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30 de setembro de 2010

2 grandes perdas para o cinema mundial.

Morre Tony Curtis


Site da Rolling Stone Brasil / Da redação
Ator de Quanto Mais Quente Melhor e Spartacus estava com 85 anos

Morreu na última quarta, 29, o ator Tony Curtis, aos 85 anos. Ele sofreu uma parada cardíaca em sua casa no estado de Nevada, nos Estados Unidos, de acordo com nota publicada nesta quinta, 30, no site Deadline.

Curtis fez diversos programas de TV e filmes de sucesso nos anos 50 e 60 e contracenou com grandes estrelas da época, como Henry Fonda, Sidney Poitier, Kirk Douglas e Burt Lancaster. Alguns de seus papeis de maior destaque no cinema foram em Spartacus (1960), de Stanley Kubrick, e atuando ao lado de Marilyn Monroe e Jack Lemmon na comédia Quanto Mais Quente Melhor (1959), de Billy Wilder.

O astro foi indicado ao Oscar por sua performance no drama Acorrentados, de 1958. Na década seguinte, Tony foi bastante elogiado e recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de melhor ator pela sua interpretação de Albert DeSalvo em O Homem Que Odiava as Mulheres, que narrava a história real do serial killer conhecido como "The Boston Strangler".







Morre cineasta Arthur Penn, diretor de 'Bonnie e Clyde'



Casal de criminosos foi interpretado por Warren Beatty e Faye Dunaway.
Ele morreu aos 88 anos, na noite de terça-feira (28), segundo o 'NYT'.

Morreu na noite desta terça-feira (28) o cineasta Arthur Penn, aos 88 anos. Penn é conhecido, entre outros trabalhos, por ter dirigido "Bonnie e Clyde - Uma rajada de balas", sobre o famoso casal de criminosos, interpretado no filme por Warren Beatty e Faye Dunaway
De acordo com Molly Penn, sua filha, o diretor morreu em sua casa em Manhattan, após sofrer parada cardíaca. Segundo Evan Bell, amigo e empresário de Penn, o cineasta estava doente havia um ano.
Carreira
Um dos grandes nomes do cinema americano desde o fim dos anos 1950, Penn alcançou seu maior sucesso com "Bonnie e Clyde", de 1967, que conta a história de um casal de ladrões de bancos durante a depressão econômica nos Estados Unidos (1929-1930), com roteiro de David Newman e Robert Benton. Outra obra importante, "Pequeno grande homem", estrelada por Dustin Hoffman e Faye Dunaway, seria lançada três anos depois.

Nascido em 1922 na Filadélfia e filho de um relojoeiro, Penn começou a estudar literatura, mas teve que abandonar sua formação para lutar na Segunda Guerra Mundial. Depois, continuou estudando na Itália (Perugia e Florença, ambas no centro-norte), antes de entrar no famoso Actor's Studio de Nova York.
Ingmar Bergman foi seu cineasta mais admirado e em alguns de seus filmes, Arthur Penn lança mão da precisão psicoanalítica de seu mestre na descrição dos personagens, sobretudo de heróis frustrados.
Durante a guerra, montou espetáculos teatrais para entreter os soldados, e antes de fazer cinema, Penn trabalhou para a emissora de televisão NBC e estas origens ficaram impressas em seus três primeiros filmes.
Seu primeiro longa-metragem de ficção foi "Um de nós morrerá" (1958), filme "cabeça" sobre vaqueiros dedicado a Billy The Kid, escrito por Leslie Stevens e baseado na obra televisiva de Gore Vidal. Depois se seguiu "O milagre de Anne Sullivan" (1962), adaptação de uma peça de teatro de William Gibson sobre a educação de uma menina surda e cega, que já havia dirigido antes para a televisão. Por fim, "Mickey One" (1965), uma parábola anti-macarthista com forte influência europeia.
O cinema de Arthur Penn ganhou profundidade com "Caçada humana" (1966), filme encomendado pelo produtor Sam Spiegel, com roteiro de Lillian Hellman, sobre o clima de violência em um povoado do sul dos Estados Unidos.
Mas foi "Bonnie e Clyde" que o levou ao topo da carreira. Três anos depois, ele rodou "Pequeno grande homem", feito com Dustin Hoffman e novamente Faye Dunaway, que também teve boa recepção.
Entre vários filmes irregulares e fracassados, Penn filmou dois de seus melhores e menos conhecidos filmes: "Um lance no escuro" (1975), um policial tão pessoal quanto atraente, e "Amigos para sempre" (1981), um relato sobre a juventude a partir do roteiro de Steven Tesich com claros componentes autobiográficos.
Segundo o "New York Times", Penn pode ter tido participação decisiva na eleição do então senador John F. Kennedy durante o debate em que Kennedy enfrentou Richard M. Nixon em 1960. Ele instruiu o futuro presidente a olhar diretamente para as câmeras e fazer respostas curtas e sucintas, o que deu a Kennedy uma aura de confiança e calma, que contrastou com a presença de seu adversário. Além disso, Penn também dirigiu o terceiro debate entre os dois candidatos.
Mas o próprio jornal americano acredita que a maior influência de Penn se dá no campo cinematográfico. Muito dos agora considerados clássicos do cinema americano da década de 1970, como "Taxi driver", de Martin Scorsese, e "O poderoso chefão", de Francis Ford Coppola, seriam impensáveis sem "Bonnie e Clyde", que recebeu duas estatuetas entre as dez categorias a que concorreu no Oscar.

