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18 de janeiro de 2010

lançamento

No dia 9 de março (meu aniversário), chegará às lojas dos EUA, um novo álbum de Jimi Hendrix. Trata-se do disco "Valleys of Neptune", que traz 12 gravações de estúdio realizadas em 1969. Quarenta anos depois de sua morte. O futuro lançamento resultou da parceria entre a família do lendário guitarrista e o Sony Commercial Music Group. O repertório terá covers como "My Bleeding Heart" [Elmore James] e "Sunshine of Your Love" [Cream] e composições de Hendrix. "Este disco oferece uma visão única da maestria de Jimi nos processos de gravação e demonstra que ele era tão inovador no estúdio como ao tocar guitarra. Sua sabedoria brilha em cada uma destas maravilhosas canções", explica em um comunicado Janie Hendrix, irmã do guitarrista e presidente da Experience Hendrix LLC, a fundação que protege o legado de Jimi Hendrix. Segundo Janie Hendrix há material [áudio e vídeo] para abastecer uma década de novidades aos fãs. O novo álbum "Valleys of Neptune" irá trazer gravações de 1969, um ano antes de Jimi falecer. Jimi Hendrix nasceu em Seattle, EUA, em 1942 e faleceu em Londres no dia 18 de setembro de 1970, aos 27 anos de idade.

texto de Zeca Camargo sobre o novo Sherlock Holmes



Enfim, fiquei com essa lista na cabeça porque esta semana fui assistir a essa nova adaptação de Sherlock Holmes para o cinema. Será possível que dali vai sair uma nova série, “à la 007”? Viria por aí, pelo menos, um segundo filme? Com aquele final para lá de “aberto” – calma, isso não é um “spoiler”! – e mais a bilheteria de, por enquanto, US$ 165 milhões (só nos Estados Unidos), é bem provável que sim. Mas será que vamos querer ver mais uma aventura desse que eu chamaria – como no título do post de hoje – de “o primeiro herói de ação” (uma brincadeira, claro com o título original de um deslize na carreira de Schwarzenegger…)?
Sabendo que vou levantar algumas sobrancelhas de quem ler isso, eu diria que sim – desde que seja dirigido por Guy Ritchie! Isso mesmo! Madonna, você está ouvindo? Seu ex-marido pode, sim, dirigir bons filmes – desde eles tenham bons personagens. Ah, e bom atores…
Confesso que fui ver “Sherlock Holmes” quase que como uma obrigação. Sem ter assistido a “Homem de Ferro”, sempre tive dificuldade para “entender” o “renascimento” de Robert Downey Jr – um ator que sempre gostei à distância, mas que não me inspirava a comprar ingresso para nenhum filme simplesmente pela sua presença nos créditos… Porém, com tanta publicidade em torno de sua “reinvenção” do clássico detetive inglês, achei que deveria conferir. O fato de Guy Ritchie assinar a direção também jogava contra – eu nunca fui muito seu fã, nem daqueles primeiros trabalhos que lançaram sua carreira, como “Jogos, trapaças e dois canos fumegantes” (1998). E uma admiração pelos livros do criador de Sherlock, Sir Arthur Cona Doyle – que devorei na minha adolescência (me lembro até hoje do frio na espinha ao ler “O cão dos Baskerville”!) – também contribuía para minha resistência a encarar “Sherlock Holmes”…
Tudo começa muito mal. Em cenas escuras demais – mesmo para a noite de Londres do final do século 19 –, acompanhamos a captura de um assassino místico, Lord Blackwood (Mark Strong), numa sequência que parece um pastiche de Harry Potter. Uma interessante fragmentação do plano de ataque de Holmes (retomada de maneira ainda fascinante depois, numa cena de luta que é quase uma homenagem a “Clube da luta”) quebra um pouco a monotonia dessa introdução. Mas nada parece especialmente cativante na primeira meia hora desse filme.
O Holmes de Robert Downey Jr parecia ter passado um ponto além da caricatura. Apesar de Lord Blackwood ser um clássico vilão, ele não me convenceu logo de cara. E as cenas de ação pareciam se repetir sem muita novidade. Mas aí algo surpreendente aconteceu: num recurso que Ritchie usaria ainda em vários momentos do filme – inclusive nas explicações para todos os mistérios de Lord Blackwood –, ao demonstrar como Sherlock seguiu sua provável ex-namorada, Irene Adler (a ótima Rachel McAdams), uma sequência rápida, fragmentada e deslumbrante vai se revelando diante dos nossos olhos. Uma perseguição sutil, por becos londrinos – que passa até por um pátio onde um circo popular está sendo armado (uma cena que eu achei bonita demais para ser apenas um pano de fundo!) – me cativou aos poucos. E eu não queria mais parar de ver “Sherlock Holmes”.
Passei a olhar tudo de uma maneira diferente. Downey Jr continuava ligeiramente afetado, mas eu já não me importava. O camarada de Holmes – o doutor John Watson, interpretado por Jude Law – passou a não ser apenas um personagem secundário, mas alguém fundamental para a trama. Fiquei mais instigado a desconfiar do lado “místico” do vilão. E as cenas de suspense ficaram ainda mais interessantes (uma delas, no que parece ser um frigorífico de porcos, me pareceu bastante original). Era como se eu me sentisse, enfim, desafiado a me envolver naquilo tudo – uma façanha que, diga-se, “Avatar” não foi capaz de cumprir…
Aceitei o convite ao desafio numa boa – e me senti recompensado. O final – repetindo, isso não é um “spoiler” – é meio “Mandrake”, tipo “Tudo se ilumina”. Mas você logo se lembra que não está vendo nenhum filme de arte – e tudo bem… Até mesmo quando você percebe que existe um “gancho” óbvio para a continuação da “saga” – “Sherlock Holmes 2”, seria o nome? – você relaxa e diz “tudo bem, vou esperar pela continuação…
Vou passar agora pelo menos umas duas semanas sem entrar propriamente num cinema para assistir o filme. Por conta de um novo projeto no trabalho, vou visitar lugares fora do Brasil onde o cinema não será exatamente uma prioridade. Por isso mesmo, de certa maneira, fico feliz de ter (aberto e) fechado minha temporada de cinema de começo de ano com “Sherlock”. Olhando o que está em cartaz nas grandes capitais, poderia ter sido muito pior – imagine… “Alvin e os esquilos 2”…
Assim, viajo feliz – tentando espantar a fase ruim, olhando para novos horizontes (sobretudo geográficos!), e com a certeza de que quando algum amigo me perguntar se estou melhor, eu poderei responder com a frase que o próprio Robert Downey Jr não fala sequer uma vez neste seu novo filme, mas que assim mesmo é uma marca de seu personagem… “Elementar, meu caro Watson”…


