Quando escrevo sou muito pessoal.Difícil sair algo que seja o contrário e não sei até que ponto desejo que seja assim. Creio que um texto tem que ter, além do estilo do autor, um resquício de alma do pobre coitado. Quero ainda melhorar meu texto e torná-lo mais simples. Escrever dessa forma é uma luta e eu quero vencer essa guerra. Tenho aqui um monte de textos que nunca mostrei a ninguém (poemas, contos, crônicas e uma receita de bolo)e acho que permanecerão inéditos. Relei-os e procuro uma forma de torná-los como quero.
Drummond dizia "Escrever é cortar" (se não foi ele quem disse ao menos deveria ter sido) o duro é botar em prática esse plano infalível. Agora mesmo enquanto escrevo esse texto e fumo um cachimbo (Finamore Capuccino no meu Paronelli 51-A Rustic) penso justamente nisso tudo. Escrever é mais do que uma coisa que faço, é algo que eu gosto de fazer e só faço por isso. A palavra é meu caminho.
Estamos reformulando a revista beatbrasilis e vocês não sabem como isso me deixa feliz, como é bom poder contar com um veículo para escoar o que é produzido. Cheguei a pedir vaga em outra revista e tenho que fazer uma matéria sobre um poeta contemporâneo. Nem tenho que pensar muito sobre quem eu irei escrever.
Bem, é isso. Agora tenho que ir resolver a burocracia da vida inicial de um professor.
21 de janeiro de 2011
19 de janeiro de 2011
quase uma oração
Merda
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso
Nem a loucura do amor
Da maconha, do pó
Do tabaco e do álcool
Vale a loucura do ator
Quando abre-se em flor
Sob as luzes no palco...
Bastidores, camarins
Coxias e cortinas
São outras tantas pupilas
Pálpebras e retinas...
Nem uma doce oração
Nem sermão, nem comício
A direita ou à esquerda
Fala mais ao coração
Do que a voz de um colega
Que sussurra "merda"...
Noite de estréia, tensão
Medo, deslumbramento
Feitiço e magia
Tudo é uma grande explosão
Mas parece que não
Quando é o segundo dia...
Já se disse não
Foi uma vez
Nem três, nem quatro
Não há gente, como a gente
Gente de teatro
Gente que sabe fazer
A beleza vencer
Prá além de toda perda...
Gente que pôde inverter
Para sempre o sentido
Da palavra "merda"
Merda! Merda prá você!
Desejo
Merda!
Merda prá você também
Diga merda e tudo bem
Merda toda noite
E sempre, amém.
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso
Nem a loucura do amor
Da maconha, do pó
Do tabaco e do álcool
Vale a loucura do ator
Quando abre-se em flor
Sob as luzes no palco...
Bastidores, camarins
Coxias e cortinas
São outras tantas pupilas
Pálpebras e retinas...
Nem uma doce oração
Nem sermão, nem comício
A direita ou à esquerda
Fala mais ao coração
Do que a voz de um colega
Que sussurra "merda"...
Noite de estréia, tensão
Medo, deslumbramento
Feitiço e magia
Tudo é uma grande explosão
Mas parece que não
Quando é o segundo dia...
Já se disse não
Foi uma vez
Nem três, nem quatro
Não há gente, como a gente
Gente de teatro
Gente que sabe fazer
A beleza vencer
Prá além de toda perda...
Gente que pôde inverter
Para sempre o sentido
Da palavra "merda"
Merda! Merda prá você!
Desejo
Merda!
Merda prá você também
Diga merda e tudo bem
Merda toda noite
E sempre, amém.
16 de janeiro de 2011
9s?
O ano começou com novidades. Ontem tive a minha primeira reunião com o Ágape. Foi produtiva e interessante. É claro que me receberam muito bem e espero que dessa vez consigamos desenvolver um trabalho com resultado para ambos os lados. Mas já deixei claro que não uso uniforme ashduhasudha.
Vem mais novidades por aí, questão de tempo e um pouco de paciência mas garanto que será uma coisa interessante para todos. Bem por enquanto aqui tudo calmo... cuidando dos filhotinhos da Nena que ficam caindo da casinha a todo instante. Desconfio que estejam fazendo isso de propósito. rs
As saudades continuam.
