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12 de agosto de 2010

John Belushi ganhará cinebiografia


John Belushi ganhará cinebiografia, segundo informou o site The Hollywood Reporter. Steven Conrad (À Procura da Felicidade) e Todd Phillips (Se Beber Não Case) estão elaborando um longa-metragem dedicado à vida do comediante norte-americano.

Após muitas tentativas, a Warner Bros. finalmente adquiriu os direitos para contar a história do ator. O roteiro ficará a cargo de Conrad enquanto que Phillips será encarregado da produção. O The Hollywood Reporter comenta que ainda não se sabe quem dirigirá o longa-metragem. Alexandra Milchan e Bonnie Timmerman também estão produzindo.

John Belushi foi um dos comediantes de maior sucesso nos Estados Unidos, integrando o time de artistas do programa televisivo Saturday Night Live, entre os anos de 1975 e 1979, e lançando diversos filmes, entre eles o bem sucedido Os Irmãos Cara-de-Pau (1980). Ele morreu em 1982, aos 33 anos, por conta de uma overdose de drogas.

A equipe está à procura de um ator para ocupar o posto de protagonista. Zach Galifianakis (Se Beber, Não Case) é tido como um dos favoritos para o papel. No entanto, ele já tem 40 anos, assim como Jack Black - outro artista que poderia interpretar Belushi. Os nomes de Jonah Hill, de 26 anos, e Seth Rogen, de 28, também foram cotados.

Este será o segundo filme sobre a vida de John Belushi. O primeiro foi lançado em 1989, com o título Wired - uma adaptação da polêmica biografia Wired: The Short Life and Fast Times of John Belushi (1984), do jornalista Bob Woodward. O longa-metragem estrelado por Michael Chiklis foi boicotado pela família e pelos amigos do ator.

Neste novo projeto, a viúva do comediante, Judith Belushi Pisano, será a produtora executiva. Em 2005, ela publicou Belushi: A Biography.



fonte: http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/john-belushi-ganhara-cinebiografia/

31 de julho de 2010

Morre o cenógrafo Cyro Del Nero


O cenógrafo Cyro del Nero (Foto: Divulgação)

Morreu na madrugada deste sábado (31),aos 78 anos, o cenógrafo brasileiro Cyro del Nero. Paulistano do bairro do Brás, ele criou cenas para diversas peças de teatro e óperas, além de ter um importante papel na TV brasileira. Segundo sua assessoria de imprensa, a causa da morte foi insuficiência coronariana e ele deixa esposa e sete filhos.

O velório de del Nero está sendo realizado na tarde deste sábado (31) na capela do Cemitério Primaveras, em Guarulhos. Seu corpo será cremado às 17h, no crematório do mesmo local, projetado por ele em 2004, com jardins de inverno que considerava "atemporais".

Del Nero foi considerado o melhor cenógrafo nacional da 5ª Bienal de Artes Plásticas de São Paulo e também era professor da Universidade de São Paulo. Além de passar pela TV Record, Tupi e Excelsior, foi diretor de arte da TV Globo e responsável por diversas aberturas de novelas, além de criar as aberturas e o cenário dos números musicais do “Fantástico” na década de 1970. Eles são considerados os primeiros videoclipes produzidos no país.

Dentre os seus trabalhos, merecem destaque as aberturas da novela "Gabriela" (1975) e do infantil "Vila Sésamo". Também fez os logotipos do primeiro "Roberto Carlos Especial", de 1974, do folhetim "O espantalho" (exibido na Record, em 1977) e da TV Bandeirantes. O desenho atual é uma variação do modelo criado por ele no começo dos anos 1980.

Dentre os números musicais que produziu, "Gita", de Raul Seixas, é marcante. Criado em 1974, ele serviu de modelo para todos os outros feitos pelo "Fantástico". Pela inovação de "Gita", o cenógrafo disputa com Nilton Travesso o título de "primeiro videoclipe brasileiro".

Em 1975, Travesso dirigiu para o programa dominical o clipe de "América do Sul", de Ney Matogrosso. Ele defende que esse foi o primeiro videoclipe nacional por não ter sido realizado em estúdio e por utilizar o recurso da dublagem.

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/07/cenografo-brasileiro-cyro-del-nero-morre-aos-78-anos.html

30 de julho de 2010

7 ANOS SEM SAM PHILLIPS

Hoje completa 7 anos da morte do fundador da Run Records. Reproduzo abaixo uma matéria publicada no dia.

