29 de julho de 2008
ficando louco...
Faltam ainda alguns dias para o início das aulas na faculdade. Meu corpo anda um bagaço, sem muita vontade de coisa alguma que não seja permanecer. Ando dormindo bem pior do que o normal e isso me provoca dores pelo físico e desespero na alma. Poxa, queria repousar dessas férias onde não fiz absolutamente nada. Nem os livros que me propus ler eu consegui. Fiquei pensando na possibilidade de Gisele realmente vir a Tupã e isso me deixa louco, afinal de contas são oito anos de amizade.
Hoje é aniversário de Danie e iremos nos ver logo mais a noite. Estou esperando por isso também, por que é justamente uma coisa que tenho que fazer fora de casa. Não aguento mais ficar ali "preso" será que alguém tem a solução pra esse marasmo? Será que só eu sinto isso?
Meu deus que dias sem fim.
AH Meu pc deu pau, foi infectado e creio que irei perder as 30 páginas de meu livro novo... que bosta
Hoje é aniversário de Danie e iremos nos ver logo mais a noite. Estou esperando por isso também, por que é justamente uma coisa que tenho que fazer fora de casa. Não aguento mais ficar ali "preso" será que alguém tem a solução pra esse marasmo? Será que só eu sinto isso?
Meu deus que dias sem fim.
AH Meu pc deu pau, foi infectado e creio que irei perder as 30 páginas de meu livro novo... que bosta
9 de julho de 2008
Aos Companheiros Beat´s
O foco de qualquer coisa perde-se facilmente. O que olhamos por muito tempo não nos incomoda tanto, mas o espelho trai ao atrair para si a visão que negamos ao outro. Ver quem somos pode ser apenas perda de tempo, depende da forma de cada um encarar não só o tempo mas a si próprio.Não podemos nos levar sério demais e nem deixar que os outros digam quenão valemos nada, que estamos errados em nossa maneira de expressão. Dizer isso ao outro é tomar pra si a verdade falha de que somos perfeitos e sabedores de tudo.Uma parceria é proposta a cada vez que entramos nessa comunidade, sinto isso não só nos textos que são postados mas também, e sobretudo, nas conversas que tenho com alguns pelo msn e por e-mail.Quando somos rudes, por que cremos que ninguém liga mesmo mais hoje em dia, damos o recibo de que esquecemos do básico que a vida nos ensina a todo instante de que a humildade ainda é a solução. Creio sempre que devemos ler com olhos de leitor e não de críticos amargos. Devemos opiniar mas não atacar e que a opinião seja uma ajuda ao náufrago, nunca âncora. Por mais velhos que sejamos ou tenhamos lido e escrito somos todos amadores (no sentido de nunca sermos profissionais e no sentido lúdico de amarmos o que está aqui).Aqui nessa comunidade descobri pessoas ímpares que pretendo levar por um tempo como companhia de caminhadas e espero que seja essa a mola de propulsão desses companheiros como os trato.Mesmo quando sumo leio o que está sendo dito e fico feliz quando algo me toca a ponto de participar. Mesmo quando o que digo é asneira.Agradeço a todos a paciência e o carinho
4 de julho de 2008
ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh porra
Algumas pessoas não percebem que não podem chegar aqui sem avisar, no meio de uma reforma e esperar que eu tenha condições de dar a atenção que elas esperam receber. È igual às pessoas que me pedem que escreva a elas um poema. Coisas assim não se pedem, devem surgir com o tempo, um tempo que não é marcado pelo relógio, mas sim pela vida e pelos fatos, por mim desconhecidos, que moldam o poema em mim.
Será que um dia elas se darão conta que abandonei o palco. Não sou mais artista. Tenho direito a privacidade. Como esperam que eu escreva com o mundo caindo ao lado. Marteladas, serras, pessoas caminhando no telhado e falando alto. Quer dizer, claro que tenho amigos que surgem mesmo e são mais do que bem vindos. Por alguns eu abandono tudo, e são justamente esses que ligam avisando que estão vindo. Ou seja... quem deveria não faz e quem não precisa...
