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30 de abril de 2011

a íntegra de meu discurso de formatura

Colegas, Professores, Senhora Coordenadora, Diretores da FAP.

A noite de hoje marca a ruptura de um ciclo. Deixaremos para trás toda e qualquer possibilidade de continuarmos sendo as mesmas pessoas que fomos. Ao colarmos grau nos tornaremos de direito professores, mesmo que alguns de nossos colegas já militem nessa área, será um recomeço para eles também. A turma de 2010 foi, sem dúvida alguma, detentora de um brilho especial e por vezes problemático. Como uma pessoa com vontade própria, todas essas cabeças que estão aqui formaram um organismo novo e que, na adolescência, teve seus problemas. Marcamos com essa cerimônia a nossa entrada na vida adulta desse organismo. Hora em que nos permitimos rir dos erros, aceitarem as diferenças e dividir as responsabilidades que carregamos em nossas sacolinhas. Aprendemos com nossos professores a ir além, humanizaram o mestre trazendo amizade e companheirismo. Todos eles, independente do tempo que tiveram ao nosso lado, são co-responsáveis por nossos risos e lágrimas essa noite. A todos estendo o agradecimento em nome desses alunos que se formam hoje.
Este foi um dos textos mais difíceis que escrevi em dezenove anos, mais difícil até do que a prova do Márcio sobre Macunaíma. Gostaria de ressaltar essas três figuras que hora são homenageados
Aprendemos com vocês, professores, muito mais do que simplesmente a matéria dada. Conhecemos seres humanos que nos encantaram e conquistaram para além de nossa Curta passagem por essa faculdade. Levaremos essa amizade sempre em nossos corações. A vocês todos que nos ajudaram deixamos o nosso agradecimento. Em especial a essa mulher que nos emociona com sua força e candura. Essa mãe que se renova em menina sapeca, que saltita em sala para explicar o que, em princípio parece tão difícil. Mas ela sorri como uma criança que acaba de montar um quebra cabeças e diz “Não é legal?”. Professora Mestre Andréa Scavassa Vechia Nogueira, que Deus continue colocando um caminho florido diante de você. Que suas bênçãos a alcancem em cada manhã e cada anoitecer. E que essa nova vida que você gera, traga mais e mais alegria, mais sorriso em seus lábios e brilho em seu olhar. Pelo carinho sincero o nosso muito obrigado.
Brincamos muito com a nossa patronesse, essa viajante de distâncias incalculáveis. Essa mulher que é tão próxima da meninice. Professora Meste Livia Maria Turra Bassetti. Confesso que sempre pensei muito em você, ainda mais com a aproximação das provas de latim. Magistra,. Non omnia quae vera sunt recte dixeris (Nem todas as verdades se dizem). Obrigado pela paciência e por todo o auxílio que também nos prestou.
Ele é visto como um jovem de língua ferina, de rompantes e alegrias. Professor Eder Adriano Pereira. Você nos instigou o pensamento e a ação. Sempre travamos discussões em sala sobre o pensamento humano e sobre o que escondemos abaixo dessa camada tão fina que milênios de cultura formaram. Com você rompemos as barreiras e aprendemos que tudo é possível. É como disse aquele médico austríaco que você tanto admira “O sonho é a satisfação de que o desejo se realize”. Deixo também o recado de que, nem todo baiano vira mulher ao meio-dia. Por ter permitido que nós enchêssemos as nossas sacolinhas nós o escolhemos como nosso paraninfo e lhe agradecemos.
A essa instituição que nos acolheu. Deixo os mais sinceros agradecimentos e respeito. Aqui aprendemos que não há nada melhor do que realizar com sua própria força sem ter que esperar auxílio. Aos amigos que fizemos, muito obrigado por partilharem esse caminho conosco. No fim sentiremos saudade de tudo, ou da grande maioria do que vivemos aqui. Para terminar gostaria de ler um dos trechos finais da autobiografia de Charlie Chaplin, um dos maiores atores, bailarinos, musicista e diretor de cinema. Se estivesse vivo, o doce vagabundo completaria 122 anos esse mês.

“Devo agora terminar essa minha odisséia. Reconheço que o tempo e as circunstâncias me têm favorecido. O mundo cumulou-me de afeições, inspirei amor e também ódio. Deu-me a vida o que havia de melhor e um pouco do pior. Quaisquer que tenham sido as minhas vicissitudes, creio que a ventura e a desventura são filhas do acaso, pairando como uma nuvem sobre o nosso destino. Com essa compreensão, nunca me abalam demais as coisas ruins que me acontecem e sou agradavelmente surpreendido pelo que vem de bom. Não sigo um roteiro de existência, nenhum filosofia... Sábios ou tolos, temos todos que batalhar com a vida. Oscilo em meio de contradições: exasperam-me às vezes fatos mínimos e catástrofes poderão deixar-me indiferente. Contudo, a minha vida é hoje mais apaixonante do que nunca. “
Charles Chaplin





Eduardo R. Duran

15 de abril de 2011

O DRAMA DOS PONTOS DE CULTURA!

Secretaria da Cultura de São Paulo: MinC omite verdade sobre pontos de cultura.
31/03/2011

A Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo publicou hoje um comunicado no qual desmente ou corrije informações divulgadas pelo Ministério da Cultura no dia 29, a respeito do acerto do repasse de recursos atrasados dos 300 pontos de cultura mantidos em convênio pelo governo federal e estadual. Trata-se de um debate sobre a segunda parcela do MinC no convênio, que é de R$ 12 millhões, deveria ter sido paga em dezembro de 2009, e começa a ser acertada agora. Veja o texto:

Pontos de Cultura - Ministério da Cultura omite a verdade

Pelo presente, a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo responde à nota “Pontos de Cultura paulistas”, colocada no site do Ministério da Cultura.

Texto do MinC: “Hoje (29), a situação do convênio dos Pontos de Cultura de São Paulo (MinC e governo do Estado) foi regularizada, após a retomada da adimplência do Governo de São Paulo junto ao Cadastro Único de Convênios – CAUC.

A utilização de dados cruzados de diversos bancos de dados pelo sistema pode levar a inadimplências momentâneas. A situação não se relacionava ao convênio em vigor. Como o cadastro é unificado, se um convênio está com problemas, todos os outros são paralisados até que a situação seja normalizada.”

Resposta da SEC: O Ministério da Cultura nos comunicou sobre a pendência do Estado no CAUC em 18 de março. Alguns dias depois, simplesmente informou que não havia mais tal pendência. Não chegamos a constatar a pendência por aqui e as certidões de regularidade fiscal do Estado estavam em dia.

Texto do MinC: “Plano de trabalho - Outra razão para o atraso na transferência dos valores de convênio foi a alteração no número da conta bancária constante do Plano de Trabalho do convenente, o que levou a alterações no SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal).”

Resposta da SEC: Nosso comunicado sobre a alteração da conta bancária foi feito ao Ministério em fevereiro de 2010. A partir daí, informamos repetidas vezes e de diferentes formas sobre a alteração. Inclusive a nossa prestação de contas, referente à 1º parcela recebida do Governo Federal, apresentou 300 ofícios, 300 comprovantes de transferência bancária e extratos com a informação da nova conta. A prestação de contas foi enviada ao MinC e aprovada, por isso supomos que tenha sido analisada para a liberação da 2º parcela, que está em pauta neste momento.

