caso foi registrado na Polícia e a secretária de Cultura e Turismo, Aracele Góes, foi atendida num pronto-socorro em Tupã com ferimentos.


Os envolvidos na confusão política em Tupã já foram companheiros de governo. Quando Gaspar foi prefeito da cidade entre os anos de 1997 e 2004 e Rigoldo foi um de seus assessores. Já a secretária de Cultura, Aracele Góes, chegou a estagiar durante o mandato de Garpar como prefeito tupãense.

Em entrevista à Rádio Cidade de Bastos na manhã deste sábado (25) o secretário Rigoldo confirmou os fatos. Manoel Gaspar ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto.

25/09/2010 às 09:22:26

Da Redação_colaborou Rádio Cidade FM (Bastos)

24 de setembro de 2010

Lançamento do livro de Rudá Ricci

Algumas fotos do Lançamento do livro "LULISMO" de Rudá Ricci realizado na Livraria & Café BelasArtes.Dia 18/09 (mais informações em http://rudaricci.blogspot.com/)





21 de setembro de 2010

...

Quero dizer que te amo só de amor. Sem ideias, palavras, pensamentos. Quero fazer que te amo só de amor. Com sentimentos, sentidos, emoções. Quero curtir que te amo só de amor. Olho no olho, cara a cara, corpo a corpo. Quero querer que te amo só de amor.

São sombras as palavras no papel. Claro-escuros projetados pelo amor, dos delírios e dos mistérios do prazer. Apenas sombras as palavras no papel.

Ser-não-ser refratados pelo amor no sexo e nos sonhos dos amantes. Fátuas sombras as palavras no papel.

Meu amor te escrevo feito um poema de carne, sangue, nervos e sêmen. São versos que pulsam, gemem e fecundam. Meu poema se encanta feito o amor dos bichos livres às urgências dos cios e que jogam, brincam, cantam e dançam fazendo o amor como faço o poema.

Quero da vida as claras superfícies onde terminam e começam meus amores. Eu te sinto na pele, não no coração. Quero do amor as tenras superfícies onde a vida é lírica porque telúrica, onde sou épico porque ébrio e lúbrico. Quero genitais todas as nossas superfícies.

Não há limites para o prazer, meu grande amor, mas virá sempre antes, não depois da excitação. Meu grande amor, o infinito é um recomeço. Não há limites para se viver um grande amor. Mas só te amo porque me dás o gozo e não gozo mais porque eu te amo. Não há limites para o fim de um grande amor.

Nossa nudez, juntos, não se completa nunca, mesmo quando se tornam quentes e congestionadas, úmidas e latejantes todas as nossas mucosas. A nudez a dois não acontece nunca, porque nos vestimos um com o corpo do outro, para inventar deuses na solidão do nós. Por isso, a nudez, no amor, não satisfaz nunca.

Porque eu te amo, tu não precisas de mim. Porque tu me amas, eu não preciso de ti. No amor, jamais nos deixamos completar. Somos, um para o outro, deliciosamente desncessários.

O amor é tanto, não quanto. Amar é enquanto, portanto. Ponto.

Recado de Sylvio Passos


(The Killer, Sylvio Passos & Jim D.)

Correspondo-me cmo Syllvio desde 1993 e nos tornamos bons amigos. Sempre teve babacas que o acusavam de muita coisa, mas nunca comprovaram nada. Só deixaram claro a inveja do respeito e apreço que ele teve de Raul. Mais uma vez isso acontece e como faço questão de divulgar as notas que esse amigo me passa, segue abaixo na íntegra.


Nota sobre inverdades publicadas no e-book "Raul Seixas, O Homem Que Deixou A Vida Para Entrar Na História", de Isaac Soares de Souza.