Existem alguns poemas em meu caderno de rascunho que ainda não postei aqui, não é a falta de tempo não, mas creio que ainda falte algo a eles.
Pretendo também resgatar um pouco de meus registros em matérias de TV mas ainda não sei como poderia fazer, estou estudando o assunto.
Vem mais novidades por aí, questão de tempo e um pouco de paciência mas garanto que será uma coisa interessante para todos. Bem por enquanto aqui tudo calmo... cuidando dos filhotinhos da Nena que ficam caindo da casinha a todo instante. Desconfio que estejam fazendo isso de propósito. rs
As saudades continuam.
Existem alguns poemas em meu caderno de rascunho que ainda não postei aqui, não é a falta de tempo não, mas creio que ainda falte algo a eles.
Pretendo também resgatar um pouco de meus registros em matérias de TV mas ainda não sei como poderia fazer, estou estudando o assunto.
11 de janeiro de 2011
Entrevista com Sylvio Passos - O RRC está de volta!
O Raul Rock Club, mais importante fã-clube dedicado a Raul Seixas, está de volta à ativa após mais de um ano parado. E para falar sobre essa nova fase do RRC, o Memorial Raul Seixas Blog entrevista Sylvio Passos.
MRS - Sylvio, apenas recapitulando, por que você encerrou as atividades do Raul Rock Club em setembro de 2009?
Sylvio Passos - De repente, os bastidores do reino raulseixisticko foram acometidos por 4 dos 7 Pecados Capitais (a saber: A Inveja, A Avareza, A Ira e A Soberba) e acabou sobrando até para mim. Prefiro não voltar a falar sobre isso. Você mesmo pode conferir tudo acessando http://revistaepocasp.globo.com/Revista/Epoca/SP/1,,EMI103366-17276,00.html.
MRS - Você chegou a pensar em desativar o RRC definitivamente?
Sylvio Passos - Sim. Quando essa falta de bom senso se fez incontrolável e insana, pensei em abandonar tudo definitivamente. Fiquei muito chateado e abalado com tamanha crueldade, sujeira e toda sorte de mazelas (tive, inclusive, problemas de saúde por conta disso). Principalmente por virem me atacar levianamente, mesmo sabendo de todas as minhas condições. Maldade pura, sabe? Mas, com o passar do tempo e o apoio de inúmeras pessoas do meio artístico, jornalistas, familiares e amigos de Raul, me acalmei. Mas não tinha mais tesão pra mexer em nada. Depressão. Tristeza. Eu estava feito cachorro que caiu do caminhão de mudança. Por outro lado, existia o imenso público de Raul pedindo pra eu não abandonar o barco, alguns com duras críticas e outros mais solidários. Foram praticamente 18 meses de reflexão até que, em novembro/dezembro de 2010, resolvi que voltaria com o Raul Rock Club em respeito, primeiro, à memória daquele que, além de meu amigo, era meu ídolo e também por respeito ao público que nada tem a ver com a guerrinha de vaidades inflamadas, egos feridos e luta por poder. Dia 17 de dezembro de 2010 foi a data que escolhi para voltar às atividades com uma festa de final de ano numa casa de Rock and Roll na Rua Augusta.
MRS - Sylvio, você repensou sobre a forma que fã-clube atuava? O RRC voltará diferente?
Sylvio Passos - Sim. Tudo será diferente, nada será como antes. Vai dar muito trabalho, muita dedicação. Sempre pensando no principal objetivo do Raul Rock Club: A preservação da memória de Raul Seixas e divulgação de sua obra. Esses sempre foram os principais motores do fã-clube.
MRS - O que o público raulseixista pode esperar do RRC em 2011?
Sylvio Passos - Não quero criar expectativa nenhuma no público. Acredito que o simples fato de reativar o Raul Rock Club, como pude notar depois que divulguei que estaria voltando, já deu alegria pra galera. Estou com mil idéias na cabeça e aos poucos elas estarão sendo divulgadas no site do Raul Rock Club.