do site G1

27 de setembro de 2010

Clara Felicidade *

Felicidade
Você está nom eu tempo
Gravada com diamante
Clara tarde em que o adeus
Veio por um beijo
Que ainda sinto em minha boca.
Olhando antigas fotos e relendo cartas
Sigo construindo meu castelo de saudades
E rascunho um bilhete
Que não tenho como entregar.
Cinco anos é tempo suficiente para esquecer?
Não quando a felicidade foi maior que a amargura.
Nem toda a vida é capaz de fazer esquecer.
Eu troquei de musas, você trocou de poeta.
Mas nossos caminhos permanecem perto.
Próximos,
E procuro pela casa as marcas que você deixou
Eu sei que estas marcas também estão em mim.
Não deixo mais em segredo nossa história,
Não deixo mais em segredo teu nome
Escondido entre frases de um poema sem tempo.
Não deixo mais minhas mãos estendidas ao nada
Elas buscam as tuas, tua cumplicidade serena.
Clara felicidade
Que tempos habitamos hoje?
Quem somos nós?
Sempre musa de um poeta descabelado.

aniversário da Brenda


A minha querida Brenda Benetton fez aniversário recentemente. Ela que é minha conselheira sentimental completou 17 anos (AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE. O que me deixa orgulhoso é que nossa amizade tb completou seu primeiro aniversário (AEEEEEEEEEEE-2. para comemorar tudo isso eu publico aqui um post do blog da Brê (http://cebolasalsa.blogspot.com/).
Bem eu já disse tudo o que eu desejo pra essa menina, mas a luz que ela tem é maior que tudo. Paz e luta sempre BRÊ



Gosto ...