Esta é uma história de quatro pessoas: TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM.
Havia um trabalho importante a ser feito e TODO MUNDO tinha certeza de que ALGUÉM o faria.
QUALQUER UM poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM o fez.
ALGUÉM zangou-se porque era um trabalho de TODO MUNDO.
TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO deixasse de fazê-lo.
Ao final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.
Autor desconhecido

Após a leitura das 100 páginas - entre inúmeras & torturantes crises de Cefaléia em Salvas - do referido e-book, e deparar-me com referências a mim e ao trabalho que há 30 anos faço em prol da memória de Raul Seixas, indignou-me os ataques pessoais, diretos ou indiretos - e descabidos - dirigidos diretamente a mim. O autor, que conheço desde 1981, época em que fundei o Raul Rock Club/Raul Seixas Oficial Fã-Clube, quando não se refere a mim com desdenho diretamente (embora, em algumas citações a minha pessoa, o autor teça elogios), deixa subentendido em seu texto os referidos ataques e inverdades, motivado, talvez, por frustrações e/ou por algum desejo de vingança(?) tendo-me como alvo dos mesmos.
Não tenho a menor intenção de "criar caso" com o autor, mas, diante dos fatos, não posso ficar quieto e deixar que, mais uma vez, venham tentar achincalhar minha imagem, nome e trabalho - coisa que, de uns tempos para cá, virou terreno comum, de certa forma. O que fica evidente para mim, além da clara falta de bom senso, é que esses que alardeiam por aí tais discrepâncias, me julgando como se fossem os bastiões dos fracos e oprimidos (sic), não tem o menor embasamento, moral ou virtude para, gratuitamente, desferirem suas queixas e mágoas para cima de mim. Se consegui alguma notoriedade com minhas ações, não foi forçada e/ou comprada, mas, sim, pela qualidade, competência, profissionalismo, transparência e, principalmente, pela honestidade aplicadas em tudo que faço. Se agrada ou não o público, aí já foge ao meu controle, afinal, usando um velho clichê, se nem Jesus Cristo agradou à todos, por que haveria eu de agradar?

Vivemos num país livre e respeito a liberdade de expressão desde que esteja corroborada a fatos e não a elucubrações baseadas em devaneios sórdidos que só fazem envenenar as mentes e corações dos incautos. Portanto, deixo abaixo os números das páginas do referido e-book onde senti-me agredido de alguma forma, e, em seguida, minha argumentação acerca de tais injurias.

Página 42: Ao se referir a oficialização de fãs-clubes, o autor fala sobre ataques de estrelismos (?) de seus fundadores e que eu distribuía as carteirinhas de seu fã-clube aos associados do Raul Rock Club. Isso nunca aconteceu. Jamais distribui carteirinhas de outros fãs-clubes aos associados do Raul Rock Club. Quanto a questão de "ataques de estrelismo", não tenho nada a dizer senão que o mal reside tão e somente nos olhos e no coração dos detratores. Na mesma página ainda sou citado como não tendo dado o divido reconhecimento ao autor(?).
Página 53: Nesta página o autor afirma que, em 1984, Raul teria entregue a mim algum material para que eu entregasse à ele por conta de um livro que o mesmo estaria escrevendo e o mesmo afirma que jamais recebeu tal material que, supostamente, Raul teria deixado aos meus cuidados. Quero deixar bem claro que Raul jamais entregou qualquer material à mim para que eu entregasse ao autor deste e-book. Vale dizer aqui também que em 1981, quando conheci Raul em sua residência, no bairro do Brooklin, zona sul de capital paulista, em minha primeira vista a sua casa, cheguei lá com a proposta, além da fundação do Raul Rock Club, de escrever um livro sobre ele e desde então Raul passou a me entregar muitos itens de seu famoso baú para que eu os recuperasse e toda sorte de material para que eu desenvolvesse minha pesquisa. Com todo aquele material a disposição (fitas, fotos, textos, manuscritos, documentos...) elaborei não só o livro, mas também projetos para discos com material raro e inédito. Nos anos seguintes, sempre que Raul entrava numa gravadora me apresentava aos diretores e produtores dizendo que eu tinha projetos e material para lançamento de discos e um livro, na esperança de que os mesmos fossem lançados naquela época juntos, talvez, com seus álbuns. Infelizmente não conseguimos lançar nada naquele período. O livro somente veio ser lançado em 1992, em parceria com meu velho amigo Toninho Buda, com o título Raul Seixas, Uma Antologia, na então pequena Martin Claret Editores (antes, em 1990, eu havia lançado pela mesma editora o livro-clipping Raul Seixas Por Ele Mesmo, pois o Sr. Martin Claret, desconhecendo Raul Seixas e seu público, queria saber se valeria a pena investir no Antologia, um livro que exigia mais cuidado e investimento em sua publicação.).
Assim como o livro, o primeiro disco com material inédito, também só foi lançado em 1992, pela Philips/Polygram com o título de O Baú Do Raul, já que Kika Seixas e Tarik de Souza estavam lançando um livro com mesmo título e, evidentemente, assim como o disco, com material que constava no famoso baú do Raul. Kika tinha alguns manuscritos que se transformou no livro para e Editora Globo e eu tinha os tapes para produzir o disco para a multi holandesa.