MRS - Nos últimos tempos, parece que tudo que envolve o nome de Raul Seixas acaba em confusão. Exemplos disso, além do próprio RRC, são o DVD de Zé Ramalho e o CD de Vivi Seixas. A reativação do Raul Rock Club é um sinal de as coisas vão melhorar ou continuaremos a ver brigas de interesses prejudicando a própria obra de Raul?
Sylvio Passos - Espero, sinceramente, que todos esses problemas em torno do nome de Raul sejam resolvidos o quanto antes. Afinal, por conta disso, muitos projetos foram arquivados. Editoras, gravadoras, produtores nem querem mais saber de lançar nada que leve o nome, a imagem ou a voz de Raul Seixas. Às vezes, me parece que estão querendo aniquilar Raul Seixas dos anais da história da música produzida no Brasil. E a pergunta que me vem à mente é: Por quê? Mas a minha decisão de voltar não tem absolutamente nada a ver com isso. Eu simplesmente decidi que iria reativar o Raul Rock Club em respeito ao público e a memória de Raul para que ele não seja morto mais uma vez, como falei antes. E tenho certeza que, se depender de mim e do imenso público espalhado pelo Brasil e pelo mundo, isso não vai acontecer mesmo.
MRS - Sylvio, obrigado por não desistir e continuar lutando pela memória de Raul. Parabéns e muito sucesso!
Sylvio Passos - Eu é que fico agradecido e espero poder contar com o apoio e a compreensão de todos para que a bandeira do raulseixismo não seja sepultada junto com aquele que foi e continua sendo, senão o único, um dos nomes mais importantes do cenário musical brasileiro, mesmo que uns não queiram e lutem para destruir tudo que ele construiu.
fonte:
http://memorialraulseixas.blogspot.com/
MRS - Sylvio, apenas recapitulando, por que você encerrou as atividades do Raul Rock Club em setembro de 2009?
Sylvio Passos - De repente, os bastidores do reino raulseixisticko foram acometidos por 4 dos 7 Pecados Capitais (a saber: A Inveja, A Avareza, A Ira e A Soberba) e acabou sobrando até para mim. Prefiro não voltar a falar sobre isso. Você mesmo pode conferir tudo acessando http://revistaepocasp.globo.com/Revista/Epoca/SP/1,,EMI103366-17276,00.html.
MRS - Você chegou a pensar em desativar o RRC definitivamente?
Sylvio Passos - Sim. Quando essa falta de bom senso se fez incontrolável e insana, pensei em abandonar tudo definitivamente. Fiquei muito chateado e abalado com tamanha crueldade, sujeira e toda sorte de mazelas (tive, inclusive, problemas de saúde por conta disso). Principalmente por virem me atacar levianamente, mesmo sabendo de todas as minhas condições. Maldade pura, sabe? Mas, com o passar do tempo e o apoio de inúmeras pessoas do meio artístico, jornalistas, familiares e amigos de Raul, me acalmei. Mas não tinha mais tesão pra mexer em nada. Depressão. Tristeza. Eu estava feito cachorro que caiu do caminhão de mudança. Por outro lado, existia o imenso público de Raul pedindo pra eu não abandonar o barco, alguns com duras críticas e outros mais solidários. Foram praticamente 18 meses de reflexão até que, em novembro/dezembro de 2010, resolvi que voltaria com o Raul Rock Club em respeito, primeiro, à memória daquele que, além de meu amigo, era meu ídolo e também por respeito ao público que nada tem a ver com a guerrinha de vaidades inflamadas, egos feridos e luta por poder. Dia 17 de dezembro de 2010 foi a data que escolhi para voltar às atividades com uma festa de final de ano numa casa de Rock and Roll na Rua Augusta.
MRS - Sylvio, você repensou sobre a forma que fã-clube atuava? O RRC voltará diferente?
Sylvio Passos - Sim. Tudo será diferente, nada será como antes. Vai dar muito trabalho, muita dedicação. Sempre pensando no principal objetivo do Raul Rock Club: A preservação da memória de Raul Seixas e divulgação de sua obra. Esses sempre foram os principais motores do fã-clube.