Mesmo com toda esta documentação enviada ao Ministério, a orientação de que era necessário solicitar a alteração da conta (e não somente informar) somente nos foi dada em fevereiro de 2011. Cabe ressaltar que o Concedente, portanto a União, tem como uma de suas atribuições orientar o Convenente, o Estado, sobre a execução do Convênio. Apesar de termos informado sobre a alteração no início de 2010, somente fomos orientados da necessidade do envio de uma solicitação de alteração em fevereiro de 2011.

Observamos também que após a orientação e a nossa solicitação formal de alteração da conta já se passaram quase dois meses e o Governo Federal ainda não conseguiu regularizar a situação junto ao seu sistema de controle/pagamento.

Texto do MinC: “Atualmente, o Estado de São Paulo encaminha alteração do mesmo Plano de Trabalho junto ao Sistema Integrado de Convênios do Governo Federal (SINCONV), onde detalha o novo cronograma de desembolso, prevendo a transferência de R$ 3 milhões ainda em março, e mais nove parcelas mensais de R$ 1 milhão.”

Resposta da SEC: O SICONV é o Portal de Convênios criado e administrado pelo Governo Federal. O pagamento da 2º parcela por parte do Governo Federal não aconteceu no prazo correto, dezembro de 2009, por isso foi feita uma proposta de pagamento parcelado ao longo do ano de 2011. Mesmo o SICONV sendo um sistema do Governo Federal e a nova proposta ter partido do Governo Federal, foi solicitado a esta Secretaria que inserisse a proposta no SICONV.

Mesmo não vendo sentido nesta solicitação, em virtude do grande atraso que enfrentamos, não fizemos objeção e entramos no sistema para solicitar que o Ministério aprovasse uma proposta feita por eles mesmos. Nós cadastramos a proposta e enviamos para análise, como se nós pedíssemos para o MinC não pagar no ano correto, mas sim no ano seguinte e de forma parcelada.

Tivemos uma série de dificuldades com o sistema e seguíamos as orientações dadas pelos servidores do Ministério. Em determinado momento, não era possível dar continuidade aos trâmites, ninguém conseguia solucionar o impasse junto ao SICONV, inclusive o próprio Ministério. Horas depois, um dos servidores decidiu cadastrar a proposta diretamente, o que antes segundo o MinC não era possível fazer.

Texto do MinC: “A proposta do MinC seria um repasse de R$ 1,7 milhão em março, R$ 1,3 milhão em abril, mais oito parcelas mensais de R$ 1 milhão – a partir de proposta apresentada por Pontos de Cultura paulistas em reunião no dia 22 de março.

Contudo, o Estado preferiu manter acordo estabelecido em reunião com o Chefe da Representação de São Paulo do MinC (RRSP/MinC), Tadeu de Pietro, e Eduardo Chaves Ballarin (DGE/MinC), em São Paulo.”

Resposta da SEC: A proposta do MinC em reunião presencial nesta Secretaria foi de repassar R$3 milhões em março e o restante dividido em parcelas de R$1 milhão até dezembro de 2011. A proposta foi apresentada aos Pontos de Cultura do Estado e aceita.

O Estado de SP somente acatou uma proposta feita pelo MinC e aceita pelos Pontos de Cultura. Na ocasião, deixamos claro que aceitaríamos a decisão dos Pontos, seja ela qual fosse. A decisão foi aceitar o parcelamento ao longo do ano todo.

Na sequência, o MinC nos enviou uma Minuta de Aditivo ao Convênio. A Minuta estava totalmente errada, cabendo ao Ministério repassar ao Estado 2 parcelas de R$12 milhões e cabendo ao Estado dar como contrapartida 4 parcelas de R$6 milhões. (Segundo o Convênio, a União se compromete a repassar ao Estado 3 parcelas de R$12 milhões e ao Estado cabe, como contrapartida, 3 parcelas de R$6 milhões. De acordo com a 1º Minuta, o MinC não faria um dos repasses e a SEC faria um a mais.

Passado um tempo de discussão, o Ministério enviou nova Minuta, desta vez correta. Imediatamente encaminhamos o documento para análise da nossa Consultoria Jurídica. Conseguimos aprovar o documento internamente em curto prazo. Enviamos o Aditivo assinado ao Ministério, que levou um tempo para encontrá-lo junto ao seu protocolo.

Dias depois, nos foi informado que o repasse se daria de forma diferente: R$3 milhões em março, R$1,7 mi em abril, R$1,3 mi em maio e o restante em parcelas de R$1 milhão até novembro. (A nota no site do Ministério não está correta, reparem que no mês de março não consta R$3 milhões, mas sim R$1,7 mi. Segundo a nota, a soma das parcelas totaliza R$11 milhões e não R$12 milhões que é o correto.).

Ou seja, o Aditivo ao Convênio que havia acabado de ser assinado não tinha mais validade.

O Ministério fez a proposta, redigiu o Aditivo e alguns dias depois, após assinado e publicado tal Aditivo, nos informa que a proposta foi modificada. A proposta não se manteve vigente ao menos por um mês. Solicitamos ao MinC que formalizasse a nova proposta. Um novo acordo implicaria em novo Aditamento, que teria que passar novamente pela Consultoria Jurídica do Ministério e posteriormente pela da SEC, o que levaria 30 dias adicionais. No entanto, a formalização não aconteceu; o Ministério entrou em contato conosco informando que valeria o Aditivo assinado inicialmente.

Texto do MinC: “Acertadas as pendências, o prazo para o depósito bancário deve ser de 48 horas.”

Resposta da SEC: Agora nós perguntamos quais são as pendências atuais e o porquê de tamanha demora para realizar trâmites internos. Observamos que a regularização da conta e do SICONV poderiam ter sido feitas paralelamente à assinatura do Aditivo, mas não foi assim que aconteceu. A cada passo concluído por nós, o Ministério apresentava uma nova tarefa. Em momento algum, foram apresentados os trâmites necessários de uma única vez.

Todo este relato pode ser comprovado através de ofícios e e-mails enviados ao Ministério da Cultura. Reforçamos nosso compromisso com a Rede de Pontos de Cultura do Estado de São Paulo e nos responsabilizamos mais uma vez por repassar o recurso aos Pontos de Cultura em até 15 dias após o recebimento do recurso Federal.

Fonte: Assessoria de Imprensa Secretaria de Estado da Cultura
Data: 31/03/2011

3 de março de 2011

Viúva do escritor Guimarães Rosa morre em SP

Morte de Aracy Carvalho Guimarães Rosa foi por causas naturais.
Ela estava internada no Hospital Albert Einstein e tinha 102 anos.


Morreu nesta quinta-feira (3), aos 102 anos de idade, Aracy Carvalho Guimarães Rosa, viúva do escritor Guimarães Rosa, autor de Grande Sertão: Veredas. Aracy estava internada no Hospital Albert Einstein, onde morreu às 5h30, de causas naturais. O marido dela já tinha morrido no ano de 1967.

Marco Lucchesi é o novo membro da Academia Brasileira de Letras

A Academia Brasileira de Letras (ABL) elegeu, nesta quinta-feira (3), o professor, ensaísta e poeta carioca Marco Lucchesi para a Cadeira Número 15 da instituição. Com 47 anos, Lucchesi, que passou a ser o integrante mais jovem da ABL, substitui o Padre Fernando Bastos de Ávila, falecido em 6 de novembro do ano passado.
O poeta recebeu 34 dos 38 votos possíveis (tendo sido três abstenções e um voto em branco). Compareceram à sessão 26 acadêmicos, 9 dos quais votarem presencialmente. Houve 27 votos por carta.