Gosto de tudo. Gosto de nada. Gosto do gosto de gostar. Gosto das cores escuras, negras. Gosto das cores claras, alvas. Gosto de chás. Gosto de músicas antigas. Gosto de MPB. Gosto de Djavan. Gosto de Ana Carolina. Gosto de Caetano Veloso. Gosto de Zélia Duncan. Gosto de Lenine. Gosto de rock. Gosto de Scorpions. Gosto de Capital Inicial. Gosto de Bon Jovi. Gosto de Janis Joplin. Gosto de Slipknot. Gosto de pop. Gosto de David Guetta. Gosto de Black Eyed Peas. Gosto Katy Perry. Gosto do bonito. Gosto do feio. Gosto de contos de fadas. Gosto de histórias. Gosto da curiosidade. Gosto do estranho. Gosto de esmaltes. Gosto de cruzadas diretas. Gosto de caça-palavras. Gosto de escrever. Gosto de cantar. Gosto de dançar. Gosto de interpretar. Gosto de ler. Gosto de ser compreendida. Gosto de compreender. Gosto de ser confiada. Gosto de ter idéias anormais. Gosto de ser diferente. Gosto do silêncio. Gosto do barulho. Gosto do escuro. Gosto do claro. Gosto de cozinhar. Gosto de apartamentos. Gosto de limpeza. Gosto de equilíbrio. Gosto de estabilidade. Gosto de cozinhas sofisticadas. Gosto de decorações. Gosto das filosofias do Renato Russo. Gosto de Cazuza. Gosto de maquiagem. Gosto de hospitais. Gosto de depilação a cera fria. Gosto de toalhas pretas. Gosto de espelhos. Gosto de pão de queijo. Gosto do Jim Carrey. Gosto de SMS. Gosto do Tim Maia. Gosto do miolo do pão. Gosto dos mortos. Gosto dos vivos. Gosto de abajures. Gosto de xícaras. Gosto de Ruffles de churrasco. Gosto de Fandangos de presunto. Gosto de leite desnatado. Gosto do aconchego. Gosto de intimidade. Gosto de ajudar as pessoas. Gosto de jalecos brancos. Gosto de sundae de maracujá. Gosto de picolé de limão. Gosto de sorvete de flocos. Gosto de dormir. Gosto de inventar. Gosto de ser. Gosto de falar. Gosto de estrelas. Gosto da lua. Gosto da noite. Gosto de livros. Gosto de cinema. Gosto de balada. Gosto de ficar sozinha. Gosto de estar acompanhada. Gosto de fotografias. Gosto de cartas. Gosto de textos. Gosto de poemas. Gosto do cantar dos pássaros. Gosto do pão quente. Gosto de viajar. Gosto do novo e experimentá-lo. Gosto de fantasias. Gosto do amor. Gosto de abraços. Gosto de mãos. Gosto de olhares. Gosto do bom humor. Gosto de sorrisos verdadeiros. Gosto do mar. Gosto de fazer as pessoas sorrirem. Gosto de fazer alguém feliz. Gosto de edredom. Gosto da imaginação. Gosto da criatividade. Gosto de borboletas. Gosto de caixas. Gosto de perfumes. Gosto de animais. Gosto de bichos de pelúcia. Gosto de carne. Gosto de biologia. Gosto da história. Gosto de teatro. Gosto de flores. Gosto de organização. Gosto de montanhas. Gosto do inverno. Gosto de ficar de meia. Gosto de Toddy. Gosto de molho branco. Gosto de negros. Gosto de brancos. Gosto de amarelos. Gosto de mudança. Gosto da verdade. Gosto da justiça. Gosto de “Jogos Mortais”. Gosto de cachoeiras. Gosto de vinhos. Gosto de praças. Gosto de paisagens. Gosto do inexplicável. Gosto da conclusão. Gosto de chuva. Gosto da infância. Gosto de bebês. Gosto de anjos. Gosto de suspense. Gosto de surpresas. Gosto de mim, enfim.
21/08/10

To Be Continued ...

poema para a BelasArtes

o poema que eu fiz em homenagem ao pessoal e ao clima em que se vive e cria na Livraria & Café BelasArtes!


BelasArtes

Arábico aroma
Apaixonante instante
Entre livros, amigos e calmaria.
Repouso o corpo
E abro o peito,
A alma flerta
Neste cafeínico espaço.
Palácio de sabores
Lugar de encontros e registros,
Palco das liberdades
Reino criativo em deserto vivo.
Verdadeira plantação de verbos
Histórias, poesias.
Espaço para experimentações
E novidades.
Plantemos nossos pés neste solo.
Aqui não seremos esquecidos
Permaneceremos etéreos
Como anjos que não se levam a sério.

26 de setembro de 2010

os respeitáveis

Confusão entre políticos no aeroporto de Tupã
Agressão entre secretários de governo de Tupã e candidato a deputado

TUPÃ – Um caso de agressão envolveu secretários de governo de Tupã e o candidato a deputado federal pelo PSC e ex-prefeito de Tupã, Manoel Gaspar, ontem (24) no aeroporto de Tupã.

Por volta das 10 horas vários políticos locais, entre eles o secretário Adriano Rigoldo (secretário atual de Governo) e o candidato Manoel Gaspar aguardavam a chegada da esposa do candidato a governador, Geraldo Alckmin, dona Maria Lúcia Alckmin.

De acordo com testemunhas, o secretário Adriano Rigoldo teria dito para Manoel Gaspar que “até que enfim” teria colocado adesivos de Alckmin no seu carro. Gaspar não teria gostado e partiu para cima de Rigoldo.