MRS - O que o público raulseixista pode esperar do RRC em 2011?
Sylvio Passos - Não quero criar expectativa nenhuma no público. Acredito que o simples fato de reativar o Raul Rock Club, como pude notar depois que divulguei que estaria voltando, já deu alegria pra galera. Estou com mil idéias na cabeça e aos poucos elas estarão sendo divulgadas no site do Raul Rock Club.
MRS - Nos últimos tempos, parece que tudo que envolve o nome de Raul Seixas acaba em confusão. Exemplos disso, além do próprio RRC, são o DVD de Zé Ramalho e o CD de Vivi Seixas. A reativação do Raul Rock Club é um sinal de as coisas vão melhorar ou continuaremos a ver brigas de interesses prejudicando a própria obra de Raul?
Sylvio Passos - Espero, sinceramente, que todos esses problemas em torno do nome de Raul sejam resolvidos o quanto antes. Afinal, por conta disso, muitos projetos foram arquivados. Editoras, gravadoras, produtores nem querem mais saber de lançar nada que leve o nome, a imagem ou a voz de Raul Seixas. Às vezes, me parece que estão querendo aniquilar Raul Seixas dos anais da história da música produzida no Brasil. E a pergunta que me vem à mente é: Por quê? Mas a minha decisão de voltar não tem absolutamente nada a ver com isso. Eu simplesmente decidi que iria reativar o Raul Rock Club em respeito ao público e a memória de Raul para que ele não seja morto mais uma vez, como falei antes. E tenho certeza que, se depender de mim e do imenso público espalhado pelo Brasil e pelo mundo, isso não vai acontecer mesmo.
MRS - Sylvio, obrigado por não desistir e continuar lutando pela memória de Raul. Parabéns e muito sucesso!
Sylvio Passos - Eu é que fico agradecido e espero poder contar com o apoio e a compreensão de todos para que a bandeira do raulseixismo não seja sepultada junto com aquele que foi e continua sendo, senão o único, um dos nomes mais importantes do cenário musical brasileiro, mesmo que uns não queiram e lutem para destruir tudo que ele construiu.
fonte:
http://memorialraulseixas.blogspot.com/
10 de janeiro de 2011
eu te vejo como mulher
sabe que
quase te peguei dentro daquele banheiro
sim
mas tenho essa cabeça que não pára
sabe que eu faria agora se vc estivesse aqui?
te beijaria a boca
e te colocaria contra a parede
morderia teu lábio...
agarraria o cabelo de tua nuca
quer que eu pare?
eu beijaria teu pescoço
e arranharia tuas costas
te viraria de frente para a parede
e beijaria tua nuca
tocaria teus seios por sobre a roupa
e
seguraria tua cintura bem firme contra meu corpo
quer mais?
eu te tocaria de leve
e morderia tua orelha
e te perguntaria bem baixinho no ouvido
então eu me ajoelharia
na sua frente
e desabotoaria sua calça
e te tocaria
sentindo e vendo seu corpo querendo mais
eu te beijaria de leve
lá
e depois passaria minha língua
e te faria gozar
sabe que gostaria de te deitar no chão,,,
estamos em um banheiro lembre-se
e tiraria minhas calças
eu abriria tuas pernas e iria entrando em vc
com calma e carinho
até o fim
eu iria entrando em vc e vendo seus olhos
sua boca linda
ameaçando um sorriso
e suas mãos se fechando em meus braços
e vc mordeira meu peito
e eu sentiria seu corpo se retraindo
e meu ritmo aumentando
e haveria uma luz entre nossos corpos
e eu ficaria dentro de vc, querendo permanecer ali
como um anjo caído, procurando um sentido
e vc me receberia entre suas pernas e braços
e gozaríamos juntos
seria bom...
quase te peguei dentro daquele banheiro
sim
mas tenho essa cabeça que não pára
sabe que eu faria agora se vc estivesse aqui?
te beijaria a boca
e te colocaria contra a parede
morderia teu lábio...
agarraria o cabelo de tua nuca
quer que eu pare?