Não quero dar aqui a impressão de ser extremamente chato, só um pouco e reconheço, mas quero e preciso de o mínimo de paz para continuar escrevendo. Não quero ir a festas, nem a fest. Nem ir a casa de ninguém. Beber eu bebo enquanto falo com as pessoas pelo msn. Tenho meu cachimbo cheio...
A verdade é só uma estou cansado de mais.
Será que um dia elas se darão conta que abandonei o palco. Não sou mais artista. Tenho direito a privacidade. Como esperam que eu escreva com o mundo caindo ao lado. Marteladas, serras, pessoas caminhando no telhado e falando alto. Quer dizer, claro que tenho amigos que surgem mesmo e são mais do que bem vindos. Por alguns eu abandono tudo, e são justamente esses que ligam avisando que estão vindo. Ou seja... quem deveria não faz e quem não precisa...
Não quero dar aqui a impressão de ser extremamente chato, só um pouco e reconheço, mas quero e preciso de o mínimo de paz para continuar escrevendo. Não quero ir a festas, nem a fest. Nem ir a casa de ninguém. Beber eu bebo enquanto falo com as pessoas pelo msn. Tenho meu cachimbo cheio...
A verdade é só uma estou cansado de mais.
28 de junho de 2008
relato seco
no frio me torno mais sério,
fechado.
Caminho ainda pelas madrugadas fumando meu charuto
e acariciando minha garrafinha de uísque no bolso.
Ontem encontrei um fantasma.
Nos tratamos bem e foi só.
Hoje Frank Sinatra e rum.
A noite medirei a cidade e amanhã ainda não sei.
queria uma companhia pra um filme, um trago, um riso, um beijo...
um algo a mais
fechado.
Caminho ainda pelas madrugadas fumando meu charuto
e acariciando minha garrafinha de uísque no bolso.
Ontem encontrei um fantasma.
Nos tratamos bem e foi só.
Hoje Frank Sinatra e rum.
A noite medirei a cidade e amanhã ainda não sei.
queria uma companhia pra um filme, um trago, um riso, um beijo...
um algo a mais
26 de junho de 2008
L&PM publicará versão original da obra-prima de Kerouac

A L&PM Editores lança em breve a primeira versão da obra-prima da literatura beat: On the road (The Original Scroll), de Jack Kerouac. O livro traz os relatos das aventuras de dois jovens – Sal Paradise e Dean Moriaty – que atravessaram os Estados Unidos de costa a costa nos anos 60, relatando suas aventuras pela estrada. Entre as duas versões existem diferenças cruciais, já que Kerouac usou de suas próprias experiências para escrever este livro. Em comemoração aos 50 anos do lançamento deste clássico mundial da contracultura em 2007, a versão original foi recentemente publicada nos Estados Unidos.
On the road foi escrito entre 9 e 27 de abril de 1951, num rolo de papel telex, contabilizando um total de 40 metros ininterruptos de prosa sem espaço nem parágrafo. A obra foi escrita em tão pouco tempo devido ao estado aditivado de Kerouac, que tomava colossais doses de benzedrina. Seu uso cotidiano da droga o fez datilografar doze mil palavras quatorze horas por dia, movido por aquilo que o poeta Lawrence Ferlinghetti chamou de “febre onívora de observação”. Por anos o livro foi recusado por uma editora atrás da outra, e nessas empreitadas Kerouac o reescreveu inúmeras vezes. Até que a editora Viking Press decidiu finalmente lançar o livro, mas forçou o autor a suprimir cerca de 120 páginas. O próprio editor Malcolm Cowley cortou diversas outras, além de incluir milhares de vírgulas inúteis, segundo Kerouac. Por isso, a prosa espontânea, marca registrada do autor, praticamente inexiste na versão editada.
Existem diferenças cruciais entre as duas obras. A principal delas é a revelação dos nomes verdadeiros dos personagens como, por exemplo, o herói Dean Moriarty, na versão de 1951 aparece como Neal Cassady (escritor beat e grande amigo de Kerouac), assim como o personagem Chad King, que na versão original aparece como Allen Ginsberg. A diferença dos manuscritos inicia já na primeira frase do livro. Na versão de 1957 (conhecida até agora), consta: “Encontrei Dean pela primeira vez não muito depois que minha mulher e eu nos separamos”. Na versão original de 1951: “Encontrei Neal pela primeira vez algum tempo depois que o meu pai morreu”. Abaixo, pode-se conferir um arquivo com as primeiras páginas do livro nas duas versões.