Página 61: No último parágrafo dessa página o autor desfere seu ataque acusando-me de falso parceiro musical de Raul na faixa, até então inédita, Anarkilópolis, a primeira versão de Cowboy Fora da Lei (1987), composta por mim e por Raul em 1984. Na acusação o autor usa expressões como "PASMEM" e diz que tal parceria é VEXATÓRIA, e que tudo fazia parte de uma armação (sic) com intuito de ludibriar o público. Cabe aqui dizer que Anarkilópolis foi composta apenas por mim e por Raul em 1984 e que a mesma deveria mesmo ter entrado no álbum Metrô Linha 743, o que infelizmente acabou não acontecendo por Raul ter entrado em estúdio para grava-la em condições não favoráveis e, principalmente, porque findava as sessões de gravação e mixagem do disco que já estava com data de lançamento marcada. O nome de Cláudio Roberto aparece na parceria por conta de que em 1987 Raul o convidou para fazer uma outra versão, a que acabou estourando em todo Brasil naquele ano. Como essa segunda versão havia sido registrada primeiro, obrigatoriamente teria que se incluir o nome de Cláudio nesta versão inédita até então (2003) não registrada. Segue, no anexo, trecho em MP3 de uma das inúmeras gravações que eu e Raul fizemos enquanto compunha-mos a canção em 1984.

O desafeto segue nas páginas seguintes, 62 e 63, respectivamente, com inúmeros equívocos cometidos nessas páginas, principalmente com relação a ficha técnica e a concepção/conceito do CD em si que não cabe explanação aqui, seguido de excertos de artigo publicado pelo jornalista Jotabê Medeiros no jornal O Estado de São Paulo acerca do lançamento em 2003. (Vide integra do artigo no final desta.)

Para finalizar quero deixar bem claro que nunca tive qualquer tipo de problema com Isaac Soares de Souza, que inclusive esteve comigo na Passeata Raulseixiticka aqui em São Paulo no último 21 de agosto. Mas, tais observações se faziam necessárias uma vez que o e-book está sendo largamente divulgado no mundo virtual.

Sem mais,

Long Live Rock and Raul!
I Know It's Only Raul Seixas (But I Like It)

Sylvio Passos

Sylvio Passos
tel. (11) 2948 2983
cel. (11) 8304 4568
Site: www.sylviopassos.com
e-mail: sp@sylviopassos.com
Os fatos prevalecem sobre os documentos.

20 de setembro de 2010

Para Pam!

Lua Cheia
Raul Seixas
Composição: Raul Seixas

Mulher, tal qual Lua cheia
Me ama e me odeia
Meu ninho de amor
Luar é meu nome aos avessos
não tem fim nem começo
Ó megera do amor!

Você é a vil caipora
Depois que me devora
Ó gibóia do amor!

Negar que me cospe aos bagaços
Que me enlaça em seus braços
tal qual uma lula do mar ...

Ó Lua Cheia, veve piscando
os seus óios para mim

Ó Lua Cheia, cê me ajudeia
desde o dia qu'eu nasci

O Sol me abandona no escuro
do teu reino noturno
ó feiticeira do amor

Ouvir o teu canto de sereia
é cair na tua teia
ó fada bruxa do amor

Uhm, negar que me cospe aos bagaços
Que me enlaça em seus braços
Tal qual uma lula do mar

Ó Lua Cheia, veve piscando
os seus óios para mim

Ó Lua Cheia, cê me ajudeia
desde o dia qu'eu nasci

15 de setembro de 2010

o que ando fazendo?