eu beijaria teu pescoço
e arranharia tuas costas
te viraria de frente para a parede
e beijaria tua nuca
tocaria teus seios por sobre a roupa
e
seguraria tua cintura bem firme contra meu corpo
quer mais?
eu te tocaria de leve
e morderia tua orelha
e te perguntaria bem baixinho no ouvido
então eu me ajoelharia
na sua frente
e desabotoaria sua calça
e te tocaria
sentindo e vendo seu corpo querendo mais
eu te beijaria de leve
lá
e depois passaria minha língua
e te faria gozar
sabe que gostaria de te deitar no chão,,,
estamos em um banheiro lembre-se
e tiraria minhas calças
eu abriria tuas pernas e iria entrando em vc
com calma e carinho
até o fim
eu iria entrando em vc e vendo seus olhos
sua boca linda
ameaçando um sorriso
e suas mãos se fechando em meus braços
e vc mordeira meu peito
e eu sentiria seu corpo se retraindo
e meu ritmo aumentando
e haveria uma luz entre nossos corpos
e eu ficaria dentro de vc, querendo permanecer ali
como um anjo caído, procurando um sentido
e vc me receberia entre suas pernas e braços
e gozaríamos juntos
seria bom...
9 de janeiro de 2011
para você. com encanto da lua
Teus seios cobertos
Pequena faixa de tecido
Que não permite
O toque.
Em teu sexo repousa
Uma alma liberta
Sem medo
Sem calmaria.
Urgência que toma conta do corpo
E pinto o céu em tua pele
Com minha língua pincel.
E me suga num beijo
Sua língua me percorre
Me deixa calmo entre tempestades
Me excita o espírito
Ereto poeta sem pudores
Te aliso as nádegas
Sussurro em teus ouvidos
Beijo tua nuca e costas
Te acendo
Me aceite entre tuas pernas morenas
Me convide a entrar
E permanecer até o fim
Porque é retorno esse caminho
Em que me perco
Cego de tesão
E louco de sentidos.
Em minha boca rosados mamilos
Já desnudos.
Minha boca vai pelo teu corpo,
Procuram teus lábios carnudos
Quase tímidos em sua intimidade
Entre colunas que sustentam teu corpo
E segura meus cabelos e arfa, geme, se contorce.
E desprovida de pelos me recebe novamente
Minhas mãos sentem seus contornos
Bunda que os anjos desenharam.
E me lambe a boca
Morde meus lábios
Enquanto ri e goza nossa tarde
O tempo líquido abandona o corpo
Pequena faixa de tecido
Que não permite
O toque.
Em teu sexo repousa
Uma alma liberta
Sem medo
Sem calmaria.
Urgência que toma conta do corpo
E pinto o céu em tua pele
Com minha língua pincel.
E me suga num beijo
Sua língua me percorre
Me deixa calmo entre tempestades
Me excita o espírito
Ereto poeta sem pudores
Te aliso as nádegas
Sussurro em teus ouvidos
Beijo tua nuca e costas
Te acendo
Me aceite entre tuas pernas morenas
Me convide a entrar
E permanecer até o fim
Porque é retorno esse caminho
Em que me perco
Cego de tesão
E louco de sentidos.
Em minha boca rosados mamilos
Já desnudos.
Minha boca vai pelo teu corpo,
Procuram teus lábios carnudos
Quase tímidos em sua intimidade
Entre colunas que sustentam teu corpo
E segura meus cabelos e arfa, geme, se contorce.
E desprovida de pelos me recebe novamente
Minhas mãos sentem seus contornos
Bunda que os anjos desenharam.
E me lambe a boca
Morde meus lábios
Enquanto ri e goza nossa tarde
O tempo líquido abandona o corpo
5 de janeiro de 2011
Evoé Nelson Santana Junior.
Sim, parece que foi de repente, mas não foi. É claro que a muitos parecerá estranho aquelas portas fechadas em definitivo (será?), mas o próximo passo se fez necessário e eu fiquei aqui, sentando e pensando enquanto fumo meu Phillies Blunt e reavalio tudo o que sei, do pouco que sei, e faria o mesmo. Saber reconhecer uma chance de fazer valer o sonho e o suor da criatividade é também uma arte.