“A chegada do escritor Marco Lucchesi constitui uma contribuição das mais valiosas para o quadro da Academia. Jovem e brilhante, certamente será de muita valia para os projetos e propostas que nossa Casa deseja implementar nos próximos anos”, afirmou em comunicado o Presidente da ABL, Marcos Vinicios Vilaça.

Formado em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), doutor em Ciência da Literatura pela UFRJ e pós-doutor em filosofia da Renascença na Universidade de Colônia, na Alemanha, Lucchesi tem, entre suas publicações, os livros "Meridiano celeste & bestiário", premiado com o Prêmio Alphonsus de Guimarães 2006 da Biblioteca Nacional e finalista do Prêmio Jabuti 2007; "Sphera", que recebeu Menção Honrosa do Prêmio Jabuti 2004, além do Prêmio UBE de Poesia Da Costa e Silva 2004; "Os olhos do deserto"; "Saudades do paraíso" e "O sorriso do caos".

Também teve algumas de suas obras publicadas em italiano, como "Poesie" e "La gioia del dolor".

A Cadeira Número 15 tem como patrono o poeta e teatrólogo Gonçalves Dias e seu primeiro ocupante foi Olavo Bilac. Além de Bilac e do Padre Ávila, ocuparam a Cadeira Amadeu Amaral (1875-1929); Guilherme de Almeida (1890-1969); Odylo Costa, filho (1914-1969); e Dom Marcos Barbosa (1915-1997).

publicado em http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/03/marco-lucchesi-e-o-novo-membro-da-academia-brasileira-de-letras.html

28 de fevereiro de 2011

Para Lucimara Iliria


Essa mulher que
Vive no corpo de menina
É um pedaço do tempo
Que segue seu rumo
Lento e constante.
Botão que desabrocha
O talento
De flor
Em que se transmuta
A menina que
Ainda usa aparelho
E chamo de querida
Tri querida.
Brinca na corda bamba da vida
Aproveita o palco
Que te aceita
Fresca risada
Numa escandalosa tarde.
LUz aCIma do MAR Azul
Fique do meu lado
E deixe que o teu tempo
Abençoe meus poemas
Com gotas de sonhos bons.

27 de fevereiro de 2011

MORRE MOACYR SCLIAR



O escritor gaúcho Moacyr Scliar, 73 anos, morreu na madrugada deste domingo (27) no Hospital de Clínicas em Porto Alegre, por falência múltipla de órgãos devido às consequências de um acidente vascular cerebral (AVC).

Scliar havia sofrido um AVC na madrugada de 16 de janeiro enquanto se recuperava de uma cirurgia no intestino. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, o escritor morreu à 1h, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele deve ser velado neste domingo na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a partir das 14h. O sepultamento será na segunda-feira (28), em cerimônia reservada a familiares e amigos.

Moacyr Jaime Scliar nasceu em 23 de março de 1937, em Porto Alegre. Era casado com Judith, com quem teve um filho, Roberto. Seus pais, José e Sara Scliar, oriundos da Bessarábia (Rússia), chegaram ao Brasil em 1904. Formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, era especialista em Saúde Pública e Doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública, tendo exercido a profissão junto ao Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência.

Seu primeiro livro, publicado em 1962, foi "Histórias de médico em formação", contos baseados em sua experiência como estudante. Em 1968, publicou "O carnaval dos animais", de contos, que considerava de fato sua primeira obra.

Publicou mais de 70 livros de diversos gêneros literários – entre eles, os romances “O Exército de um homem só”, “A estranha nação de Rafael Mendes” e “O centauro no jardim” – e teve textos adaptados para cinema, televisão, rádio e teatro, inclusive no exterior. Era colaborador dos jornais Zero Hora e Folha de S. Paulo. Desde 2003, era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL). Scliar ganhou três vezes o Prêmio Jabuti – a mais recente, em 2009, com o romance “Manual da paixão solitária”.

17 de fevereiro de 2011

dica literária

Hoje quero indicar um livro de um escritor de língua espanhola. Irmão da minha querida Guismo Sol. Li o seu primeiro livro quando ainda morava em Salvador e a história ainda está em mim. Muito boa sua escrita e a forma em que descreve suas personagens.


Ecos revolucionarios
Luchadores sociales, Uruguay, 1968-1973


Barcelona, 2003
nóos editorial
Rodrigo Vescovi Parrilla
570 págs.

En la "Soli 314" os presentábamos la novela "Ladrones de la infancia", anunciándoos en aquella ocasión la reseña de la obra que hoy os presentamos: "Ecos revolucionarios, Luchadores sociales, Uruguay, 1968-1973". Escrita por este joven historiador uruguayo afincado en Barcelona, es quizá el trabajo más exhaustivo ya no sólo de su trayectoria personal, sino de la historia contemporánea uruguaya en lo concerniente a las luchas sociales acaecidas durante esos años. De ahí la buena acogida que está teniendo en aquél país.
"Si con la lectura de esta obra se ha reflexionado, llorado, reído, temido, gozado, sufrido, amado, soñado, odiado, luchado y aprendido, el objetivo estará cumplido. Se habrá vivenciado una parte importante de lo que hicieron y sintieron los luchadores sociales en Uruguay desde 1968 hasta 1973", relata el autor.
El libro recoge la fuerza y la radicalidad de un sector combativo de la población uruguaya que, ante la crisis, el deterioro de su nivel de vida y el aumento de la miseria propia o ajena, no se caracterizó por la lamentación contemplativa ni por esperar a que la izquierda gestionara la injusticia social desde el Parlamento. Rechazó el miedo, la espera y el reformismo; y volcó toda su existencia en el combate contra el sistema capitalista para alcanzar una sociedad sin clases, caracterizada por la existencia de una verdadera comunidad humana.
En el compromiso militante, los combatientes vieron acabar su cotidianidad. En apartados tan necesarios como "Amor en tiempos de lucha", "Género y militancia" y "Los hijos de los luchadores sociales", los testimonios analizan, de forma introspectiva, los avatares de aquel período lleno de muertes pero, sobre todo, de capacidad de luchar por la vida.

11 de fevereiro de 2011

Domingo tem Cine Clube no Ponto de Cultura





O Ponto de Cultura “Teatro Gera Vida, Vida Gera Teatro” traz mais uma novidade é a montagem de um Cine Clube que funcionará a partir do próximo domingo dia 13 a partir das 20h30 com entrada franca na sede do Ponto que fica na Rua Antônio José Lemos, 45 Vila Indústria. O projeto surgiu das conversas entre a direção do Ponto e antigos membros do grupo “Oficinas da Tribo” Marcel Lourenção e Eduardo “Jim” Duran que tinham interesse em voltar a discutir e fomentar o áudio visual e a sua prática em Tupã.
A intenção é em principio exibir filmes fora do eixo comercial. Sejam eles documentários, ficção, animação, grandes produções e cinema marginal. O Cine Clube Ponto de Cultura, não servirá apenas para que se assista os filmes, mas também, ao final de cada exibição haverá um bate papo entre os presentes. Estão previstos encontros quinzenais para a exibição de filmes e discussões.
Para essa primeira reunião serão apresentados três filmes feitos por tupãenses. “A História do Menino da Tábua” do jornalista Higor Bonjardim, “Os Loucos” do ator Eduardo “Jim” Duran e um vídeo dos alunos da escola Irene Resina Migliorucci dirigido por Lucas Redressa.