A edição de On the Road, volume 358 da Coleção L&PM Pocket, foi traduzida por Eduardo Bueno. A tradução do manuscrito original de On the Road está sendo feita pela tradutora e jornalista Lúcia Britto.
Um dia (depois de ler Leminski)25-06-2008 (01h55’)
Um dia
Eu assumi que te abandonava
Fazia frio lá fora
Fazia frio aqui dentro.
Entre a gente um estado,
Estradas, quilômetros
Pesos e medidas.
Um dia
Disse a mim mesmo que
Ainda a amava,
Mas já era tarde,
Quase cinco da madrugada.
Vampiro que preza o tempo
Dorme antes da alvorada.
Um dia
Meus versos caíram na água
E meus poemas enxurradas
Lavaram a alma da lama
Me deixaram em desespero
Vendo minha vida encharcada
Essa vida de poeta bêbado
E sem guarda-chuva.
Um dia
Ganhei dinheiro com um poema que eu não gostava.
Dorme em meu barulho
Me disse o passado
Um outro verso de alguém me disse o presente
E eu, pessoniando, disse que era fingindo que se estava.
Um dia
meu blues tocou no silêncio
Quebrou um prato, dois copos e meus óculos
Ósculo roubado diante da tua casa
Amplexos dados no adeus das palavras.
Um dia
Amanheci querendo um cigarro,
Pisando em originais
Espalhados pela casa.
Meus pés, manchados de mim
Produziram marcas
No branco azulejo da materna casa.
Um dia
Me apaixonei pela vida que levava.
Acordei mais cedo e terminei a escola.
Para os outros era tarde,
Para mim ainda dava.
Um dia
Surpreendi a vida com uma navalha
Esculpi um anjo torto nas minhas palavras,
Expulsei uns demônios que não me serviam de nada,
Abarquei mais alguns numa mesa lotada.
Um dia
Esqueci a carteira de cigarros na casa da namorada
Nunca voltei.
O abandono clássico não funciona comigo.
Quero sempre diferente o que todos pedem de entrada
Um dia
Olhei com tesão para o além da estrada.
Sem calção de banho pulei no mar da saudade
E vi que afundava a cada braçada.
Nadando ao contrário fui perdendo a razão.
Um dia
escrevi um poema quando menos esperava.
Fazia um frio medonho
E ao meu lado seus olhos me diziam
Tantas coisas em silêncio
Que não respondi nada.
Meu silêncio fala mais alto
E nesse sentido meia palavra basta
Eu assumi que te abandonava
Fazia frio lá fora
Fazia frio aqui dentro.
Entre a gente um estado,
Estradas, quilômetros
Pesos e medidas.
Um dia
Disse a mim mesmo que
Ainda a amava,
Mas já era tarde,
Quase cinco da madrugada.
Vampiro que preza o tempo
Dorme antes da alvorada.
Um dia
Meus versos caíram na água
E meus poemas enxurradas
Lavaram a alma da lama
Me deixaram em desespero
Vendo minha vida encharcada
Essa vida de poeta bêbado
E sem guarda-chuva.
Um dia
Ganhei dinheiro com um poema que eu não gostava.
Dorme em meu barulho
Me disse o passado
Um outro verso de alguém me disse o presente
E eu, pessoniando, disse que era fingindo que se estava.
Um dia
meu blues tocou no silêncio
Quebrou um prato, dois copos e meus óculos
Ósculo roubado diante da tua casa
Amplexos dados no adeus das palavras.
Um dia
Amanheci querendo um cigarro,
Pisando em originais
Espalhados pela casa.
Meus pés, manchados de mim
Produziram marcas
No branco azulejo da materna casa.
Um dia
Me apaixonei pela vida que levava.
Acordei mais cedo e terminei a escola.
Para os outros era tarde,
Para mim ainda dava.