A secretária de Turismo e Cultura de Tupã, Araceles Góes Morales (que é namorada de Rigoldo) entrou no meio da confusão e o soco de Gaspar acertou a mulher.

Incontinente, Rigoldo teria se apoderado de um guarda-chuvas e quebrou o objeto na cabeça do ex-prefeito Gaspar. O caso foi registrado na Polícia e a secretária de Cultura e Turismo, Aracele Góes, foi atendida num pronto-socorro em Tupã com ferimentos.


Os envolvidos na confusão política em Tupã já foram companheiros de governo. Quando Gaspar foi prefeito da cidade entre os anos de 1997 e 2004 e Rigoldo foi um de seus assessores. Já a secretária de Cultura, Aracele Góes, chegou a estagiar durante o mandato de Garpar como prefeito tupãense.

Em entrevista à Rádio Cidade de Bastos na manhã deste sábado (25) o secretário Rigoldo confirmou os fatos. Manoel Gaspar ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto.

25/09/2010 às 09:22:26

Da Redação_colaborou Rádio Cidade FM (Bastos)

24 de setembro de 2010

Lançamento do livro de Rudá Ricci

Algumas fotos do Lançamento do livro "LULISMO" de Rudá Ricci realizado na Livraria & Café BelasArtes.Dia 18/09 (mais informações em http://rudaricci.blogspot.com/)





21 de setembro de 2010

...

Quero dizer que te amo só de amor. Sem ideias, palavras, pensamentos. Quero fazer que te amo só de amor. Com sentimentos, sentidos, emoções. Quero curtir que te amo só de amor. Olho no olho, cara a cara, corpo a corpo. Quero querer que te amo só de amor.

São sombras as palavras no papel. Claro-escuros projetados pelo amor, dos delírios e dos mistérios do prazer. Apenas sombras as palavras no papel.

Ser-não-ser refratados pelo amor no sexo e nos sonhos dos amantes. Fátuas sombras as palavras no papel.

Meu amor te escrevo feito um poema de carne, sangue, nervos e sêmen. São versos que pulsam, gemem e fecundam. Meu poema se encanta feito o amor dos bichos livres às urgências dos cios e que jogam, brincam, cantam e dançam fazendo o amor como faço o poema.

Quero da vida as claras superfícies onde terminam e começam meus amores. Eu te sinto na pele, não no coração. Quero do amor as tenras superfícies onde a vida é lírica porque telúrica, onde sou épico porque ébrio e lúbrico. Quero genitais todas as nossas superfícies.

Não há limites para o prazer, meu grande amor, mas virá sempre antes, não depois da excitação. Meu grande amor, o infinito é um recomeço. Não há limites para se viver um grande amor. Mas só te amo porque me dás o gozo e não gozo mais porque eu te amo. Não há limites para o fim de um grande amor.

Nossa nudez, juntos, não se completa nunca, mesmo quando se tornam quentes e congestionadas, úmidas e latejantes todas as nossas mucosas. A nudez a dois não acontece nunca, porque nos vestimos um com o corpo do outro, para inventar deuses na solidão do nós. Por isso, a nudez, no amor, não satisfaz nunca.

Porque eu te amo, tu não precisas de mim. Porque tu me amas, eu não preciso de ti. No amor, jamais nos deixamos completar. Somos, um para o outro, deliciosamente desncessários.

O amor é tanto, não quanto. Amar é enquanto, portanto. Ponto.

Recado de Sylvio Passos


(The Killer, Sylvio Passos & Jim D.)

Correspondo-me cmo Syllvio desde 1993 e nos tornamos bons amigos. Sempre teve babacas que o acusavam de muita coisa, mas nunca comprovaram nada. Só deixaram claro a inveja do respeito e apreço que ele teve de Raul. Mais uma vez isso acontece e como faço questão de divulgar as notas que esse amigo me passa, segue abaixo na íntegra.


Nota sobre inverdades publicadas no e-book "Raul Seixas, O Homem Que Deixou A Vida Para Entrar Na História", de Isaac Soares de Souza.