7 de fevereiro de 2011

porque?

eu me divirto, eu crio, eu rio, eu amo e odeio
eu desejo e renego
me sujo em pensamentos
e passo ao largo de muita coisa
mas me sinto só

4 de fevereiro de 2011

Ravaziando os Sentidos


No olho do galho um bicho me olha
Pequeno como um universo
Preso a uma lente fotográfica.
A madeira morta revive nos olhares desse menino.
Ganham forma que não tinham
E a retransmissão dessa nova realidade
Ele registra para o infinito
Recriando uma natureza própria
Onde nada se perde

pedido de casamento para a Lizi


Case-se comigo Eliziane
Ajude a calar a mente dos imbecis
Que não sabem que os amigos
Podem brincar sem ter maldade de fato.

A falsa moral dessas pessoas gritam
A cada vez em que falo de seu corpo
E de sua alma, bem mais gostosa.
Eles não conhecem a beleza do intocado.

Case-se comigo Lizi
Minha pequena ave solar com canto libertador
Transforme meu poema em sarro.

Deixe os mal amados falar asneiras
Afinal é só o quem podem.
E a eles eu digo “Ah, não fode”!

Notícias de Cuiabá

Notícias
CINE TEATRO CUIABÁ
Cine Teatro Cuiabá divulga agenda de fevereiro

Por Ângela Coradini / Cíne Teatro Cuiabá

Dois espetáculos e uma oficina já estão confirmados para a programação de fevereiro. Quem abre a agenda de espetáculos da casa é a peça “Sinais...”, da Cia Cena Onze de Teatro. A encenação acontece no dia 04 de fevereiro, sexta-feira, às 20h, e tem entrada gratuita. Logo depois, às 21h, o grupo faz o lançamento do livro “Cena Onze 20 Anos, Memórias Cênicas”, na sede da Secretaria de Estado de Cultura (SEC).

Nos dias 12 e 13, a Temporada Gazeta de Teatro 2011 traz ao palco o divertidíssimo “Dezimprovisa”, da Cia de Humor Deznecessários. Baseado nos jogos de improviso, o espetáculo tem interação direta com o público e, segundo a Cia, tem repercutido de forma positiva com casas lotadas e grande número de acessos aos vídeos na internet. O espetáculo faz duas apresentações, uma no sábado (12.02), às 21h, e outra no domingo (13.02), às 19h. A venda de ingressos será no piso térreo do Shopping Três Américas e nos dias de espetáculo na bilheteria do CTC.

Já a partir do dia 15, quem conduz o ritmo da casa é a “Oficina Samba no Pé”, mais uma ação da “Série Movimentos”, realizada pela parceria entre a Cia Rodinei Barbosa de Dança, Cine Teatro Cuiabá e o Instituto Matogrossense de Desenvolvimento Humano (IMTDH). A oficina acontece de 15 a 19 de fevereiro, das 19h às 20h, e, segundo o professor Rodinei Barbosa, trará o samba com passos de miudinho, trança, tesoura e outros. As inscrições iniciam dia 09 de fevereiro, das 14h às 18h, no CTC. O investimento é de 100 reais o casal ou 60 reais individual.

Para os interessados, o Edital de Seleção de Propostas para a Ocupação do Espaço Cênico 2011 permanece aberto até se esgotarem as datas deste ano. Segundo a diretora artística da casa, Paula Naves, mais da metade das datas já estão fechadas ou já receberam pedidos. “Temos espetáculos já confirmados em todos os meses, algumas oficinas já agendadas e propostas para serem analisadas, mas o edital permanece aberto até que acabem as datas”, afirma. Grupos, companhias, empresas e pessoas físicas ou jurídicas de natureza cultural podem ter acesso ao Edital e Formulário 2011 no site do IMTDH (http://www.imtdh.org.br/imtdh/edital_concursos.php) e da SEC (http://www.cultura.mt.gov.br/TNX/index.php?sid=160).

SERVIÇO:

O que: Espetáculo ”Sinais...” - Cia Cena Onze Teatro.

Local: Cine Teatro Cuiabá

Data: 04 de fevereiro

Horário: 20h

Ingressos: retirada na Bilheteria do CTC no dia do espetáculo.

Valor: gratuito.

SERVIÇO 2:

O que: Espetáculo ”Dezimprovisa” - Cia de Humor Deznecessários.

Local: Cine Teatro Cuiabá

Data: 12 de fevereiro, às 21h.

13 de fevereiro, às 19h.

Ingressos: venda antecipada no piso térreo do Shopping Três Américas.

Valor: 70 reais (inteira) e 35 reais (meia).

SERVIÇO 3:

O que: Oficina: ”Samba no Pé” Série Movimentos.

Local: Cine Teatro Cuiabá

Data: 15 a 19 de fevereiro

Horário: das 19h às 20h

Inscrições: a partir de 09 de fevereiro, no CTC.

Valor: 100 reais o casal ou 60 reais individual.

Edital 2011: Edital de Seleção de Propostas pra Ocupação do Espaço Cênico do CTC.

Aberto até esgotarem as datas.

Disponível em: SEC (http://www.cultura.mt.gov.br/TNX/index.php?sid=160)

2 de fevereiro de 2011

com gosto de bomba de chocolate!

Desculpe, não encontrei
Entre os meus muitos poemas
Um que fosse como as palavras
Que queria fossem tuas.
Tantos verbos já usados que ficaram
Pelo caminho da caneta
Ou dos dedos no teclado
Esse afago que é teu por direito.
Com você só vale o inédito,
Como uma saudação
Dada a uma pessoa
Que não temos certeza
De ser quem esperamos.
Isso já aconteceu conosco.
Revirei dois anos de arquivo
E nenhum poema me pareceu bom
Como esse sorriso guardado
E esse carinho que te destino
Para você só o novo,
Só o teu...
Fica com essas palavras então
Pensa no carinho que elas trazem
E sinta um aroma doce
Dessa amizade que sorri.

30 de janeiro de 2011

para a nova Valquíria.

Veio com perguntas sérias
Para saber se não éramos estranhos
Ao outro, como de fato somos.
E teu nome me lembra
Amizades cheias de carinho
E verdade,
Dessas que o tempo só fazem mais nossas.
E será que a tua seriedade
Gostará desse poema cara de pau,
Escrito num caloroso domingo noturno
Com Chet Baker tocando aqui diante de mim.
Valquíria é sagrado nome
De mulheres guerreiras, nórdicas heroínas
E são duas as que conheço.
Bailemos em silêncio nesse verão que caminha.