Um dia
Surpreendi a vida com uma navalha
Esculpi um anjo torto nas minhas palavras,
Expulsei uns demônios que não me serviam de nada,
Abarquei mais alguns numa mesa lotada.
Um dia
Esqueci a carteira de cigarros na casa da namorada
Nunca voltei.
O abandono clássico não funciona comigo.
Quero sempre diferente o que todos pedem de entrada
Um dia
Olhei com tesão para o além da estrada.
Sem calção de banho pulei no mar da saudade
E vi que afundava a cada braçada.
Nadando ao contrário fui perdendo a razão.
Um dia
escrevi um poema quando menos esperava.
Fazia um frio medonho
E ao meu lado seus olhos me diziam
Tantas coisas em silêncio
Que não respondi nada.
Meu silêncio fala mais alto
E nesse sentido meia palavra basta
24 de junho de 2008
23 de junho de 2008
TO SWEET AFTERNOON (para uma surpreendente tarde com C.)
Nessa fria tarde
Se você estivesse aqui
eu te diria sobre sua boca
seus olhos,
e saberia qual é teu perfume.
e saberia como é quando sua pele arrepia.
Quando seca a sua boca
e vc a umedece com a língua
eu te banharia.
E veria seus olhos
e encararia seu riso
e te seguraria as mãos
e sentiria sua pulsação
e sussurraria no teu ouvido
"quer que eu pare?"
posso chegar mais perto?
adoraria sentir o cheiro de sua pele, o sabor do seu corpo
segurar seus cabelos entre meus dedos
e te morder de leve a orelha
eu te esquentaria nesse frio que faz?
beijaria seus ombros
e seu rosto,
querendo experimentar sua boca
sentir sua língua
sentir seu hálito
te encostaria na parede
e beijaria seu pescoço
e te abraçaria forte
eu visitaria seu corpo
como um sopro leve
como um arrepio inesperado
como uma excitação
eu visitaria seu corpo
como um sopro leve
como um arrepio inesperado
como uma excitação
apertaria seu corpo no meu
e vc me sentiria rijo
vc morderia meus ombros
e eu desceria meus lábios
vc quer?
beijaria seu colo
sentiria em meus lábios seu coração pulsar
e suas mãos segurariam meus cabelos
e eu te sentiria mais ofegante
mas querendo que eu fosse devagar
querendo sentir mais meus beijos
me sentindo excitado como agora
querendo ser o teu espaço
pra você vagar
quer sentir minha língua em seus mamilos?
Eu excitado. preso dentro da calça,
machucando, querendo espaço
querendo sair desse aperto
e me abrigar em outro espaço
vestir você
são suas as mãos que me tocam?
e seu corpo como reage?
minhas mãos
quer
seu corpo
minha boca quer seu corpo
e te beijo a nuca
lentamente
sentindo o contado
vc o sente pressionando sua pele?
eu a despiria com a sede do deserto
beberia seu corpo
e voltaria procurando seus lábios
eu te tocaria de leve
acariciaria
umedeceria meus dedos
eu iria entrando lentamente.
vendo seus olhos se fecharem de prazer
e um doce sorriso
quero sentir o gosto de sua excitação
beijaria sua barriga
passaria a língua pelo seu umbigo
e vc tem urgência em que eu desça?
vc quer que minha língua?
sinta então
meu beijo em seu sexo
minha língua passeando pelo seu corpo
vc quer mais...
eu te toco e te sugo
como uma fruta com polpa doce
uma mão no teu seio
migrando pra tua boca
suas pernas me prendem as costas
quero te sentir no fim
vc sente minha mão em vc?
te tocando?
eu fico em êxtase calmo
ouvindo seu gemido
e vendo seu corpo reagir
estou me livrando das calças
estou duro
quer sentir?
sua mão passeia pelo meu membro
e se fecha firme
vc me masturba
enquanto te beijo
como estão tuas mãos? ocupadas?
eu me deito sobre você
quer que eu entre?
eu o encosto em vc
e lentamente seu corpo vai aceitando
um leve suspiro
tua boca na minha
e entro
nos encaixamos
sua boca é meu ninho
seu corpo é meu pouso
e sigo dentro de você
querendo te deixar louca
querendo ouvir seu gemido
querendo saber se você está se tocando
imaginando tudo o que há
vou dentro de vc
ouvindo essa voz doce
arranhando tuas pernas
e vc me beija o pescoço
e morde meu peito
eu seguro firme seu cabelo
e entro mais uma vez
até o fim.