Bem, hoje começa a semana de prova na FAP.
Ando trabalhando em um blog pra Livraria & Café BelasArtes.
Trabalhando na camapanha do Célio Turino 6513 para Deputado Federal.

CANÇÃO DE MIM MESMO

EU CELEBRO a mim mesmo,
E o que eu assumo você vai assumir,
Pois cada átomo que pertence a mim pertence a
[ você.

Vadio e convido minha alma,
Me deito e vadio à vontade .... observando uma
[ lâmina de grama do verão.

Casas e quartos se enchem de perfumes .... as
[ estantes estão entulhadas de perfumes,
Respiro o aroma eu mesmo, e gosto e o
[ reconheço,
Sua destilação poderia me intoxicar também,
[ mas não deixo.

A atmosfera não é nenhum perfume .... não tem
[ gosto de destilação .... é inodoro,
É pra minha boca apenas e pra sempre .... estou
[ apaixonado por ela,
Vou até a margem junto à mata sem disfarces e
[ pelado,
Louco pra que ela faça contato comigo.

A fumaça de minha própria respiração,
Ecos, ondulações, zunzuns e sussurros .... raiz
[ de amaranto, fio de seda, forquilha e videira,
Minha respiração minha inspiração .... a batida
[ do meu coração .... passagem de sangue e
[ ar por meus pulmões,
O aroma das folhas verdes e das folhas secas,
[ da praia e das rochas marinhas de cores
[ escuras, e do feno na tulha,
O som das palavras bafejadas por minha voz ....
[ palavras disparadas nos redemoinhos do
[ vento,
Uns beijos de leve .... alguns agarros .... o
[ afago dos braços,
Jogo de luz e sombra nas árvores enquanto
[ oscilam seus galhos sutis,
Delícia de estar só ou no agito das ruas, ou pelos
[ campos e encostas de colina,
Sensação de bem-estar .... apito do meio-dia
[ .... a canção de mim mesmo se erguendo
[ da cama e cruzando com o sol.


Walt Whitman

14 de setembro de 2010

poema do meu irmão Guilherme Duran

segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Vida breve

Os sonhos perdidos em que vago
Limitam minha frágil existência
Meus passos dados sem clemência
Ferem-me adentro num doce trago


Teus olhos errantes no sono leve
Derrubam tuas pálpebras pesadas
Vedando para si formas aladas
Voando na imensa negra neve


Se piscam cansados e sofridos
Teus olhos que trabalham incessantes
Sussuro murmúrios incompreendidos
Feitiços para ti hipnotizantes


Despertas no avesso da vida
E vagas perdido e desolado
Então meu semblante encontras
E me olhas com olhos apaixonados


Mas o conjuro tem curto prazo
E logo retornas de mim
E volto meus passos, eu me comprazo,
E neste teu sonho encontro meu fim.

http://improvavelimproviso.blogspot.com/2010/09/vida-breve.html

13 de setembro de 2010

Bem depois de um tempo a gente se toca de que tem que mudar um pouco. Por isso reformulei o blog. Espero que todos tenham gostado. Abraços e doses a todos

beat antigo



O que trago na alma?
O cachimbo aceso, pousado na mão
os olhos no horizonte.
sentindo o doce aroma do tabaco que
queima no fornilho cheio.
Daqui a algumas horas pego
o próximo ônibus
que me levará de volta.
Do pequeno cantil de alumínio
tomo um trago de uísque vagabundo
e me aninho melhor na cadeira da rodoviária
esperando que o tempo seja produtivo.
Sugo a fumaça e sinto na boca
a delícia de estar vivo, em paz,
em movimento.
Brinco um tanto com a fumaça
e as pessoas que existem
me olham invejosas
do tempo que tenho vivido.
Fico por horas lendo, bebendo e fumando.
a mochila posta no chão, debaixo de minhas pernas
e meu chapéu.
Quantos poemas tenciono escrever
enquanto permaneço ali,
ouvindo mentalmente uma gravação do Blues Etílicos
e ficando eterno com a fumaça e o cachimbo na boca.
Descansando os pés, a alma e os sonhos.