(Elvis, Scoty Moore, JD Summers à frente Sam Phillips)



Morre Sam Phillips, pai do rock and roll

(http://whiplash.net/materias/news_945/015322-elvispresley.html)

Sam Phillips, pioneiro do rock and roll e descobridor de artistas como Elvis Presley e Johnny Cash morreu na noite dessa quarta-feira (30), aos 80 anos, em um hospital de Memphis, segundo informou uma porta-voz desse centro.

Nascido no Alabama, Phillips morreu no hospital St. Francis de Memphis, por causa de problemas respiratórios, segundo fontes ligadas ao músico.

Desde seu pequeno estúdio discográfico Sun Records em Memphis, Phillips contribuiu para lançar à fama o jovem Elvis Presley, que se tornaria o "rei do rock",

Nos anos 50, Phillips lançou as carreiras artísticas de outras grandes figuras do rock, como Johnny Cash, Jerry Lee Lewis, Roy Orbison e Carl Perkins.

Foi em 1953 que Phillips descobriu o talento de Elvis Presley, que apareceu no estúdio para gravar duas canções para dar para sua mãe em seu aniversário.

Um ano depois, Phillips produzia o primeiro de nove discos de Presley: That's All Right, Mama.

Em 1956, Phillips passou por US$ 35 mil o contrato com Presley para a empresa discográfica RCA.

Phillips foi introduzido no Salão da Fama do Rock and Roll em 1986, nove anos depois da morte, em 1977, de Elvis Presley, que tinha então 42 anos.
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Agora reproduzo uma conversa entre Sal e Ike Tuner

Sam Phillips, Ike Turner e as origens do rock

(http://atemporalizando.blogspot.com/2009/10/sam-phillips-ike-turner-e-as-origens-do.html)

(Ike Tuner e Sam Phipplips)

Dizer que a música não está atrelada à fatos sociais históricos é um tremendo equívoco. Antes do rock ser rock, ele era blues há muito tempo. Um dos que mais contribuíram para essa transição foi o produtor musical Sam Phillips. Ele teve uma importante integração com a música negra antes de fundar a lendária Sun Records, em 1952, gravadora que revelou o talento de Elvis Presley - podado por Phillips, é claro.

Antes de se tornar uma das maiores enciclopédias musicais, Phillips trabalhou em velórios e captou o sentimento das pessoas, percebeu a importância de saber como se aproximar delas. Por volta do ano 1950, conheceu B.B. King e gravou algumas demos. Mas foi em 1951 que ele percebeu como sua carreira de produtor musical tinha um futuro esplêndido: conheceu o músico Ike Turner e Jackie Brenston, e gravou um dos maiores hits soul do ano, "Rocket 88".

Para captar toda essa musicalidade e atingir o status de gênio, Phillips conviveu com os negros numa época endêmica de discriminação racial. Escutava sua música, palpitava, percebia a energia 'black'... Foi exatamente isso que ele trouxe para o rock'n roll de Elvis Presley: a transferência da fisiologia musical dos negros, aquele swing, para os brancos.

A seguir, reproduzo um diálogo entre Sam Phillips e o músico Ike Turner, retirados de "The Blues", uma série de documentários que narra um pouco da história do movimento musical e traz depoimentos, shows, conversas na estrada com personagens que realmente marcaram o gênero. O diálogo foi extraído do terceiro filme dessa série, "The Road To Memphis".

Este diálogo mostra como o blues deu origem ao rock através da música negra. Quem melhor captou essa essência foi Sam Phillips. Mas, para conseguir fazer com que um branco cantasse como negro, ele produziu e conviveu com muitos grupos negros, músicos de primeira como o próprio B.B., Howlin' Wolf e Jackie Brenston. Ele expandiu essa essência negra produzindo som para músicos da estirpe de Johnny Cash, Jerry Lee Lewis, Roy Orbinson...

Segue o diálogo:

Ike Turner: Se lembra de como nos conhecemos? Quando nos encontramos?

Sam Phillips: Refresque minha memória, não estou muito seguro de lembrar.

I.T.: Vi o B.B.(King), que só conhecia por seu nome, Riley. Não sabia quem era B.B. nem quem tinha o contratado. Ele tocava no Chambers, Mississipi, tinha escutado minha banda e disse: "por que você não grava?" Eu disse que não sabia como e ele falou que tinha um cara em Memphis chamado Sam Phillips. "Farei com que chamem ele e vocês irão conversar". Na segunda pela manhã ele me chamou...