Claro que fico assim meio órfão porque o espaço havia se tornado um tipo de escritório e no último mês havia se tornado de fato. Ganhamos um espaço para poder dar vazão ao que queríamos promover culturalmente em nossa cidade. Reclamamos muito de que não há espaços aqui para que possamos realizar encontros e saraus e coisas afins. Mas cabe a nós ir cavando esses pênaltis. Me lembro sempre que quando formamos a primeira geração de poetas livres em Cuiabá a idéia era levar o poema para as praças. E me divertia quando subia nas mesas de concretos destinadas ao carteado e recitava a plenos pulmões um pouco de Castro Alves, Pessoa, Maiakovski e meus próprios. Porque aqui não?
Conheci Nelson Santana em 2008 através da Lígia Coelho que me levou ao espaço. Desde o início ele abriu as portas da BelasArtes para as intervenções que pudéssemos apresentar ali. Demorou um ano até que surgisse o projeto de Sarau que tive o prazer de comandar.
Ali levei a cabo muita coisa porque simplesmente havia o desejo dele, Nelson, de mostrar o óbvio. O espaço era massa porque as pessoas fizeram dele o que ele representava. É claro que as instalações eram convidativas e extremamente aromático. Penso agora, tenho que encontrar um bom café para apreciar.
Se você não conheceu Nelson Santana Jr não sabe o que perdeu. Um cara alto, magro e com um rosto que, a princípio, parece sério demais. Mas é um fanfarrão disfarçado em lorde inglês. Boa praça e um papo descontraído. Torço muito por seu próximo passo. Fico imensamente grato a ele pela confiança nas realizações e por ter me proporcionado o simples da normalidade que sempre busquei e poucas vezes tive.
Esse rapaz, meninão crescido, fez a logo da Ágora Cultural, assim como fez da Evoé com uma simplicidade e beleza que só os doidos possuem. Agradeço a ele por isso também. Mas creio que a gratidão maior fica por conta da amizade que oferece de peito aberto. Por isso digo... Evoé Nelson!!!
4 de janeiro de 2011
primeiro poema de 2011

De repente Carol Piva
De repente, no meio da noite,
Um grito me saúda
Vem da Valquíria musa de si mesmo
Que conheço há pouco.
Ri com a alma,
Boca aberta ao tempo
Riso de quem salta as tristezas
Mas não esqueces os espinhos.
Afinal os dias irão se suceder
E o que viveu ficará
Gravado em relevo nessa alma
Que se liberta em momentos inesperados.
Como definir a luz que entra rasgando a escuridão
Em uma noite esquecida?
A gente vai vivendo simplesmente,
Mas sempre tendo na memória
A beleza e o som da risada de Carol.
eras...
Hoje, vocês ainda não sabem, mas foi decretada o fim de uma era. Um ponto de minha história começa a fechar as portas em definitivo e infelizmente. Claro que irão me dizer que tudo é assim mesmo e que algumas coisas tem que terminar para podermos viver outras histórias.
Como todos sabem eu sai da Cia Ágora de Teatro mais ou menos em novembro passado. O motivo não foi de briga ou de discussões como alguns dizem, foi simplesmente de não me sentir contente com o rumo, ou a falta de... Continuo respeitando Fábio Dias e o mantendo como meu amigo particular. Hoje foi feita uma reunião e decidimos (Marcel e eu a convite do Ponto de Cultura) pela retomada de um projeto nosso que acabou engavetado. O audiovisual voltará a ser discutido e visto em nossa cidade. Em breve divulgo mais.Boas ideias veem por ai.
Como todos sabem eu sai da Cia Ágora de Teatro mais ou menos em novembro passado. O motivo não foi de briga ou de discussões como alguns dizem, foi simplesmente de não me sentir contente com o rumo, ou a falta de... Continuo respeitando Fábio Dias e o mantendo como meu amigo particular. Hoje foi feita uma reunião e decidimos (Marcel e eu a convite do Ponto de Cultura) pela retomada de um projeto nosso que acabou engavetado. O audiovisual voltará a ser discutido e visto em nossa cidade. Em breve divulgo mais.Boas ideias veem por ai.
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