vc mexe o quadril
e me deixa
mais a fim
quero te fazer gozar
ouvir seu gemido
quero ouvir
aumento um pouco o ritmo
e vou cada vez mais fundo
vc me prende dentro de vc
e eu puxo seus cabelos
mordo seu queixo
vc quer que eu goze?
eu sinto seu corpo convulsionar
se fechar em torno de mim
seus seios em meus lábios
e aumento o ritmo
querendo te deixar inerte
até o fim
querendo ir mais fundo em vc
sentir sua respiração
vc quer meu gozo quente
eu quero seu sorriso de prazer
sua perna me puxa pra mais dentro
com força
vc tem urgência
mais ritmo
mais úmido
duro dentro de você
cada vez mais quente
cada
ida e vinda
seu corpo me pede mais
até o fim
vc me quer todo dentro de vc
sinto seu gozo se aproximando
eu quero que vc me cavalgue
vc se senta
sobre mim
encaixando mais perfeitamente
indo até o fim
vc se mexe
subindo e descendo
eu seguro seus quadris
e encaro teus olhos
selvagens
quero ir mais fundo
eu os seguro
e fecho as mãos
toco seus mamilos
vc sobre e desce mais forte
mais rápido
rebola sobre mim
teu sexo abarca o meu
vem de novo
joga o corpo pra trás
e eu toco teu sexo,
e massageio de leve enquanto ainda
vc me domina
quero gozar em você
Se você estivesse aqui
eu te diria sobre sua boca
seus olhos,
e saberia qual é teu perfume.
e saberia como é quando sua pele arrepia.
Quando seca a sua boca
e vc a umedece com a língua
eu te banharia.
E veria seus olhos
e encararia seu riso
e te seguraria as mãos
e sentiria sua pulsação
e sussurraria no teu ouvido
"quer que eu pare?"
posso chegar mais perto?
adoraria sentir o cheiro de sua pele, o sabor do seu corpo
segurar seus cabelos entre meus dedos
e te morder de leve a orelha
eu te esquentaria nesse frio que faz?
beijaria seus ombros
e seu rosto,
querendo experimentar sua boca
sentir sua língua
sentir seu hálito
te encostaria na parede
e beijaria seu pescoço
e te abraçaria forte
eu visitaria seu corpo
como um sopro leve
como um arrepio inesperado
como uma excitação
eu visitaria seu corpo
como um sopro leve
como um arrepio inesperado
como uma excitação
apertaria seu corpo no meu
e vc me sentiria rijo
vc morderia meus ombros
e eu desceria meus lábios
vc quer?
beijaria seu colo
sentiria em meus lábios seu coração pulsar
e suas mãos segurariam meus cabelos
e eu te sentiria mais ofegante
mas querendo que eu fosse devagar
querendo sentir mais meus beijos
me sentindo excitado como agora
querendo ser o teu espaço
pra você vagar
quer sentir minha língua em seus mamilos?
Eu excitado. preso dentro da calça,
machucando, querendo espaço
querendo sair desse aperto
e me abrigar em outro espaço
vestir você
são suas as mãos que me tocam?
e seu corpo como reage?
minhas mãos
quer
seu corpo
minha boca quer seu corpo
e te beijo a nuca
lentamente
sentindo o contado
vc o sente pressionando sua pele?
eu a despiria com a sede do deserto
beberia seu corpo
e voltaria procurando seus lábios
eu te tocaria de leve
acariciaria
umedeceria meus dedos
eu iria entrando lentamente.
vendo seus olhos se fecharem de prazer
e um doce sorriso
quero sentir o gosto de sua excitação
beijaria sua barriga
passaria a língua pelo seu umbigo
e vc tem urgência em que eu desça?
vc quer que minha língua?
sinta então
meu beijo em seu sexo
minha língua passeando pelo seu corpo
vc quer mais...