I.T.: Naquela época, chamávamos nossos discos de 'race records'.

S.P.: Certo.

I.T.: Nas rádios brancas não ficavam. Então você teve a ideia de pegar uns moços brancos para que cantassem música negra e isso foi o passo inicial para o rock'n roll.

S.P.: Acredito que o que mais criticavam é que os negros não eram iguais aos brancos. Eu conheci a todos e não vi nenhum racista - nenhum! - e essa gente não entendia o que eu fazia com uma banda de negros.

I.T.: hahahahahahaha (ri Ike, excitado de alegria).

S.P.: É o que aconteceu. Eu trabalhei com os maiores mas o resto me dizia: "Bem, ontem não deve ter tido nenhuma sessão de gravação. Se não foi assim, então põe desodorante". Era algo cruel, realmente cruel, mas vou te dizer uma coisa: se tivesse respondido, eu teria me posto na altura deles. Apenas segui fazendo minhas coisas. Estava acostumado a desafiar a mim mesmo e teria que fazer algo realmente bom e que, ao mesmo tempo, possivelmente tenha um efeito duradouro sobre aquilo que as pessoas pensam uma das outras. Isto é fato.

I.T.: Já disse numa entrevista a seu respeito que nunca tinha sentido em você, quando o vi pela primeira vez, jamais me senti pré-julgado. Você não me fez sentir negro ou angustiado; ou me fez sentir obrigado a sentar lá ou entrar pela porta dos fundos. Quando fui no Peabody, fiquei no carro por três horas. Nunca me senti assim nessa casa (Memphis, onde ficava o antigo estúdio de Sam Phillips, a Chess Records), nem uma vez. Quem disse o contrário está mentindo. Aqui eu nunca me senti assim. Posso afirmar com convicção: aqui não existe isso.

S.P.: Nada teria sido possível se tomasse essa atitude. Suponho que tenho um dom para trabalhar noite e dia e para permanecer tanto tempo neste negócio (da música) para demonstrar que era absolutamente necessário que alguns brancos começassem a fazer coisas não para soar como caricaturas, ou alguma cópia, mas lhe trazendo algum 'feeeling'; e eu sabia que alguns brancos do sul como Elvis Presley - não havia negros mais pobres do que ele.

I.T.: Tudo isso é o estilo negro.

S.P.: Claro. A maioria do country do sul...

I.T.: Não, não. Você acabou de dizer que não copiavam o estilo negro. Não vejo outra coisa, inclusive agora.

S.P.: Quando digo copiar, me refiro a tentar imitar. Eles usaram o 'feeling' porque sofreram as mesmas coisas, não no mesmo nível que os negros, mas não copiaram nada. O que eles fizeram foi tomá-lo emprestado.

I.T.: hahahaha! Você é quem diz!

S.P.: Espera um momento. Não é exatamente isso. Não é uma comemoração aceitar por completo o que vocês faziam.

I.T.: Sim, mas os negros não podiam pôr seus discos nas rádios brancas. Você podia. Você colocou.

Agora, me diga: por que o rock atualmente se transformou num movimento praticamente branco, se ele veio de uma essência negra?

16 de julho de 2010

Morre Gilberto Fernandes, o Papai Papudo do SBT


Papai Papudo & Bozo

Morreu na manhã de hoje Gilberto Fernandes, o Gibe, que ficou famoso na década de 1980, quando interpretava o Papai Papudo, no programa do Bozo, exibido no SBT. Gibe tinha 75 anos e estava internado desde o dia 1º de julho no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo, onde passou por uma cirurgia cardíaca. Segundo a assessoria do Incor, ele estava com um estreitamento em uma válvula do coração. A operação foi realizada no último dia 7, mas Gibe não resistiu e morreu de falência múltipla dos órgãos.
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Gibe trabalhou no SBT nas décadas de 80 e 90, como Papai Papudo no programa "Bozo". O famoso bordão do palhaço, "5 e 60", foi criado por Gibe. Ele também foi redator e ator do quadro "Câmera Escondida" do programa "Topa Tudo por Dinheiro" até 2002. Recentemente, trabalhava como redator do programa "Turma do Didi", na TV Globo.

Em nota, o SBT anunciou que os funcionários e diretores da rede lamentam a morte do ator. O velório ocorre nesta sexta-feira, em São Paulo, no Cemitério do Araçá. O corpo de Gibe será sepultado em Registro, interior do estado.