(leia a coluna toda no site http://colunas.g1.com.br/zecacamargo/2010/01/14/o-primeiro-heroi-de-acao/)

14 de janeiro de 2010

Johnny Cash terá mais um álbum póstumo lançado



LOS ANGELES (Reuters) - Mais de seis anos após sua morte, Johnny Cash estará de volta às lojas em fevereiro com um novo álbum que vai incluir uma das últimas canções que o legendário artista country compôs.
Anunciado como o último álbum de uma série de gravações de retorno comandadas pelo produtor Rick Rubin, "American VI: Ain't No Grave" será lançado em 26 de fevereiro, o 78o aniversário do nascimento de Cash, disse uma porta-voz de Rubin.
Como é o caso dos álbuns que o precederam, "Ain't No Grave" inclui vários covers acústicos, incluindo canções escritas por Sheryl Crow e Kris Kristofferson e também uma canção gospel que já teve cover anterior de Bob Dylan.
O próprio Johnny Cash contribuiu com "I Corinthians: 15:55", que compôs em seus últimos três anos de vida. Ele morreu em 12 de setembro de 2003, após anos com a saúde fragilizada e apenas quatro meses após a morte de sua mulher, June Carter Cash. Em junho de 2006 Johnny Cash liderou a parada de álbuns pop nos EUA com "American V: A Hundred Highways."
A série "American Recordings" começou em 1994, depois de Rick Rubin ter resgatado Johnny Cash de uma fase de baixa criativa e comercial. Aclamadas pela crítica, suas colaborações receberam seis Grammy e levaram ao surgimento de toda uma nova geração de fãs atraídos por covers melancólicos de artistas como Beck, Nick Cave, Neil Diamond e Depeche Mode. O maior sucesso de Cash na época foi "Hurt", do Nine Inch Nails, cujo vídeo comovente serviu como seu adeus final.
A lista de faixas de "Ain't No Grave" inclui "Redemption Day," de Sheryl Crow, e "For The Good Times," de Kris Kristofferson, além de "A Satisfied Mind," de Joe "Red" Hayes e Jack Rhodes, a faixa de abertura do álbum pouco apreciado "Saved" (1980), de Bob Dylan.
Johnny Cash também fez covers de "Can't Help But Wonder Where I'm Bound," de Tom Paxton, "Cool Water," de Bob Nolan, e "Aloha Oe," de Queen Lili'uokalani. Ele modernizou a canção antiguerra de Ed McCurdy "Last Night I had the Strangest Dream," que também aparece em seu álbum de concerto de 1969 "At Madison Square Garden."