eu te toco e te sugo
como uma fruta com polpa doce
uma mão no teu seio
migrando pra tua boca
suas pernas me prendem as costas
quero te sentir no fim
vc sente minha mão em vc?
te tocando?
eu fico em êxtase calmo
ouvindo seu gemido
e vendo seu corpo reagir
estou me livrando das calças
estou duro
quer sentir?
sua mão passeia pelo meu membro
e se fecha firme
vc me masturba
enquanto te beijo
como estão tuas mãos? ocupadas?
eu me deito sobre você
quer que eu entre?
eu o encosto em vc
e lentamente seu corpo vai aceitando
um leve suspiro
tua boca na minha
e entro
nos encaixamos
sua boca é meu ninho
seu corpo é meu pouso
e sigo dentro de você
querendo te deixar louca
querendo ouvir seu gemido
querendo saber se você está se tocando
imaginando tudo o que há
vou dentro de vc
ouvindo essa voz doce
arranhando tuas pernas
e vc me beija o pescoço
e morde meu peito
eu seguro firme seu cabelo
e entro mais uma vez
até o fim.
vc mexe o quadril
e me deixa
mais a fim
quero te fazer gozar
ouvir seu gemido
quero ouvir
aumento um pouco o ritmo
e vou cada vez mais fundo
vc me prende dentro de vc
e eu puxo seus cabelos
mordo seu queixo
vc quer que eu goze?
eu sinto seu corpo convulsionar
se fechar em torno de mim
seus seios em meus lábios
e aumento o ritmo
querendo te deixar inerte
até o fim
querendo ir mais fundo em vc
sentir sua respiração
vc quer meu gozo quente
eu quero seu sorriso de prazer
sua perna me puxa pra mais dentro
com força
vc tem urgência
mais ritmo
mais úmido
duro dentro de você
cada vez mais quente
cada
ida e vinda
seu corpo me pede mais
até o fim
vc me quer todo dentro de vc
sinto seu gozo se aproximando
eu quero que vc me cavalgue
vc se senta
sobre mim
encaixando mais perfeitamente
indo até o fim
vc se mexe
subindo e descendo
eu seguro seus quadris
e encaro teus olhos
selvagens
quero ir mais fundo
eu os seguro
e fecho as mãos
toco seus mamilos
vc sobre e desce mais forte
mais rápido
rebola sobre mim
teu sexo abarca o meu
vem de novo
joga o corpo pra trás
e eu toco teu sexo,
e massageio de leve enquanto ainda
vc me domina
quero gozar em você
Felicidade
Labirinto de incertezas
Onde o passo transfere
O tempo,
A busca pelo o que se é.
Flechas lançadas ao INFINITO.
Eros brincalhão,
Bufão dos sentidos.
Comprimidos entre o medo e a ação
A felicidade
É criança que corre debaixo de chuva
É o amor que brinda a vida
É o doce olhar escondido atrás das lentes
É o riso que brota num incerto momento.
Felicidade de poeta
É sentar-se cheio
E ver aos poucos
O peito e a mente
Murchando com a tinta da caneta
Que traduz o que é felicidade
Mesmo sendo intraduzível.
Felicidade é tentar,
É prazeroso o erro no amor
A certeza fugidia do amanhã.
Felicidade sou eu
E você.
Felicidade é saber reconhecer
O instante do ponto final.
Tupã 01 de março de 2007
Labirinto de incertezas
Onde o passo transfere
O tempo,
A busca pelo o que se é.
Flechas lançadas ao INFINITO.
Eros brincalhão,
Bufão dos sentidos.
Comprimidos entre o medo e a ação
A felicidade
É criança que corre debaixo de chuva
É o amor que brinda a vida
É o doce olhar escondido atrás das lentes
É o riso que brota num incerto momento.
Felicidade de poeta
É sentar-se cheio
E ver aos poucos
O peito e a mente
Murchando com a tinta da caneta
Que traduz o que é felicidade
Mesmo sendo intraduzível.
Felicidade é tentar,
É prazeroso o erro no amor
A certeza fugidia do amanhã.
Felicidade sou eu
E você.
Felicidade é saber reconhecer
O instante do ponto final.
Tupã 01 de março de 2007
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