26 de janeiro de 2011

Grandes Momentos - Verão macabro! - O fim de semana que deu origem a Frankenstein à versão moderna dos vampiros

Cinco amigos. Uma mansão isolada pela chuva. Incomunicáveis, resolvem inventar histórias de terror. Mal sabiam eles que estavam para viver um... Verão macabro!
por Fernando Duarte

Entre 15 e 17 de junho de 1816, uma tempestade deixou cinco amigos ingleses presos na mansão Villa Diodati, às margens do lago Genebra, na Suíça. Fechados na casa cercada de vinhedos e com vista para montanhas nevadas, começaram a ler contos de terror em voz alta. Quando se cansaram, resolveram escrever suas próprias histórias de fantasmas. Acontece que aquela não era uma casa qualquer - já tinha abrigado o poeta John Milton e os pensadores Rousseau e Voltaire. E esta turma também não estava para brincadeira. Seu líder era George Gordon Byron, o lorde Byron, o mais famoso poeta romântico da literatura britânica. A seu lado estavam o médico e escritor John William Polidori, o poeta Percy Shelly, sua namorada Mary e a meia-irmã dela, Claire Clairmont. Em três dias de verão suíço, esses colegas de farra criaram dois dos maiores personagens de terror já inventados: o doutor Frankenstein, com sua criatura feita de pedaços de cadáveres, e lorde Ruthven, antecessor direto do conde Drácula moderno.

Para alguns dos presentes, a proposta de Byron não foi muito longe. John Polidori começou a escrever o caso de uma mulher que espia por um buraco de fechadura e tem a cabeça transformada em caveira. Percy Shelley redigiu o hoje pouco conhecido Fragmento de uma História de Fantasma. Byron elaborou o fragmento da história de um nobre imortal, Augustus Darvell, que se alimentava do sangue de suas vítimas. Mas, para Mary, a tarefa chegou perto da obsessão. A ponto de, dois anos depois, a escritora ter aproveitado um sonho macabro que teve em Villa Diodati para publicar o romance que daria origem ao gênero do cientista louco na cultura popular.

Autoria polêmica
Em 1819, começou a circular pela Europa o conto The Vampyre, creditado a lorde Byron. O texto contava a história de lorde Ruthven, um viajante inglês que arruina a vida de um jovem cavaleiro chamado Aubrey. O sucesso foi estrondoso. No ano seguinte, a história ganhava uma continuação em que o nobre realiza uma turnê em busca de sangue por diversas cidades, de Florença a Bagdá. Nos anos seguintes, o nobre vampiresco se tornaria uma verdadeira coqueluche nos teatros europeus. E assim Byron passava a ser mencionado como o autor de mais um sucesso estrondoso com o público. O problema é que o conto não havia sido escrito por ele.

O excêntrico John Polidori era o braço direito de Byron durante as férias suíças. Como responsável por organizar os papéis do grande poeta, ele leu o manuscrito elaborado na Villa Diodati. Polidori já tivera contato com um romance alemão de 1801, chamado Der Vampyr, de Theodor Arnold, e conhecia alguns dos monstros folclóricos que, durante vários séculos e nas mais diversas culturas e civilizações, eram conhecidos por viver do sangue das vítimas. Mas, na hora de desenvolver o conto do antigo mestre, John, de apenas 20 anos, sintetizou as características mais duradouras dos vampiros modernos. Seu personagem era um nobre bonito (ainda que muito pálido) e sedutor, que atacava donzelas indefesas por onde passava. O conto foi redigido em 1819, três anos depois de o médico ser demitido por Byron. "Escrevi em duas ou três manhãs livres", ele relataria depois.

O nome do vilão, lorde Ruthven, era um ataque ao próprio Byron. Afetado e arrogante, o vampiro de Polidori sabia ser desagradável e repulsivo. Talvez tenha sido por isso que, quando o conto foi publicado como se fosse criação sua, Byron refutou enfaticamente a autoria. Ao que tudo indica, o engano foi provocado pelo editor da obra, que queria pegar carona na fama do poeta inglês. Polêmicas literárias à parte, o conto iniciado à beira do lago Genebra marcou as décadas seguintes. Ao longo do século 19, escritores de peso, como Edgar Allan Poe, Alexandre Dumas, Guy de Maupassant e H.G. Wells criariam personagens inspirados no vampiro de Polidori. Até que, em 1897, lorde Ruthven ganhou seu descendente mais famoso: o conde Drácula, inventado pelo escritor irlandês Bram Stoker.

Drama e paixão
Se a criação do vampiro moderno envolveu dois nobres e alguma dose de rancor, a história por trás das origens de Frankenstein tem elementos de novela mexicana, com traição, luxúria, morte e dor, muita dor. Os protagonistas são Percy Shelley e sua namorada Mary.

Nascido em 1792, Percy era um poeta e ativista radical que, nos idos de 1814, estava na rua da amargura e lidava ainda com um casamento em pandarecos. Quando conheceu o filósofo e escritor William Godwin, famoso por defender o ateísmo e o anarquismo, estava precisando de pão, ombro e carinho. Godwin apadrinhou Shelley, emprestando-lhe dinheiro e abrindo as portas de sua casa. O protegido acabaria se apaixonando pela filha do padrinho, Mary. Cinco anos mais nova que o poeta, ela também enfrentava seus demônios pessoais, tendo perdido a mãe dias depois de nascer.

O pai dera a Mary uma rica educação, mas não parecia se preocupar com a crueldade de Mary Clairmont, sua segunda esposa, que encarnava com perfeição o estereótipo de madrasta malvada. Mergulhar nos estudos era uma das únicas distrações da moça, que falava francês e italiano fluentemente. Não era surpresa, então, que Mary estivesse em volta da mesa nas muitas ocasiões em que seu pai e Percy Shelley passavam horas debatendo temas políticos na casa da família, em Londres. Godwin, porém, era bem menos liberal na prática que na teoria. Logo ele proibiria a filha de encontrar o protegido. "Mary viveu uma tremenda distância emocional e se tornou uma adolescente sedenta de emoção e aventura. Percy Shelley apareceu feito um cometa em sua vida", diz Miranda Seymour, autora de uma das mais respeitadas biografias da escritora.

Mary não só desobedeceu às ordens do pai como fugiu com Percy para uma viagem pela Europa, em 1814. No ano seguinte, tiveram uma filha, Clara, que morreu com poucas semanas de vida. Em 1816, porém, Percy e Mary finalmente se casaram depois de Harriet, a primeira mulher do poeta, morrer afogada - a versão oficial, ainda hoje bastante questionada, é a de que ela se suicidou em um lago do Hyde Park, em Londres. Antes de oficializar a união, aceitaram o convite de lorde Byron para a temporada à beira do lago Genebra.

Estavam acompanhados da misteriosa Claire Clairmont, a meia-irmã de Mary cujo papel nos últimos anos emergiu como algo bem maior que uma simples companheira de viagem. De acordo com estudos recentes de acadêmicos britânicos, as duas não só disputavam as atenções de Percy como dividiam a cama com ele. A moça também não escapou das atenções de lorde Byron - com quem ele teria uma filha, Allegra, nascida no ano seguinte.

Na temporada suíça, Mary era uma ouvinte atenta das conversas entre lorde Byron e Percy Shelley sobre o que era conhecido como galvanismo, uma teoria sobre a possibilidade de trazer organismos à vida com o uso de descargas elétricas. Por sinal, cientistas da época viam-se engajados em debates sobre as fronteiras da vida e da morte. A primeira mulher de Percy, por exemplo, tinha sido levada para um hospital de Londres em que experimentos de ressuscitação com vítimas de afogamento eram comuns.