Campo Grande (MS) Novembro 2001

6 de setembro de 2010

para ler com calma

Nem o Senhor Jesus aguentaria ser um professor...

...Nos dias de hoje:


"O Sermão da montanha (*versão para educadores*)

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.

Tomando a palavra, disse-lhes:
- “Em verdade, em verdade vos digo:
Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque eles...”

Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?

Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?

Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas, e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular..."

5 de setembro de 2010

Walt Whitman


(Walt Whitman em 1878, cem anos antes de meu nascimento)

Eu sou o poeta do Corpo
e sou o poeta da alma,
as delícias do céu
estão em mim
e os horrores do inferno
estão em mim
– o primeiro eu enxerto
e amplio ao meu redor,
o segundo eu traduzo
em nova língua.

Eu sou o poeta da mulher
tanto quanto o do homem
e digo que tanta grandeza existe
no ser mulher
quanta no ser homem,
e digo que não há nada maior
do que uma mãe de homens.

Canto o cântico da expansão e orgulho:
já temos tido o bastante
em esquivanças e súplicas,
eu mostro que tamanho
nada mais é do que desenvolvimento.

você já passou os outros,
já chegou a Presidente?
É pouco: até aí hão de chegar
e irão ainda mais longe.

Eu sou aquele que vai com a noite
tenra e crescente,
e invoco a terra e o mar
que a noite leva pela metade.
Aperte mais, noite de peito nu!
Aperte mais, noite nutriz magnética!
Noite dos ventos do sul,
noite das poucas estrelas grandes!
Noite silenciosa que me acena
– alucinada noite nua de verão!

Sorria, ó terra cheia de volúpia,
de hálito frio!
Terra das árvores líquidas e dormentes!
Terra em que o sol se põe longe,
terra dos montes cobertos de névoa!
Terra do vítreo gotejar da lua cheia
apenas tinta de azul!
Terra do brilho e sombrio encontro
nas enchentes do rio!
Terra do cinza límpido das nuvens,
por meu gosto mais claras e brilhantes!
Terra que faz a curva bem distante,
rica terra de macieiras em flor!
Sorria: o seu amante vem chegando!

Pródiga, amor você tem dado a mim:
o que eu dou a você, por tanto, é amor
– indizível e apaixonado amor!

23 de agosto de 2010

recado enviado por meu tio Arnaldo.
Arnaldo Duran, Wander "The Killer" e eu em Sampa.



"Gente do Céu. Fui indicado ao Prêmio Comunique-se de Jornalismo Cultural. Só a indicação já tá bom demais. Edney Silvestre, jornalista, amigo e pessoa admirada também está lá. Adoro esse cara. Tô feliz porque a indicação tem como base meu trabalho na Record News. É um canal ainda em início de carreira."