Esta é uma história de quatro pessoas: TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM.
Havia um trabalho importante a ser feito e TODO MUNDO tinha certeza de que ALGUÉM o faria.
QUALQUER UM poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM o fez.
ALGUÉM zangou-se porque era um trabalho de TODO MUNDO.
TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO deixasse de fazê-lo.
Ao final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.
Autor desconhecido

Após a leitura das 100 páginas - entre inúmeras & torturantes crises de Cefaléia em Salvas - do referido e-book, e deparar-me com referências a mim e ao trabalho que há 30 anos faço em prol da memória de Raul Seixas, indignou-me os ataques pessoais, diretos ou indiretos - e descabidos - dirigidos diretamente a mim. O autor, que conheço desde 1981, época em que fundei o Raul Rock Club/Raul Seixas Oficial Fã-Clube, quando não se refere a mim com desdenho diretamente (embora, em algumas citações a minha pessoa, o autor teça elogios), deixa subentendido em seu texto os referidos ataques e inverdades, motivado, talvez, por frustrações e/ou por algum desejo de vingança(?) tendo-me como alvo dos mesmos.
Não tenho a menor intenção de "criar caso" com o autor, mas, diante dos fatos, não posso ficar quieto e deixar que, mais uma vez, venham tentar achincalhar minha imagem, nome e trabalho - coisa que, de uns tempos para cá, virou terreno comum, de certa forma. O que fica evidente para mim, além da clara falta de bom senso, é que esses que alardeiam por aí tais discrepâncias, me julgando como se fossem os bastiões dos fracos e oprimidos (sic), não tem o menor embasamento, moral ou virtude para, gratuitamente, desferirem suas queixas e mágoas para cima de mim. Se consegui alguma notoriedade com minhas ações, não foi forçada e/ou comprada, mas, sim, pela qualidade, competência, profissionalismo, transparência e, principalmente, pela honestidade aplicadas em tudo que faço. Se agrada ou não o público, aí já foge ao meu controle, afinal, usando um velho clichê, se nem Jesus Cristo agradou à todos, por que haveria eu de agradar?

Vivemos num país livre e respeito a liberdade de expressão desde que esteja corroborada a fatos e não a elucubrações baseadas em devaneios sórdidos que só fazem envenenar as mentes e corações dos incautos. Portanto, deixo abaixo os números das páginas do referido e-book onde senti-me agredido de alguma forma, e, em seguida, minha argumentação acerca de tais injurias.

Página 42: Ao se referir a oficialização de fãs-clubes, o autor fala sobre ataques de estrelismos (?) de seus fundadores e que eu distribuía as carteirinhas de seu fã-clube aos associados do Raul Rock Club. Isso nunca aconteceu. Jamais distribui carteirinhas de outros fãs-clubes aos associados do Raul Rock Club. Quanto a questão de "ataques de estrelismo", não tenho nada a dizer senão que o mal reside tão e somente nos olhos e no coração dos detratores. Na mesma página ainda sou citado como não tendo dado o divido reconhecimento ao autor(?).
Página 53: Nesta página o autor afirma que, em 1984, Raul teria entregue a mim algum material para que eu entregasse à ele por conta de um livro que o mesmo estaria escrevendo e o mesmo afirma que jamais recebeu tal material que, supostamente, Raul teria deixado aos meus cuidados. Quero deixar bem claro que Raul jamais entregou qualquer material à mim para que eu entregasse ao autor deste e-book. Vale dizer aqui também que em 1981, quando conheci Raul em sua residência, no bairro do Brooklin, zona sul de capital paulista, em minha primeira vista a sua casa, cheguei lá com a proposta, além da fundação do Raul Rock Club, de escrever um livro sobre ele e desde então Raul passou a me entregar muitos itens de seu famoso baú para que eu os recuperasse e toda sorte de material para que eu desenvolvesse minha pesquisa. Com todo aquele material a disposição (fitas, fotos, textos, manuscritos, documentos...) elaborei não só o livro, mas também projetos para discos com material raro e inédito. Nos anos seguintes, sempre que Raul entrava numa gravadora me apresentava aos diretores e produtores dizendo que eu tinha projetos e material para lançamento de discos e um livro, na esperança de que os mesmos fossem lançados naquela época juntos, talvez, com seus álbuns. Infelizmente não conseguimos lançar nada naquele período. O livro somente veio ser lançado em 1992, em parceria com meu velho amigo Toninho Buda, com o título Raul Seixas, Uma Antologia, na então pequena Martin Claret Editores (antes, em 1990, eu havia lançado pela mesma editora o livro-clipping Raul Seixas Por Ele Mesmo, pois o Sr. Martin Claret, desconhecendo Raul Seixas e seu público, queria saber se valeria a pena investir no Antologia, um livro que exigia mais cuidado e investimento em sua publicação.).
Assim como o livro, o primeiro disco com material inédito, também só foi lançado em 1992, pela Philips/Polygram com o título de O Baú Do Raul, já que Kika Seixas e Tarik de Souza estavam lançando um livro com mesmo título e, evidentemente, assim como o disco, com material que constava no famoso baú do Raul. Kika tinha alguns manuscritos que se transformou no livro para e Editora Globo e eu tinha os tapes para produzir o disco para a multi holandesa.