Frio e chuva
Aliado às conversas, havia o tempo do lado de fora. Tempestades fenomenais foram comuns naquele 1816, que acabou conhecido como "o ano sem verão": a chuva caiu em 130 dos 183 dias em que a temperatura deveria ser quente. As sessões com lorde Byron eram, então, veneno antimonotonia. Especialmente porque o anfitrião era um verdadeiro pop star do século 19. O britânico era um dos mais populares poetas da Europa graças a suas posições contestadoras, em especial a defesa do amor livre, o que invariavelmente atraía as atenções do público para seu estilo de vida. Byron era conhecido pelo hábito de sair com senhoras casadas e pelas tendências bissexuais. O poeta contava ainda com uma astúcia fora do comum, inclusive para lidar com os muitos críticos de sua obra e de sua conduta. "Li uma crítica que me derrubou. Em vez de ter um aneurisma, tomei três garrafas de vinho e comecei a escrever uma resposta", disse ele num de seus mais famosos comentários.

O charme de Byron, porém, não resistiria ao poder dos boatos. Sua separação de Annabella Milbanke resultou em uma imensa lavagem de roupa suja em público, apimentada por uma série de intrigas espalhadas pelos advogados dela. Sua imagem no Reino Unido ficou arranhada e suas finanças, arruinadas. Quando chegou à Suíça, em 1816, Byron era um intelectual à procura de refúgio (reza a lenda que ele partiu de mala e cuia pouco antes da chegada de credores que vinham tomar sua casa). Porém, até que as chuvas isolassem a casa, o grupo não conseguiu privacidade total: Villa Diodati era observada por curiosos com lunetas, e nos arredores do lago Genebra era comum ouvir histórias de orgias e uso de láudano (um tipo de ópio) no casarão.

A farra no verão gelado inspirou Mary a escrever seu grande romance, mas não acabou com as tempestades em sua vida. Ainda em 1816, sua meia-irmã Fanny cometeu suicídio. No ano seguinte, morreu sua terceira criança, Clara, enquanto a segunda, William, faleceria três anos depois, vítima de malária. Em 1822, Percy Shelley morreria afogado durante um acidente num passeio de barco na Itália.

Berço em comum
Mary enfrentava ainda a dor da falta de reconhecimento. Já em 1824, seis anos depois da publicação da primeira edição de Frankenstein, e quando começavam a surgir as primeiras adaptações teatrais, críticos creditavam a autoria do livro a seu marido. Um debate que, por sinal, persiste. Em 2007, o acadêmico John Lauritsen publicou um livro cujo título, O Homem que Escreveu Frankenstein, já era provocativo por si só. Lauritsen, porém, ia além de argumentos discutidos à exaustão, como o fato de o manuscrito estar repleto de anotações feitas por Percy. Para ele, a profundidade e a complexidade de Frankenstein estavam além da capacidade de uma escritora amadora. "A grande pista é que toda a produção posterior de Mary Shelley é ordinária em comparação com o primeiro trabalho", ele afirma.

E assim, de forma curiosa, lorde Ruthven e Frankenstein compartilham a polêmica em torno da paternidade. Quanto ao berço, que eles também têm em comum, a Villa Diodati ainda existe e continua sendo observada de longe. A mansão fica no fim de uma estrada particular e os donos não permitem visitas, com raras exceções para grupos de estudos literários.

Festa estranha, gente esquisita
As personalidades que se reuniram em Villa Diodati

O assistente

Britânico de ascendência italiana, John Polidori (1795-1821) viajava pela Europa como secretário pessoal de lorde Byron, a quem admirava. Deprimido e cheio de dívidas de jogo, morreu em Londres, aos 26 anos.

O pop star

Lorde Byron (1788-1824) era o exemplo vivo do Romantismo. O autor de Don Juan lutou ao lado da organização italiana Carbonários. Faleceu na Grécia, enfrentando o Império Otomano.

A aprendiz

Depois de Frankenstein, seu romance de estreia, Mary Shelley (1797-1851) escreveu uma novela apocalíptica, O Último Homem, e um livro com registros de viagens. Não resistiu a um tumor cerebral.

A musa

Claire Clairmont (1798-1879) foi a única do grupo a alcançar a terceira idade (ela morreu com 80 anos). Teria sido amante do cunhado, a ponto de um amigo da família, o escritor Thomas Hogg, falar de "Percy e suas duas esposas".

O conquistador

Popular, o autor de Prometeu Libertado era um guru das novas gerações. Há quem diga que Percy Shelley (1792-1822) previu sua própria morte antes de desaparecer navegando na costa da Itália, a bordo de sua escuna Don Juan.

Irmãos no terror
As vidas paralelas do vampiro e de Frankenstein

1816 - A origem
Lorde Ruthven e a criatura do doutor Frankenstein são esboçados durante um verão na Suíça.

1818 - A estreia
Mary Shelley publica Frankenstein, ou O Moderno Prometeu.

1819 - Outra estreia
Chega às livrarias da Inglaterra o conto The Vampyre, de John Polidori.

1820 - Ao vivo
Estreia no teatro Porte-Saint-Martin, em Paris, o espetáculo Le Vampyre, de Charles Nodier. A peça inspira muitas outras.

1823 - Frase marcante
Frankenstein chega ao teatro. Três anos depois, uma montagem traz a famosa frase, que não faz parte da obra original: "A criatura vive!"

1894 - Versão ruiva
O pintor norueguês Edvard Munch pinta a tela Amor e Perdição, em que uma mulher parece morder o pescoço de um homem.

1897 - Nasce drácula
Inspirado em lorde Ruthven, Bram Stocker publica o romance Drácula (acima, a capa da primeira edição).

1910 - Nas telonas
Produzido pela companhia de Thomas Edison, estreia Frankenstein, o primeiro filme inspirado no livro de Mary Shelley.

1922 - Quase um rato
No filme mudo Nosferatu, uma Sinfonia do Horror, o conde Orlock não tem nada de atraente.

1931 - Papel definitivo
Drácula, produção sonorizada com Bela Lugosi no papel principal, inspira dezenas de outros filmes e cria a versão cinematográfica definitiva do vilão.

1931 - Clássico
A exemplo de Bela Lugosi, Boris Karloff faz história em Frankenstein.

1994 - Grande orçamento
Com Robert de Niro no papel principal, estreia nos cinemas uma superprodução inspirada no texto de Mary Shelley.

2009 - Versão teen
Previsto para novembro, estreia Lua Nova, o segundo filme inspirado na série adolescente de vampiros Crepúsculo.

Saiba mais

LIVROS

Mary Shelley, Miranda Seymour, Grove Press, 2002
Uma das mais completas e respeitadas biografias da autora de Frankenstein.