21 de agosto de 2010

21 anos sem RAUL SEIXAS


Raul Santos Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945 — São Paulo, 21 de agosto de 1989) foi um cantor, compositor, produtor e músico brasileiro. Filho do engenheiro Raul Varella Seixas e da dona de casa Maria Eugênia Santos Seixas, Raul nasceu e cresceu na cidade de Salvador. Tinha um irmão, quatro anos mais novo, Plínio Seixas. Em casa, mergulhava nos livros que tinha à disposição, na biblioteca do pai.
Início
Seu gosto musical foi se moldando: primeiro, no rádio, acompanha o sucesso de Luiz Gonzaga, e nas viagens, onde acompanha o pai, ouve os matutos desfiarem repentes - e esta "raiz" nordestina nunca o abandonara. Porém, logo Raulzito (como era chamado em família) conheceu um estilo que influenciou muito sua vida: o Rock'n Roll. Teve contato com o Rock através do consulado norte-americano, que ficava próximo de sua casa. A partir daí, foram muitas horas diárias na loja "Cantinho da Música", ouvindo discos de rock e várias sessões nos cinemas, onde passou a apreciar as performances de Elvis Presley, de quem torna-se fã. Tão fã que assistiu vinte e oito vezes ao filme "O Prisioneiro do Rock" e chegou a fundar o "Elvis Presley Fã-Clube de Salvador".[1] Sempre gostou também de clássicos do rock dos anos 50 e 60.
Juntamente com alguns amigos de Salvador, monta um conjunto, "Os Relâmpagos do Rock"[2], a primeira banda de Salvador a utilizar instrumentos elétricos.[carece de fontes?] Mais tarde, a banda muda de nome, passa a se chamar "The Panters"[2], e por último "Raulzito e os Panteras". Fazem shows pelo estado em bailes e festinhas e até mesmo para um público de duas mil pessoas no Festival da Juventude. Mas o sucesso da banda não ultrapassava o eixo baiano, fato que aborrecia Raul.[carece de fontes?] A decepção com o mundo artístico foi reforçada pelo namoro com a americana Edith Wisner. A pedidos do pai da garota - que era pastor protestante - Raul abandona a carreira musical.[3] Algum tempo depois casa-se com Edith e passa a lecionar inglês e violão para ganhar a vida.
Em 1967, Jerry Adriani vai a Salvador realizar um show no Iate Club da Bahia, mas alguns de seus músicos foram barrados por serem negros. A título de urgência Os Panteras foram indicados para suprir a falta. Raul Seixas impressiona Jerry que o convida para acompanhá-lo numa turnê pelo Rio de Janeiro pedido este que Raul Seixas aceita de imediato. E lá ele grava um disco pela gravadora Odeon. Todavia, o disco não emplacou. O guitarrista Mariano Lanat deixa a banda e retorna a Salvador. Plínio Seixas, irmão de Raul, o substituiu, mas a banda estava mesmo com os dias contados no Rio e logo todos estavam desapontados de volta a Salvador.
Fase difícil na vida de Raul, que passava horas trancado no quarto lendo e escrevendo. Edith dava aulas de inglês para o sustento do casal.
Em 1970 Raul foi convidado por Evandro Ribeiro para ser produtor da CBS (atual Sony BMG), voltando então a morar no Rio de Janeiro com Edith. Na CBS participa da produção de diversos artistas da Jovem Guarda, como o amigo Jerry Adriani, Leno e Lilian e mais tarde Sérgio Sampaio, Diana, entre outros. Também compõe sessenta canções para a Jovem Guarda e Pós-Jovem Guarda.[4]. Uma das músicas que fizeram mais sucesso nesta fase, foram Ainda Queima a Esperança na voz de Diana, e Doce Doce Amor na voz de Jerry Adriani[4].
Em 1971, Raul acaba se rebelando. Aproveitando a ausência do presidente da empresa, grava seu segundo LP (intitulado Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10), em que faz parceria com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star. O disco, todavia, foi retirado do mercado sob o argumento de não se enquadrar à linha de atuação da gravadora. Raul permaneceu ainda algum tempo na CBS após isso, mas insatisfeito por não estar cantando, pediu demissão.