15 de julho de 2010

NASI LANÇA NOVO DVD



Nasi & Banda no Comitê Club nesta sexta, dia 16/07 às 0h00
Show de Lançamento do DVD "Nasi Vivo Na Cena" com participações especiais
R. Augusta, 609 São Paulo, SP
Informações: (11) 3237-3068
www.comiteclub.com.br
Nasi lança o seu primeiro trabalho depois da saída do IRA!.
"Nasi Vivo Na Cena" tem músicas inéditas, sucessos do IRA, Blues, Versões de Raul Seixas, Cazuza, João Bosco e várias novidades.
O DVD conta com participações de Marcelo Nova, Vanessa Krongold, Manito, Apollo 9, Dinho Nascimento, entre outros.
A gravação fica por conta de Roy Cicala, engenheiro de som americano que gravou 7 discos de John Lennon.
A banda que acompanha o cantor é Nivaldo Campopiano (guitarra), André Youssef (teclados), Johnny Boy (baixo) e Evaristo Pádua (bateria).

10 de julho de 2010

Oswaldo Mendes também fez por merecer....


(Fábio Dias, Oswaldo Mendes e eu)
Ontem fui ao lançamento do "Bendito Maldito" como já vinha alardeando há tempos. Oswaldo Mendes é um mestre e comprovou isso na simplicidade do trato e essa atitude é de quem sabe qual é seu papel na vida. Logo quando cheguei fomos apresentados por Enedina e ele me fez um convite sábio e salvador, "vamos fumar"? Pudemos assim ter uma convesa boa e animada que a todo instante era interrompida pelos "chegantes". Ficou a sensação que se tem quando estamos diante de um ótimo contador de histórias, fica a sensação de que o conhece desde sempre. O que dizer? O bom é que todos puderam ouvir boas histórias e comprar um bom livro. Indico porque li. Reunir velhos amigos, no mínimo inimigos íntimos, para uma noite daquelas, taqueopariu, tem de ter mais e eu sei que teremos. A própria ciração do Projeto Bela Ágora vem de encontro a isso. O que eu sei é que a BelasArtes ficou lotada de novo e isso é um sinal positivo da sede que a cidade tem de CULTURA e não só dos eventos capitaneados pela nau desbussolada de Aracelis e seus peraltas que, aliás, não tiveram nem a sensibilidade de comparecer, de enviar um bilhete, (se bem que não fez falta, mas fez feio). É o que eu digo, o que dá colocar borboleta pra caçar corcodilo. Tem que ter garra e respeito pelo o que faz e, sobretudo, com quem faz. Esse ar de que manda na cultura é errado. Vocês estão na secretaria de cultura por uma conveniência política e uma questão de escolha errada. Mas nós não, estamos aqui no palco há 20 anos e estaremos a vida toda. Não estou aqui pra esse abacaxi, vim porque a cachaça é boa.
Fica a dica do livro: "Bendito Maldito" - Biografia de Plínio Marcos escrita magistralmente e com sensibilidade por Oswaldo Mendes.

7 de julho de 2010

Morre no Rio o produtor e jornalista Ezequiel Neves, o 'descobridor' de Cazuza


RIO - Morreu no Rio, esta quarta-feira, o produtor musical e jornalista Ezequiel Neves, aos 74 anos. Ele estava internado desde janeiro na Clínica São Vicente, na Gávea. Incansável festeiro, sempre a mil por hora, Zeca, como era chamado pelos mais próximos, conviveu nos últimos cinco anos com um tumor benigno no cérebro, enfisema e cirrose.
"Descobridor" de Cazuza e produtor do Barão Vermelho, Zeca morreu exatamente na data de aniversário de 20 anos da morte de seu pupilo. Juntos eles escreveram clássicos como "Codinome beija-flor" e "Exagerado". Cazuza faleceu em decorrência da Aids, 7 de julho de 1990.
Com seu humor ferino, Ezequiel Neves - chamado no anos 70 de Zeca Jagger - fez "novo jornalismo" muito antes de o gênero ser reconhecido. E em quase duas décadas de atuação no setor, passando pela grande imprensa (revistas "Playboy" e "Pop" na Editora Abril, "Jornal da Tarde", de São Paulo) e pela alternativa (a edição pirata da "Rolling Stone", as revistas "Som Três" e "Música do Planeta Terra", o "Jornal da Música"), fez escola, inspirando dezenas de jovens a ingressarem no jornalismo cultural. Carreira que o próprio tratou de abandonar, trocando-a pela de produtor musical (e eventual letrista) a partir do início dos anos 1980, quando apostou no talento bruto do Barão Vermelho.
Foi devido à insistência de Ezequiel que João Araújo, então presidente da gravadora Som Livre, concordou em lançar o grupo que tinha como cantor e letrista seu filho, Cazuza, ao lado de Roberto Frejat (guitarra e composições), Guto Goffi (bateria), Dé Palmeira (baixo) e Maurício Barros (teclados).
Além de ter coproduzido os discos do Barão e os da carreira solo de Cazuza, foi o coautor de clássicos do rock brasileiro como "Por que a gente é assim?", "Codinome beija-flor" e "Exagerado". No período em que atuou como produtor da Som Livre, Ezequiel também trabalhou com ícones da MPB como Elizeth Cardoso e Cauby Peixoto. Ele ainda colaborou em programas musicais da Rede Globo e foi corroteirista do filme "Rio Babilônia", dirigido por Neville de Almeida, de quem era amigo desde a juventude, em Belo Horizonte.
Nascido em Belo Horizonte, em 30 de novembro de 1935, filho de um cientista, cedo ele se envolveu na vida cultural da capital mineira.