O Vampiro Antes de Drácula, org. Martha Argel e Humberto Moura Neto, Aleph, 2008
Coletânea de textos de ficção sobre vampiros, começando pelo conto de John Polidori.


publicado originalmente em: http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=19832922&postID=755459720234461347

21 de janeiro de 2011

estamos voltando

Quando escrevo sou muito pessoal.Difícil sair algo que seja o contrário e não sei até que ponto desejo que seja assim. Creio que um texto tem que ter, além do estilo do autor, um resquício de alma do pobre coitado. Quero ainda melhorar meu texto e torná-lo mais simples. Escrever dessa forma é uma luta e eu quero vencer essa guerra. Tenho aqui um monte de textos que nunca mostrei a ninguém (poemas, contos, crônicas e uma receita de bolo)e acho que permanecerão inéditos. Relei-os e procuro uma forma de torná-los como quero.
Drummond dizia "Escrever é cortar" (se não foi ele quem disse ao menos deveria ter sido) o duro é botar em prática esse plano infalível. Agora mesmo enquanto escrevo esse texto e fumo um cachimbo (Finamore Capuccino no meu Paronelli 51-A Rustic) penso justamente nisso tudo. Escrever é mais do que uma coisa que faço, é algo que eu gosto de fazer e só faço por isso. A palavra é meu caminho.
Estamos reformulando a revista beatbrasilis e vocês não sabem como isso me deixa feliz, como é bom poder contar com um veículo para escoar o que é produzido. Cheguei a pedir vaga em outra revista e tenho que fazer uma matéria sobre um poeta contemporâneo. Nem tenho que pensar muito sobre quem eu irei escrever.
Bem, é isso. Agora tenho que ir resolver a burocracia da vida inicial de um professor.

19 de janeiro de 2011

quase uma oração

Merda
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso

Nem a loucura do amor
Da maconha, do pó
Do tabaco e do álcool
Vale a loucura do ator
Quando abre-se em flor
Sob as luzes no palco...

Bastidores, camarins
Coxias e cortinas
São outras tantas pupilas
Pálpebras e retinas...

Nem uma doce oração
Nem sermão, nem comício
A direita ou à esquerda
Fala mais ao coração
Do que a voz de um colega
Que sussurra "merda"...

Noite de estréia, tensão
Medo, deslumbramento
Feitiço e magia
Tudo é uma grande explosão
Mas parece que não
Quando é o segundo dia...

Já se disse não
Foi uma vez
Nem três, nem quatro
Não há gente, como a gente
Gente de teatro
Gente que sabe fazer
A beleza vencer
Prá além de toda perda...

Gente que pôde inverter
Para sempre o sentido
Da palavra "merda"
Merda! Merda prá você!
Desejo
Merda!
Merda prá você também
Diga merda e tudo bem
Merda toda noite
E sempre, amém.

16 de janeiro de 2011

arquivo pessoal

video

9s?

O ano começou com novidades. Ontem tive a minha primeira reunião com o Ágape. Foi produtiva e interessante. É claro que me receberam muito bem e espero que dessa vez consigamos desenvolver um trabalho com resultado para ambos os lados. Mas já deixei claro que não uso uniforme ashduhasudha.


Vem mais novidades por aí, questão de tempo e um pouco de paciência mas garanto que será uma coisa interessante para todos. Bem por enquanto aqui tudo calmo... cuidando dos filhotinhos da Nena que ficam caindo da casinha a todo instante. Desconfio que estejam fazendo isso de propósito. rs

As saudades continuam.

Existem alguns poemas em meu caderno de rascunho que ainda não postei aqui, não é a falta de tempo não, mas creio que ainda falte algo a eles.

Pretendo também resgatar um pouco de meus registros em matérias de TV mas ainda não sei como poderia fazer, estou estudando o assunto.

11 de janeiro de 2011

Entrevista com Sylvio Passos - O RRC está de volta!

O Raul Rock Club, mais importante fã-clube dedicado a Raul Seixas, está de volta à ativa após mais de um ano parado. E para falar sobre essa nova fase do RRC, o Memorial Raul Seixas Blog entrevista Sylvio Passos.






MRS - Sylvio, apenas recapitulando, por que você encerrou as atividades do Raul Rock Club em setembro de 200
9?

Sylvio Passos - De repente, os bastidores do reino raulseixisticko foram acometidos por 4 dos 7 Pecados Capitais (a saber: A Inveja, A Avareza, A Ira e A Soberba) e acabou sobrando até para mim. Prefiro não voltar a falar sobre isso. Você mesmo pode conferir tudo acessando http://revistaepocasp.globo.com/Revista/Epoca/SP/1,,EMI103366-17276,00.html.

MRS - Você chegou a pensar em desativar o RRC definitivamente?
Sylvio Passos - Sim. Quando essa falta de bom senso se fez incontrolável e insana, pensei em abandonar tudo definitivamente. Fiquei muito chateado e abalado com tamanha crueldade, sujeira e toda sorte de mazelas (tive, inclusive, problemas de saúde por conta disso). Principalmente por virem me atacar levianamente, mesmo sabendo de todas as minhas condições. Maldade pura, sabe? Mas, com o passar do tempo e o apoio de inúmeras pessoas do meio artístico, jornalistas, familiares e amigos de Raul, me acalmei. Mas não tinha mais tesão pra mexer em nada. Depressão. Tristeza. Eu estava feito cachorro que caiu do caminhão de mudança. Por outro lado, existia o imenso público de Raul pedindo pra eu não abandonar o barco, alguns com duras críticas e outros mais solidários. Foram praticamente 18 meses de reflexão até que, em novembro/dezembro de 2010, resolvi que voltaria com o Raul Rock Club em respeito, primeiro, à memória daquele que, além de meu amigo, era meu ídolo e também por respeito ao público que nada tem a ver com a guerrinha de vaidades inflamadas, egos feridos e luta por poder. Dia 17 de dezembro de 2010 foi a data que escolhi para voltar às atividades com uma festa de final de ano numa casa de Rock and Roll na Rua Augusta.


MRS - Sylvio, você repensou sobre a forma que fã-clube atuava? O RRC voltará diferente?
Sylvio Passos
- Sim. Tudo será diferente, nada será como antes. Vai dar muito trabalho, muita dedicação. Sempre pensando no principal objetivo do Raul Rock Club: A preservação da memória de Raul Seixas e divulgação de sua obra. Esses sempre foram os principais motores do fã-clube.





MRS - O que o público raulseixista pode esperar do RRC em 2011?
Sylvio Passos
- Não quero criar expectativa nenhuma no público. Acredito que o simples fato de reativar o Raul Rock Club, como pude notar depois que divulguei que estaria voltando, já deu alegria pra galera. Estou com mil idéias na cabeça e aos poucos elas estarão sendo divulgadas no site do Raul Rock Club.


MRS - Nos últimos tempos, parece que tudo que envolve o nome de Raul Seixas acaba em confusão. Exemplos disso, além do próprio RRC, são o DVD de Zé Ramalho e o CD de Vivi Seixas. A reativação do Raul Rock Club é um sinal de as coisas vão melhorar ou continuaremos a ver brigas de interesses prejudicando a própria obra de Raul?
Sylvio Passos
- Espero, sinceramente, que todos esses problemas em torno do nome de Raul sejam resolvidos o quanto antes. Afinal, por conta disso, muitos projetos foram arquivados. Editoras, gravadoras, produtores nem querem mais saber de lançar nada que leve o nome, a imagem ou a voz de Raul Seixas. Às vezes, me parece que estão querendo aniquilar Raul Seixas dos anais da história da música produzida no Brasil. E a pergunta que me vem à mente é: Por quê? Mas a minha decisão de voltar não tem absolutamente nada a ver com isso. Eu simplesmente decidi que iria reativar o Raul Rock Club em respeito ao público e a memória de Raul para que ele não seja morto mais uma vez, como falei antes. E tenho certeza que, se depender de mim e do imenso público espalhado pelo Brasil e pelo mundo, isso não vai acontecer mesmo.