(Reportagem de Dean Goodman)

12 de janeiro de 2010

12 de janeiro - madrugada

Nua
sua nuca arrepia ao contato
da minha
língua.
E meu peito pressiona sua omoplata.
sua língua abençoa meu dedo
e sua boca sussurra de leve
o ardor de toda sua pele.
A minha barba e seu cabelo se
emaranham.
Seus seios contra a parede, seu corpo
recebe as tintas de meu poema.
Sua coluna aceita minha língua e
sua mão guia a minha
pelo labirinto de nosso desejo.
E o toque íntimo é úmido,
de uma calma alucinante
retira o ar de seu corpo.
Nossas bocas se unem
em um resgate boêmio.
Suga a minha língua,
desarruma meus cabelos
nossas mãos nos tateiam
os corpos.
Ah, te quero tanto
more em emeu abraço
faça de meu beijo o seu segredo.
façamos do gozo a luz de nossso amanhecer

11 de janeiro de 2010

e o besta aqui que sempre achou que o poeta podeia escrever sobre tudo, mas me censuram.
Você caminha em silêncio,
teu corpo é todo balanço,
teus olhos são armadilhas,
e eu me rendo.
O sorriso que tua boca desenha
me deixa também risonho.
Aquecido por uma perigosa
aproximação.
E invade meu pensamento santo
querendo repouso de tudo
que me cerca.
E o castanho dos teus cabelos
me invade o verde dos olhoa,
me perfuma o abraço
me abarca e prende.
Como tua boca, pecaminoso convite
me arrepia o espírito
me entrego.
Passeia em meu verso, em meu sonho,
meu delírio tem seu nome

7 de janeiro de 2010

ESTREIA-"Amor Extremo" retrata romance entre poeta e 2 mulheres

SÃO PAULO (Reuters) - O cinema sempre adorou artistas conturbados. Afinal, é mais fácil transformar em filme vidas e amores de pessoas pouco convencionais do que encontrar algum brilho na simplicidade de uma existência supostamente regrada. Nesse sentido, o drama inglês "Amor Extremo", que estreia sexta-feira em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre, encontra material de sobra numa história polêmica, supostamente de fundo verídico, envolvendo o galês Dylan Thomas (1914-1953), considerado um dos grandes poetas da língua inglesa.
Década de 1940, em Londres. Vera Philips (Keira Knightley, de "Desejo e Reparação") é uma cantora emergente, apesar dos bombardeios alemães que atingem a capital britânica em plena 2a Guerra. Dylan Thomas (Matthew Rhys, da série "Brothers & Sisters") é um poeta que viverá uma caso tórrido com a cantora, sua antiga paixão, e sua mulher, Caitlin (Sienna Miller, de "Stardust - O Mistério da Estrela").
Vera resiste a este envolvimento e se casa com William (Cillian Murphy, de "Batman Begins"). Ainda assim, aceita viver numa casa ao lado da família de Dylan, numa região rural do País de Gales, enquanto seu marido vai lutar na 2a Guerra. É nesse momento que as coisas ficam bastante conturbadas para o trio.
Dylan ama Vera, que corresponde, mas também parece gostar muito de Caitlin, a mulher de Dylan, e mesmo de seu marido. Quando este volta do front, escandaliza-se com a situação e, numa noite, chega a ameaçar a todos com uma arma, o que gera um processo judicial.
Fica muito evidente que o trio, formado por Dylan, Vera e Caitlin, tem dificuldades para lidar com a vida real e amadurecer de verdade. Como as duas atrizes, que não tem muita química entre si, pouco conseguem tirar de seus personagens, sobra espaço para Rhys interpretar um Dylan Thomas menos caricato e com certo humor. Ele pode não parecer muito real - apenas uma versão cinematográfica do verdadeiro poeta -, mas, ainda assim, consegue chamar para si as atenções e permitir que o filme ganhe um pouco mais de energia sempre que entra em cena.
Dirigido por John Maybury ("Camisa de Força") a partir de um roteiro de Sharman Macdonald (dramaturga e mãe da atriz Keira Knightley), "Amor Extremo" parece um pouco fascinado demais pela vida boêmia e repleta de escândalo de seus personagens, mas falha em dar-lhes maior veracidade na tela.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)


* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

6 de janeiro de 2010

17 anos de amizade


Esse ano completamos, Wander "The Killer" e eu 17 anos de amizade sem nunca discutirmos. Mais do que um amigo ele se tornou meu irmão e bom ter um amigo assim. Aproveito aqui e faço uma homenagem às pessoas que formavam nossa máfia desde a época do colégio.
Ouçam no volume máximo

5 de janeiro de 2010

uma xícara de café (papeando com fabianesa@)

café é um beijo dado num momento que não se espera
mas é o beijo que se quer
é quando a língua da pessoa visita sua boca
e arrepia a alma
estou tomando
as mãos quentes envolvem a xícara e
me entorpece o aroma.

4 de janeiro de 2010

2010

Olá, o primeiro post do ano é muito especial para mim. Primeiro porque começamos os 7 anos de existência desse espaço. Fico muito feliz porque tem amigos que me acompanham desde as primeiras publicações. A vida recomeça de uma forma linda para mim. Preste atenção no vídeo que gravei dia 02 de janeiro