Página 61: No último parágrafo dessa página o autor desfere seu ataque acusando-me de falso parceiro musical de Raul na faixa, até então inédita, Anarkilópolis, a primeira versão de Cowboy Fora da Lei (1987), composta por mim e por Raul em 1984. Na acusação o autor usa expressões como "PASMEM" e diz que tal parceria é VEXATÓRIA, e que tudo fazia parte de uma armação (sic) com intuito de ludibriar o público. Cabe aqui dizer que Anarkilópolis foi composta apenas por mim e por Raul em 1984 e que a mesma deveria mesmo ter entrado no álbum Metrô Linha 743, o que infelizmente acabou não acontecendo por Raul ter entrado em estúdio para grava-la em condições não favoráveis e, principalmente, porque findava as sessões de gravação e mixagem do disco que já estava com data de lançamento marcada. O nome de Cláudio Roberto aparece na parceria por conta de que em 1987 Raul o convidou para fazer uma outra versão, a que acabou estourando em todo Brasil naquele ano. Como essa segunda versão havia sido registrada primeiro, obrigatoriamente teria que se incluir o nome de Cláudio nesta versão inédita até então (2003) não registrada. Segue, no anexo, trecho em MP3 de uma das inúmeras gravações que eu e Raul fizemos enquanto compunha-mos a canção em 1984.

O desafeto segue nas páginas seguintes, 62 e 63, respectivamente, com inúmeros equívocos cometidos nessas páginas, principalmente com relação a ficha técnica e a concepção/conceito do CD em si que não cabe explanação aqui, seguido de excertos de artigo publicado pelo jornalista Jotabê Medeiros no jornal O Estado de São Paulo acerca do lançamento em 2003. (Vide integra do artigo no final desta.)

Para finalizar quero deixar bem claro que nunca tive qualquer tipo de problema com Isaac Soares de Souza, que inclusive esteve comigo na Passeata Raulseixiticka aqui em São Paulo no último 21 de agosto. Mas, tais observações se faziam necessárias uma vez que o e-book está sendo largamente divulgado no mundo virtual.

Sem mais,

Long Live Rock and Raul!
I Know It's Only Raul Seixas (But I Like It)

Sylvio Passos

Sylvio Passos
tel. (11) 2948 2983
cel. (11) 8304 4568
Site: www.sylviopassos.com
e-mail: sp@sylviopassos.com
Os fatos prevalecem sobre os documentos.

20 de setembro de 2010

Para Pam!

Lua Cheia
Raul Seixas
Composição: Raul Seixas

Mulher, tal qual Lua cheia
Me ama e me odeia
Meu ninho de amor
Luar é meu nome aos avessos
não tem fim nem começo
Ó megera do amor!

Você é a vil caipora
Depois que me devora
Ó gibóia do amor!

Negar que me cospe aos bagaços
Que me enlaça em seus braços
tal qual uma lula do mar ...

Ó Lua Cheia, veve piscando
os seus óios para mim

Ó Lua Cheia, cê me ajudeia
desde o dia qu'eu nasci

O Sol me abandona no escuro
do teu reino noturno
ó feiticeira do amor

Ouvir o teu canto de sereia
é cair na tua teia
ó fada bruxa do amor

Uhm, negar que me cospe aos bagaços
Que me enlaça em seus braços
Tal qual uma lula do mar

Ó Lua Cheia, veve piscando
os seus óios para mim

Ó Lua Cheia, cê me ajudeia
desde o dia qu'eu nasci