MRS - Sylvio, obrigado por não desistir e continuar lutando pela memória de Raul. Parabéns e muito sucesso!
Sylvio Passos - Eu é que fico agradecido e espero poder contar com o apoio e a compreensão de todos para que a bandeira do raulseixismo não seja sepultada junto com aquele que foi e continua sendo, senão o único, um dos nomes mais importantes do cenário musical brasileiro, mesmo que uns não queiram e lutem para destruir tudo que ele construiu.




fonte:
http://memorialraulseixas.blogspot.com/

10 de janeiro de 2011

eu te vejo como mulher

sabe que
quase te peguei dentro daquele banheiro
sim
mas tenho essa cabeça que não pára
sabe que eu faria agora se vc estivesse aqui?
te beijaria a boca
e te colocaria contra a parede
morderia teu lábio...
agarraria o cabelo de tua nuca
quer que eu pare?
eu beijaria teu pescoço
e arranharia tuas costas
te viraria de frente para a parede
e beijaria tua nuca
tocaria teus seios por sobre a roupa
e
seguraria tua cintura bem firme contra meu corpo
quer mais?
eu te tocaria de leve
e morderia tua orelha
e te perguntaria bem baixinho no ouvido
então eu me ajoelharia
na sua frente
e desabotoaria sua calça
e te tocaria
sentindo e vendo seu corpo querendo mais
eu te beijaria de leve

e depois passaria minha língua
e te faria gozar
sabe que gostaria de te deitar no chão,,,
estamos em um banheiro lembre-se
e tiraria minhas calças
eu abriria tuas pernas e iria entrando em vc
com calma e carinho
até o fim
eu iria entrando em vc e vendo seus olhos
sua boca linda
ameaçando um sorriso
e suas mãos se fechando em meus braços
e vc mordeira meu peito
e eu sentiria seu corpo se retraindo
e meu ritmo aumentando
e haveria uma luz entre nossos corpos
e eu ficaria dentro de vc, querendo permanecer ali
como um anjo caído, procurando um sentido
e vc me receberia entre suas pernas e braços
e gozaríamos juntos
seria bom...

9 de janeiro de 2011

para você. com encanto da lua

Teus seios cobertos
Pequena faixa de tecido
Que não permite
O toque.
Em teu sexo repousa
Uma alma liberta
Sem medo
Sem calmaria.
Urgência que toma conta do corpo
E pinto o céu em tua pele
Com minha língua pincel.
E me suga num beijo
Sua língua me percorre
Me deixa calmo entre tempestades
Me excita o espírito
Ereto poeta sem pudores
Te aliso as nádegas
Sussurro em teus ouvidos
Beijo tua nuca e costas
Te acendo
Me aceite entre tuas pernas morenas
Me convide a entrar
E permanecer até o fim
Porque é retorno esse caminho
Em que me perco
Cego de tesão
E louco de sentidos.
Em minha boca rosados mamilos
Já desnudos.
Minha boca vai pelo teu corpo,
Procuram teus lábios carnudos
Quase tímidos em sua intimidade
Entre colunas que sustentam teu corpo
E segura meus cabelos e arfa, geme, se contorce.
E desprovida de pelos me recebe novamente
Minhas mãos sentem seus contornos
Bunda que os anjos desenharam.
E me lambe a boca
Morde meus lábios
Enquanto ri e goza nossa tarde
O tempo líquido abandona o corpo

5 de janeiro de 2011

Evoé Nelson Santana Junior.


Sim, parece que foi de repente, mas não foi. É claro que a muitos parecerá estranho aquelas portas fechadas em definitivo (será?), mas o próximo passo se fez necessário e eu fiquei aqui, sentando e pensando enquanto fumo meu Phillies Blunt e reavalio tudo o que sei, do pouco que sei, e faria o mesmo. Saber reconhecer uma chance de fazer valer o sonho e o suor da criatividade é também uma arte.
Claro que fico assim meio órfão porque o espaço havia se tornado um tipo de escritório e no último mês havia se tornado de fato. Ganhamos um espaço para poder dar vazão ao que queríamos promover culturalmente em nossa cidade. Reclamamos muito de que não há espaços aqui para que possamos realizar encontros e saraus e coisas afins. Mas cabe a nós ir cavando esses pênaltis. Me lembro sempre que quando formamos a primeira geração de poetas livres em Cuiabá a idéia era levar o poema para as praças. E me divertia quando subia nas mesas de concretos destinadas ao carteado e recitava a plenos pulmões um pouco de Castro Alves, Pessoa, Maiakovski e meus próprios. Porque aqui não?
Conheci Nelson Santana em 2008 através da Lígia Coelho que me levou ao espaço. Desde o início ele abriu as portas da BelasArtes para as intervenções que pudéssemos apresentar ali. Demorou um ano até que surgisse o projeto de Sarau que tive o prazer de comandar.
Ali levei a cabo muita coisa porque simplesmente havia o desejo dele, Nelson, de mostrar o óbvio. O espaço era massa porque as pessoas fizeram dele o que ele representava. É claro que as instalações eram convidativas e extremamente aromático. Penso agora, tenho que encontrar um bom café para apreciar.
Se você não conheceu Nelson Santana Jr não sabe o que perdeu. Um cara alto, magro e com um rosto que, a princípio, parece sério demais. Mas é um fanfarrão disfarçado em lorde inglês. Boa praça e um papo descontraído. Torço muito por seu próximo passo. Fico imensamente grato a ele pela confiança nas realizações e por ter me proporcionado o simples da normalidade que sempre busquei e poucas vezes tive.
Esse rapaz, meninão crescido, fez a logo da Ágora Cultural, assim como fez da Evoé com uma simplicidade e beleza que só os doidos possuem. Agradeço a ele por isso também. Mas creio que a gratidão maior fica por conta da amizade que oferece de peito aberto. Por isso digo... Evoé Nelson!!!

4 de janeiro de 2011

primeiro poema de 2011


De repente Carol Piva


De repente, no meio da noite,
Um grito me saúda
Vem da Valquíria musa de si mesmo
Que conheço há pouco.
Ri com a alma,
Boca aberta ao tempo
Riso de quem salta as tristezas
Mas não esqueces os espinhos.
Afinal os dias irão se suceder
E o que viveu ficará
Gravado em relevo nessa alma
Que se liberta em momentos inesperados.
Como definir a luz que entra rasgando a escuridão
Em uma noite esquecida?
A gente vai vivendo simplesmente,
Mas sempre tendo na memória
A beleza e o som da risada de Carol.

eras...

Hoje, vocês ainda não sabem, mas foi decretada o fim de uma era. Um ponto de minha história começa a fechar as portas em definitivo e infelizmente. Claro que irão me dizer que tudo é assim mesmo e que algumas coisas tem que terminar para podermos viver outras histórias.

Como todos sabem eu sai da Cia Ágora de Teatro mais ou menos em novembro passado. O motivo não foi de briga ou de discussões como alguns dizem, foi simplesmente de não me sentir contente com o rumo, ou a falta de... Continuo respeitando Fábio Dias e o mantendo como meu amigo particular. Hoje foi feita uma reunião e decidimos (Marcel e eu a convite do Ponto de Cultura) pela retomada de um projeto nosso que acabou engavetado. O audiovisual voltará a ser discutido e visto em nossa cidade. Em breve divulgo mais.Boas ideias veem por ai.