Em 1972, participou do VII FIC (Festival Internacional da Canção), promovido pela Rede Globo, e conseguiu a classificação de duas músicas, "Let Me Sing, Let Me Sing" (um misto de baião e rockabilly)[5] e "Eu Sou Eu Nicuri é o Diabo". Devido à façanha, assinou com a gravadora Philips (atual Universal Music) para gravar o álbum Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock, que não tinha o seu nome na capa.
No início dos anos 1970, Raul se interessou por um artigo sobre extraterrestres publicado na revista A Pomba e teve o seu primeiro contato com o escritor Paulo Coelho, que mais tarde, se tornaria seu parceiro musical.[3]
No ano de 1973, Raul conseguiu um grande sucesso com a música "Ouro de Tolo" no álbum Krig-Ha, Bandolo, uma música com letra quase autobiográfica, mas que debocha da Ditadura e do "Milagre Econômico".
O mesmo LP também continha outras músicas que se tornaram grandes sucessos, como: "Metamorfose Ambulante, "Mosca na Sopa" e Al Capone.
Raul Seixas finalmente alcançou grande repercussão nacional como uma grande promessa de um novo compositor e cantor.[carece de fontes?] Porém, logo a imprensa e os fãs da época foram aos poucos percebendo que Raul não era apenas um cantor e compositor.
No ano de 1974, Raul Seixas e Paulo Coelho criam a Sociedade Alternativa, uma sociedade baseada nos preceitos do bruxo inglês Aleister Crowley, onde a principal lei é "Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei". Em todos os seus shows, Raul divulgava a Sociedade Alternativa com a música de mesmo nome. A Ditadura, então, através do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) prendeu Raul e Paulo, pensando que a Sociedade Alternativa fosse um movimento armado contra o governo. Depois de torturados, Raul e Paulo foram exilados para os Estados Unidos onde Raul Seixas teria supostamente se encontrado com John Lennon.[2] No entanto, o seu LP Gita gravado poucos meses antes faz tanto sucesso com a música "Gita", que a Ditadura achou melhor trazer os dois de volta ao Brasil para não levantar suspeitas sobre seus desaparecimentos.[carece de fontes?] O álbum Gita rendeu a Raul um disco de ouro, após vender 600.000 cópias. Ainda neste ano, Raul separa-se de Edith, que vai para os Estados Unidos com a filha do casal, Simone.
Em 1975, casa-se com Gloria Vaquer, e grava o LP Novo Aeon, onde Raul compôs uma de suas músicas mais conhecidas, "Tente Outra Vez". O LP, porém, vendeu menos de 60 mil cópias.
Em 1976, Raul supera a má-vendagem do disco anterior com o disco Há Dez Mil Anos Atrás. Neste mesmo ano, nasce sua segunda filha, Scarlet.
Naquele final de década as coisas começaram a ficar ruins para Raul. A parceria com Paulo Coelho é desfeita. O cantor lança três discos pela WEA (hoje Warner Music Brasil), a partir de 1977, que fizeram sucesso de público e desgosto na crítica (O Dia Em Que A Terra Parou, que continha canções como "Maluco Beleza" e "Sapato 36"; Mata Virgem, em 1978 e Por Quem Os Sinos Dobram, em 1979). Por volta deste período, intensifica-se a parceria com o amigo Cláudio Roberto Andrade de Azevedo (geralmente creditado como Cláudio Roberto), com quem Raul compôs várias de suas canções mais conhecidas.
A partir do ano de 1978, começa a ter problemas de saúde devido ao consumo de álcool, que lhe causa a perda de 1/3 do pâncreas.[carece de fontes?] Separa-se de Glória, que vai embora para os EUA levando a filha Scarlet. Neste ano, conhece Tania Menna Barreto, com quem passa a viver.
No ano de 1979, separa-se de Tania. Começa então a depressão de Raul Seixas junto com uma internação para tratar do alcoolismo. Conhece Angela Affonso Costa, a Kika Seixas, sua quarta companheira.
Altos e baixos
No ano de 1980, assina novamente contrato com a CBS (desta vez como cantor) lançando mais um álbum, Abre-te Sésamo, que contém outros sucessos e têm as faixas "Rock das 'Aranha'" e "Aluga-se" censuradas. Logo depois o contrato é rescindido.
Em 1981 nasce a terceira filha, Vivian, fruto de seu casamento com Kika.
Em 1982 faz um show na praia do Gonzaga, em Santos, reunindo mais de 150 mil pessoas. No mesmo ano, Raul apresenta-se bêbado em Caieiras, São Paulo, e é quase linchado pela platéia que não acredita que Raul é o próprio, mas um impostor.[1]