Entre 1956 e 58, Ezequiel publicou alguns desses contos na revista literária "Complemento", que coeditou junto ao escritor Silviano Santiago e o escritor Ivan Ângelo. Ele também frequentava assiduamente o Clube de Cinema; o Teatro Experimental, dirigido por Carlos Kroeber; e o grupo de dança de Klaus e Angel Vianna. Entre os jovens artistas e intelectuais de Belo Horizonte circulavam ainda o escritor Affonso Romano de Sant'Anna, os atores Jonas Bloch e Rodrigo Santiago e o hoje deputado federal Fernando Gabeira.
Graças ao teatro, em 1965, Ezequiel Neves trocou Belo Horizonte por São Paulo, após atuar com seu grupo mineiro numa montagem de "Sonhos de uma noite de verão", de Shakespeare. Em seguida, integrado ao elenco do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), traballhou com Cacilda Becker e participou de uma montagem de "Zoo story", de Edward Albee. Ainda em São Paulo, foi para o grupo de Antunes Filho, em "A megera domada", e, depois, atuou em "Julio Cesar" ao lado de Jardel Filho.
Apesar do talento para o teatro, a paixão pela música bateu mais alto. Em fins de 1960, o disco de estreia do grupo The Doors converteu-o ao rock - até então, ele só ouvia jazz, de Billie Holiday e Frank Sinatra a Miles Davis, e artistas brasileiros como Elizeth Cardoso e João Gilberto, paixões que a acompanharam até o fim - e, aos poucos, Ezequiel trocou o palco pelas redações, virando crítico de música do recém-criado "Jornal da Tarde" (então o veículo vespertino do "Estado de São Paulo"). Em entrevista ao GLOBO, ao completar 60 anos, Ezequiel Neves relembrou essa passagem:
- Tomei um ácido lisérgico e descobri que, se eu não conseguia ser eu mesmo, não tinha porquê tentar ser outros personagens. A experiência aconteceu em 1969, ainda tentei ficar no palco até 1970, quando fui para Londres fazer teatro. Foram três meses de desbunde. Na volta, ainda fiz "A última peça", de José Vicente. Um espetáculo totalmente anárquico, todo mundo fumava maconha e tomava ácido.
Em 1971, nova mudança. Ezequiel aceitou o convite de Luiz Carlos Maciel e veio para o Rio para coeditar a versão brasileira, e pirata (sem licença dos donos nos EUA) da revista "Rolling Stone", que durou um ano. Em seguida, ao lado de Ana Maria Bahiana e Tárik de Souza, criou a revista "Rock: A história e a glória" (que, em 1976, daria lugar ao "Jornal de Música"). É desse período os pseudônimos Zeca Jagger (homenagem ao seu maior ídolo, Mick Jagger, dos Rolling Stones), Zeca Zimmerman (este, o sobrenome de batismo de Bob Dylan) e Angela Dust.
Em 2008, Ezequiel Neves lançou, ao lado de Guto Goffi e o jornalista Rodrigo Pinto, o livro "Barão Vermelho - Por que a gente é assim?".



" Tomei um ácido lisérgico e descobri que, se eu não conseguia ser eu mesmo, não tinha porquê tentar ser outros personagens "



http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/07/07/morre-no-rio-produtor-jornalista-ezequiel-neves-descobridor-de-cazuza-917086125.asp