Desde 1980 Raul estava sem gravadora e agora também sem perspectiva de um novo contrato. Mergulhado na depressão, Raul afunda-se nas drogas. Porém, em 1983, Raul é convidado para gravar um disco pelo Estúdio Eldorado. Logo depois, Raul é convidado para gravar o especial infantil Plunct, Plact, Zuuum da Rede Globo, onde canta a música "Carimbador Maluco". O álbum Raul Seixas (1983), que continha a canção, dá à Raul mais um disco de ouro. Em 1984 grava o LP "Metrô Linha 743" pela gravadora Som Livre. Mas depois Raul teve as portas fechadas novamente, devido ao seu consumo excessivo de álcool e constantes internações para desintoxicação. Também em 1984 a Eldorado lança o disco Ao Vivo - Único e Exclusivo.
Em 1985, separa-se de Kika Seixas. Faz um show em 1 de dezembro 1985, no Estádio Lauro Gomes, na cidade de São Caetano do Sul. Só voltaria a pisar no palco no ano de 1988, ao lado de Marcelo Nova.
Conseguindo um contrato com a gravadora Copacabana, em 1986 (de propriedade da EMI), grava um disco que foi lançado somente no ano seguinte, devido ao alcoolismo de Raul. O disco Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! faz grande sucesso entre os fãs, chegando a ganhar disco de ouro e estando presente até em programas de televisão, como o Fantástico. Nesta época, conhece Lena Coutinho, que se torna sua companheira. A partir desse ano, estreita relações com Marcelo Nova (fazendo uma participação no disco Duplo Sentido, da banda Camisa de Vênus).
Um ano mais tarde, 1988, já separado de Lena, faz seu último álbum solo, A Pedra do Gênesis.
A convite de Marcelo Nova, faz alguns shows em Salvador, após três anos sem pisar num palco.
No ano de 1989, faz uma turnê com Marcelo Nova, agora parceiro musical, totalizando 50 apresentações pelo Brasil. Durante os shows, Raul mostra-se debilitado. Tanto que só participa de metade do show, a primeira metade é feita somente por Marcelo Nova.
"Canto Para Minha Morte"
As 50 apresentações pelo Brasil resultaram naquele que seria o último disco lançado em vida por Raul Seixas. O disco foi intitulado de A Panela do Diabo, que foi lançado pela Warner Music Brasil no dia 19 de agosto de 1989.
Dois dias depois, na manhã do dia 21 de agosto de 1989, Raul Seixas foi encontrado morto sobre a cama pela sua empregada Dalva, por volta das oito horas da manhã, vítima de uma parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante. O LP A Panela do Diabo vendeu 150.000 cópias, rendendo a Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova, tornando-se assim um dos discos de maior sucesso de sua carreira.
Após a morte
Depois de sua morte, Raul permaneceu entre as paradas de sucesso. Foram produzidos vários álbuns póstumos, como O Baú do Raul (1992), Raul Vivo (1993 - Eldorado), Se o Rádio não Toca... (1994 - Eldorado) e Documento (1998). Inúmeras coletâneas também foram lançadas, como Os Grandes Sucessos de Raul Seixas de (1993), a grande maioria sem novidades, mas algumas com músicas inéditas como As Profecias (com uma versão ao vivo de "Rock das Aranhas") de 1991 e Anarkilópolis (com "Cowboy Fora da Lei Nº2") de 2003. Sua penúltima mulher, Kika, já produziu um livro do cantor (O Baú do Raul), baseado em escritos dos diários de Raul Seixas desde os seis anos de idade até a sua morte.
Em 2004, o canal a cabo Multishow promoveu um show especial de tributo a Raul, intitulado O Baú do Raul: Uma Homenagem a Raul Seixas. O show, gravado na Fundição Progresso (Rio de Janeiro) e lançado em CD e DVD, contou com artistas como Toni Garrido, CPM 22, Marcelo D2, Gabriel o Pensador, Arnaldo Brandão, Raimundos, Nasi, Caetano Veloso, Pitty e Marcelo Nova (os três últimos baianos, como Raul).
Mesmo depois de sua morte, Raul Seixas continua fazendo sucesso entre novas gerações. Vinte anos depois de sua morte, o produtor musical Mazzola, amigo pessoal de Raul, divulgou a canção inédita "Gospel", censurada na década de 1970. A canção foi incluída na trilha sonora da telenovela Viver a Vida, da Rede Globo.